06/02/2021
ASHTANGA - OS OITO PASSOS ( DISCIPLINAS ) DO YOGA
YAMA - Conduta Externa, Moral e Ética
ASTEYA é o terceiro YAMA e significa - não roubar, não se apropriar do que não lhe pertence.
Abaixo um ótimo texto de MARIO BRANDÃO na "CURUMIM DO VALE", que explica muito bem alguns aspectos s sobre ASTEYA - Não roubar:
O futuro Yogi não pode se permitir apropriar-se do que não lhe pertence propriamente, não apenas dinheiro ou bens, mas até mesmo coisas intangíveis, porém altamente vantajosas, como crédito por coisas que não fez ou privilégios que de direito não lhe pertençam. Somente quando uma pessoa consegue eliminar, até certo ponto, esta tendência à apropriação indébita em suas formas mais grosseiras, é que começa a descobrir as formas mais sutis de desonestidade que permeiam nossa vida e das quais dificilmente nos conscientizamos.” Roubar é pegar o que não foi dado, e compreende desde o roubo armado até tomar emprestado algo e não devolver. Eximir-se de pagar os impostos que deveríamos é uma outra forma de roubo, assim como pegar artigos de nosso local de trabalho para o nosso uso pessoal.
Asteya está muito relacionado com os outros Yamas ( Ahimsa, Satya e Aparigraha ).
A origem do ato de furtar pode estar intimamente ligada ao apego, que é o principal impedimento para o desenvolvimento da determinação de ser livre, e que contraria outro yama: aparigraha.
Ao evitarmos o mau uso da propriedade alheia, ficaremos mais atentos às nossas atitudes e ações em relação às posses dos outros. Isto é muito útil e auxilia a evitar conflitos com aqueles que estão próximos de nós. Além disso, as pessoas confiarão em nós e desejarão nos emprestar coisas e também não terão medo de que seus artigos desapareçam quando não estiverem por perto. Dessa forma, estaremos nos relacionando com os outros de forma construtiva e ética, e aplicando asteya, ahimsá (ou não-violência – pois roubo é uma forma violência) e aparigraha (ou desapego – nesse caso, aos bens alheios).
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