19/10/2019
Parque Corumbataí foi um dos quilombos mais importantes de SP
Naquela manhã de domingo, o parque estava lotado. Pessoas caminhavam, jogavam futebol em um campo de areia, se exercitavam na academia ao ar livre, faziam piqueniques; as crianças brincavam no playground e na pista de skate. Alguns adultos conversavam com seus amigos ou observavam a movimentação.
Em 1750, aquele lugar formava um dos principais quilombos já existentes do Estado de São Paulo e do Brasil. Sendo um dos mais antigos, se encontrava no ponto inicial do Campos de Araraquara (como era chamada a região de Piracicaba sentido ao Mato Grosso), às margens do rio Corumbataí.
O local era caminho para aqueles que iam atrás das minas de ouro em Minas Gerais, mas após haver a suspeita de mineração de ouro nos Campos de Araraquara e da possível povoação de negros que começaram a se povoar com a criação de fazendas de gados, o quilombo recebeu atenção do governo. O quilombo urbano foi destruído em 1804, pelo sargento Carlos Bartolomeu de Arruda Botelho - que hoje dá nome a uma avenida importante em Piracicaba.
No quilombo urbano haviam escravos fugitivos de aventureiros e exploradores, conta o historiador Noedi Monteiro, arqueólogo da cultura afro-brasileira, em colaboração para a 24ª edição da revista IHGP (Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba) de 2018.
O historiador e filósofo Antônio Filogenio Júnior, com base em sua pesquisa para a tese de doutorado a respeito dos quilombos já existentes no Brasil, afirma que o local teve a presença de escravos de origem Bantu, vindos das regiões conhecidas atualmente como Congo e Angola, localizadas na África.
Ele também conta mais sobre o local. É só dar play e ficar por dentro da história de Piracicaba!