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28/08/2026
23/08/2026

35 ANOS. 21 QUILÔMETROS. DOIS SEGUNDOS. UMA HISTÓRIA QUE MUDOU DE NOME.

Durante 35 anos, uma mulher correu contra o tempo sem saber que seu nome permaneceria escrito na história.

Em 13 de julho de 1991, em Florianópolis, Silvana Pereira correu a meia maratona em 1h11min15s.

Era apenas mais uma corrida?

Não.

Aquela marca se transformaria em recorde brasileiro feminino da meia maratona e permaneceria intocável por três décadas e meia.

Silvana já carregava uma carreira respeitável. Foi vice-campeã sul-americana nos 1.500 metros em 1989, conquistou três ouros e uma prata no Ibero-Americano de 1990 e, em 1993, seria campeã sul-americana de cross country.

Mas o tempo passou.

Vieram novas gerações.
Novas atletas.
Novos treinamentos.
Novos sonhos.

E o 1h11min15s continuava lá.

Até que, neste domingo, em Buenos Aires, uma baiana de 24 anos decidiu correr não apenas contra outras atletas.

Ela correu contra 35 anos de história.

Núbia de Oliveira largou sabendo exatamente o que precisava buscar.

Ritmo entre 3min20s e 3min23s por quilômetro.

E, em boa parte da prova, correu praticamente sozinha.

“Era somente eu, o relógio e Deus”, contou Núbia depois da chegada.

Faltavam dois quilômetros.

Era hora de decidir.

Núbia foi para cima.

E quando cruzou a linha de chegada, o relógio anunciou:

1h11min13s.

DOIS SEGUNDOS.

Apenas dois segundos.

Mas suficientes para apagar uma marca que resistia desde 1991.

Silvana Pereira deixou de ser a recordista.

Mas não deixou de ser parte da história.

Porque Núbia não correu contra Silvana.

Núbia correu sobre o caminho que Silvana ajudou a construir.

Uma mulher abriu a estrada.

Outra teve coragem de ir mais longe.

E talvez seja essa a beleza do esporte:

recordes foram feitos para cair, mas as histórias que existem por trás deles nunca desaparecem.

Hoje, o Brasil tem uma nova recordista.

E ela vem da Bahia.

Vem do sertão.

Vem de Campo Formoso.

Vem de uma história que começou na escola, encontrou o professor Ferreirinha e chegou a Buenos Aires para escrever uma das páginas mais emocionantes do atletismo brasileiro.

Núbia de Oliveira: 1h11min13s.

35 anos depois, o recorde

Endereço

Rua André Vidal De Negreiros, 174, Maria Auxiliadora
Petrolina, PE
56330420

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