26/05/2026
Na manhã desta segunda (25), a pequena Larissa Gabriele, de apenas 5 anos, foi sepultada no cemitério da Vila, bairro Vila Kolping, em Pedro ll(PI), após falecer vítima de leishmaniose visceral, conhecida popularmente como calazar. A equipe do 24H buscou informações sobre o caso e, conversou com o pai da criança, Júlio Cesar, que relatou os momentos difíceis enfrentados pela família desde o início dos sintomas. A família tem oito filhos, sendo a Larissa entre os irmãos a caçula.
De acordo com informações apuradas, Larissa começou a apresentar fortes dores abdominais e problemas relacionados ao fígado há cerca de vinte dias atrás, segundo o relato do pai. Inicialmente, a criança recebeu atendimento no Hospital Santa Cruz, em Pedro II, e retornou para casa, porém a causa da doença ainda não havia sido identificada. Com o agravamento do quadro clínico e novas internações, ela foi encaminhada ao Hospital Chagas Rodrigues, em Piripiri. Devido ao estágio já avançado com complicações metabólicas severas, Larrisa sofreu três convulsões, afirmou o pai da criança.
Segundo informações do agente de endemias Rubens Galvão ao 24H, dois cães da casa onde Larissa Gabriele morava com a família, na localidade Aroeira de Cima, zona rural do município, estiveram no local coletando o sangue dos animais de estimação, suspeitos de serem os hospedeiros (RESERVATÓRIO DO PARASITA ), para realizar exames que irão investigar se os animais estão infectados e poderiam estar relacionados com à presença do inseto transmissor da doença. Ainda de acordo com o agente, a região possui extensa área de mata, ambiente considerado propício para a proliferação do mosquito-palha, responsável pela transmissão da leishmaniose para o ser humano.
A leishmaniose (Calazar), é uma doença grave transmitida pelo mosquito-palha. O diagnóstico precoce é fundamental e quando a doença não é identificada e tratada rapidamente, ela pode evoluir para formas severas e até se tornar fatal, foi o que aconteceu com Larrisa Gabriele de 5 anos. As autoridades de saúde devem continuar acompanhando o caso e realizando ações de monitoramento na região para evitar novos registros da doença.