09/09/2026
GUERRA DAS TOGAS: NO FOGO CRUZADO DO STF, A CREDIBILIDADE É A PRIMEIRA BAIXA
O plenário virou trincheira. De um lado, André Mendonça. Do outro, Alexandre de Moraes. No meio do fogo cruzado, Edson Fachin tenta impedir que uma guerra entre ministros se transforme em uma crise ainda maior para o Supremo Tribunal Federal.
O confronto ganhou força com os desdobramentos do caso Banco Master. Mendonça retirou o sigilo de material da Polícia Federal que trouxe mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Depois, Moraes reagiu apontando supostas irregularidades na condução das investigações por Mendonça e encaminhou o caso à presidência do STF. Fachin assumiu parte da condução da crise e cobrou explicações dos envolvidos.
Mas a disputa já ultrapassou os limites do Banco Master. Nesta semana, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. A crise provocou reação dentro da própria PF e acrescentou mais um capítulo ao confronto institucional.
Enquanto acusações, decisões, relatórios e pedidos de investigação atravessam os corredores de Brasília, Fachin tenta administrar uma Corte dividida.
A Charge transforma esse cenário em um campo de batalha. Mendonça e Moraes aparecem nas trincheiras; Fachin, no centro, tenta sobreviver ao bombardeio; e a “Harmonia da Corte” já está em pedaços.
Só que existe uma baixa que não aparece nos processos: a confiança.
Porque, quando ministros da mais alta Corte do país passam a trocar acusações e questionamentos sobre a atuação uns dos outros, a discussão deixa de ser apenas sobre quem está certo ou errado.
Passa a ser também sobre a instituição.
A ilustração desse conteúdo foi produzida com auxílio de Inteligência Artificial.
Charge: André Oliveira
Texto: André Oliveira