Afronta Espaço para respirar, repensar, criar e se autosustentar, em equilíbrio com os seres vivos e o ambiente vivo em que habitam! troca de saberes e práticas!

POR QUE AFRONTA? PARA QUE AFRONTA? Quando vimos Chimamanda Ngozi Adichie falando sobre “O perigo de uma história única”, não só fomos contempladas, como também percebemos que as nossas histórias enquanto mulheres negras sempre foram contadas por outros e nunca por nós. Vamos voltar as origens quando nossas bisavós, avós, e mães contavam sobre suas vidas em contos e causos e dar espaço para cada um

a falar de si e sendo assim um exemplo para todas. O Afronta nasceu da necessidade de representação feminina e negra nas histórias contadas e ensinadas no Brasil. Da necessidade de um espaço-tempo em que as mulheres possam falar livremente do que quiserem sobre si e sobre a sociedade onde estão inseridas, nós do Afronta queremos unir forças para combater as opressões sofridas por todas nós por centenas de anos, desconstruir o ideal de beleza estabelecido, construir narrativas simbólicas que fortalecem nossa luta diária contra o machismo-racismo. O Projeto funciona de forma colaborativa, nós disponibilizamos as redes para que vocês nos enviem suas histórias e fotos, com isso, ilustramos suas histórias a partir da foto enviada e postamos no site e compartilhamos nas demais redes. As mulheres negras sendo referências para mulheres negras, juntas afrontando e com isso construindo as nossas estórias e fazendo história

Ato em defesa da educação!
17/05/2019

Ato em defesa da educação!

Sobre a representação feita no São Paulo Fashion Week pelo estilista Ronaldo Fraga:"Diante disso, a representação feita ...
02/05/2019

Sobre a representação feita no São Paulo Fashion Week pelo estilista Ronaldo Fraga:

"Diante disso, a representação feita por Ronaldo Fraga, em seu desfile com tema “Guerra e Paz“, foi no mínimo controversa e suas atitudes também. Ao optar por representar o rosto de Marielle num tênis, com um alvo na cabeça, e depois sua face bordada em uma camisa em que tiros também faziam parte do bordado/composição. O estilista sem prévia autorização da família, nos fez lembrar do assassinato de Marielle, de forma que foi difícil entender se era una denúncia, ou apenas um fetiche pela representação da violência e criação de imagens que chocam, em cima de uma mulher que é tão significativa para mulheres e negros brasileiros. Posterior ao desfile, foi declarado que nenhum familiar de Marielle havia sido consultado previamente sobre tais representações, diferente do filho de Portinari que concedeu autorização prévia pois foi comunicado antes da produção das peças. Logo, mesmo num desfile que se propunha uma denúncia referente a realidade que compreende o racismo brasileiro. É inegável, que Ronaldo Fraga e sua equipe não acharam que fosse necessário o mesmo cuidado com familiares de Marielle, em sua maioria negros, que tiveram em relação a família de Portinari.

Ele pode até alegar que não foi por isso, mas por usar o trabalho de Portinari em suas estampas. A questão é que a imagem de Marielle não é de cunho público, e numa representação que causou mal estar para familiares e foi compreendida por eles como desrespeitosa, é inegável que houve uma sucessão de erros, equívocos e projeções de como esse sistema sempre funciona, produzidas por quem diz ser agente de crítica ao sistema. Diante disso é inegável discutir a dificuldade que brasileiros vêm mostrando em fazer homenagens dignas e respeitosas para com figuras como Marielle, ou tragédias como a dos 80 tiros que atingiram o carro de Evaldo Rosa, ceifaram sua vida e traumatizaram toda sua família. Fato que por mais traumatizante que tenha sido, em menos de um mês, surgiu nas redes sociais uma camiseta em que 80 círculos pintados a mão criaram uma estampa. Protesto? Sadismo? Oportunismo? Tantas perguntas surgem quando nos deparamos com isso. O que não compreendo, é de onde essas ideias surgem e quem elas afetam?"

Em tempos de ascensão do conservadorismo e de uma linguagem e conduta imoral dos nossos representantes públicos, como um todo, estamos carentes da discussão sobre ética, limites e bom senso. Os tempos são tão surreais, que até mesmo aqueles que defendem pautas semelhantes às nossas optam por...

"Ana Maria Valcácio da Silva (Donana) é uma figura excêntrica e apaixonada pelo seu ofício de parteira o qual desenvolve...
24/01/2019

"Ana Maria Valcácio da Silva (Donana) é uma figura excêntrica e apaixonada pelo seu ofício de parteira o qual desenvolve desde os 16 anos de idade. Hoje, aos 65 anos, com meio século de profissão e mais de mil partos, Donana representa a Associação de Parteiras de São Gonçalo do Amarante. “Todas as mulheres podem olhar para ela e se identificar ou se inspirar de alguma forma”, completa Catarina."

Debates e conversas sobre o parto humanizado vêm ganhando repercussão nos ciclos sociais. Mulheres foram, por anos, condicionadas a vivenciar situações de violência e constrangimento devido à assistência centrada na atuação médica e não nas necessidades e escolhas naturais da mulher. É n...

"As histórias são curtas, mais repletas de referências. Outro ponto é que o livro serve facilmente para qualquer público...
23/01/2019

"As histórias são curtas, mais repletas de referências. Outro ponto é que o livro serve facilmente para qualquer público, dada a forma como foi construído. E por fim (só para dar um gostinho) ele destaca histórias como a de Nizinga, a rainha africana que superou todos os homens ao seu redor para assumir seu lugar de poder e, mesmo com idade avançada, continuou nos campos de batalha; das “Las Mariposas”, irmãs revolucionárias que se opuseram e lutaram contra a ditadura da República Dominicana; de Lozen, a guerreira indígena que lutou pelo seu povo e família; mulheres como Tove Jansson e sua incrível história pessoal por trás de sua criação os Moomins e, por fim, a que mais me tocou, a ativista Leymah Gbowee. Com mais de dez histórias reais de mulheres inspiradoras de diferentes países e com formas de atuar e superar os limites impostos pelo machismo de forma diferentes, essa é a minha primeira dica de leitura deste ano."

Livro da ilustradora francesa Pénélope Bagieu conta a história de mulheres notáveis em forma de HQ

"Pantera Negra está na lista de indicados ao prêmio de Melhor Filme, se tornando o primeiro longa de super-heróis da his...
23/01/2019

"Pantera Negra está na lista de indicados ao prêmio de Melhor Filme, se tornando o primeiro longa de super-heróis da história a ser indicado na categoria máxima do Oscar."

O 1º filme de heróis na história a ser indicado na categoria máxima do Oscar.

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