17/09/2026
Talvez a melhor forma de eu me apresentar não seja começar pelos meus títulos.
Mas sim, contar por que eu faço o que faço.
Eu comecei a me encontrar como mulher depois de já ser esposa e mãe.
Durante muito tempo, fui atravessando os lugares que a vida ia me apresentando: filha, esposa, mãe, profissional.
E foi só depois que algumas perguntas começaram a ganhar mais espaço:
📌Do que eu gosto?
📌Do que eu preciso?
📌Onde estão os meus limites?
📌Quem sou eu para além de tudo aquilo que sustento?
Meu próprio corpo também participou desse caminho.
A experiência com o meu ciclo, com TPMs intensas, irritação, enxaqueca e com os meus próprios limites foi me ensinando a observar o que acontecia comigo antes de simplesmente tentar dar conta.
Foi aí que estudar o feminino deixou de ser apenas parte da minha formação e passou também a transformar a maneira como eu compreendia a mim mesma — e, mais tarde, a maneira como eu escutava outras mulheres.
Hoje, existe uma ideia que atravessa profundamente o meu trabalho:
"Não é tudo hormonal. E também não é tudo psicológico."
Existe um corpo. Existe uma história. Existem relações, sono, carga mental, desejos, limites, ciclos e uma fase de vida acontecendo ao mesmo tempo.
Talvez seja por isso que eu tenha tanto interesse pelas travessias que acontecem depois dos 30. Pela mulher que olha para si e pensa:
“Eu não era assim.”
Nem sempre a questão é descobrir como voltar a ser quem você era.
Às vezes, é começar a escutar quem você está se tornando.
Se você chegou agora, Seja Bem-Vinda. 🌿
E se sente que está na hora de olhar para a sua própria história com mais profundidade, no destaque Mapeamento eu explico por onde podemos começar.