03/06/2026
Medicalizar crianças virou rotina. Diagnósticos precoces, psicofármacos em idades cada vez mais baixas, laudos que chegam antes do vínculo — esse é um dos debates mais urgentes da saúde mental contemporânea. E Pelotas vai ser palco de um encontro internacional que coloca essa discussão no centro.
O III Encontro de Redes Vivas, Quentes e Afetivas em Saúde Mental acontece junto ao 1º Congresso Internacional de Saúde Mental Infantojuvenil, em agosto, reunindo profissionais, pesquisadores, movimentos sociais e comunidade em torno de uma pergunta central: como cuidar de crianças e adolescentes sem patologizar quem ainda está aprendendo a existir?
O debate passa pelo cuidado em liberdade, pela desmedicalização da vida, pelo papel do território, da escola, do brincar e dos vínculos na produção de saúde mental. E também pelos impactos das emergências climáticas — tema que o RS conhece bem — no sofrimento psíquico de crianças e famílias.
Hoje no Contraponto, Clarissa Cardoso, apoiadora técnica da RAPS, e Larissa Dall'Agnol da Silva, professora da UFPel e integrante do Fórum Gaúcho de Saúde Mental, falam sobre o evento e sobre o que está em jogo nesse modelo de cuidado.
Na sequência, o professor Manoel Porto Júnior, do IFSul, e Francisca Jesus, a Chica, presidente do Comdim, trazem seus comentários.
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