Serviço de Mídia Livre Comunitária Popular e Documentarista Sejam todos bem vindos, assistam, comente, inscrevam-se, apoiem a mídia livre.
Diante do corporativismo da grande mídia nacional, camuflado pela seleta e obscura forma de concessão de exploração de rádio e tv no Brasil, a luta pela democratização da comunicação se identifica imprescindível para a quebra de paradigma da hegemonia global em defesa das lutas de bases defendidas pelas minorias espalhas por todo o país, e pelo mundo. Como a mídia ainda é uma monopolização do pode
r corporativo, usamos principalmente a internet como fonte de divulgação dos nossos trabalhos documentais sobre as lutas de base que vem construindo um novo mundo para o futuro da sociedade.
21/08/2020
Em Piracicaba um pai foi preso por roubo enquanto pedia ajuda pra socorrer a esposa grávida. O filho nasceu no mesmo dia, mas o pai só ficou sabendo a noite informado pela advogada na cela do plantão policial. Ele e um amigo continuam presos após serem reconhecidos pela vítima pelo celular no aplicativo whatsapp. Por Carlos Canedo da SUP e Karina Iliesco em especial para a Ponte Jornalismo.
Weverton Almeida foi preso dentro do condomínio onde vive e reconhecido por foto de Whatsapp, em Piracicaba (SP); Douglas Felipe, vizinho e amigo, também foi preso.
10/08/2020
A situação do descaso do judiciário com o problema do déficit habitacional atinge números alarmantes no Estado de São Paulo.
Decisões vão contra a recomendação do Conselho Nacional de Justiça
15/07/2020
Renascer a esperança na luta por moradia.
Ocupações em Piracicaba e Araras que carregam a luta no nome e na história podem sofrer reintegração a qualquer momento.
07/06/2020
Localizada na zona noroeste de Piracicaba-SP, a comunidade conhecida como Renascer teve início em janeiro deste ano e abriga atualmente pouco mais de 300 famílias, somando aproximadamente 1600 pessoas. A ocupação é composta por pessoas que não tem condições de pagar aluguel nem o financiamento de uma moradia, ou saíram de cenários de despejos (resultantes de ações reintegrações de posse como a que ameaça a Renascer) e outras situações de extrema pobreza gerada pelo desemprego, também é composta por algumas famílias de imigrantes haitianos.
Alguns moradores relatam que migraram para a comunidade Renascer depois de ações como, por exemplo, o despejo da comunidade Taquaral, realizada no dia 07 de maio deste ano, em meio a pandemia que alastra o mundo atualmente, que deixou mais de 200 pessoas sem moradia, incluindo 20 famílias haitianas refugiadas no Brasil que viviam naquela comunidade antes do despejo. Com a reintegração de posse violentamente cumprida pela Polícia Militar dezenas de famílias ficaram desabrigadas sem terem para onde ir, e ainda perderam pertences e o material que usam para construir suas casa, que foram todos destruídos arbitrariamente pela PM que negou-se a negociar e preservar os bens das famílias.
A comunidade têm como símbolo de seu estandarte uma Fênix, um ser mitológico em forma de pássaro, com o corpo coberto de fogo, que representa renascimento, renovação, ressurreição, imortalidade, a grande ocupação se entende como um movimento de luta, que renasce das cinzas de diversos despejos, violações de direitos e abusos de poder, e que com força, resistência e coletividade reconstrói a moradia da população que mais necessita das políticas públicas de habitação, mas que não foi amparada pelo município nos últimos vinte anos, a Fênix também representa a ideia de que mesmo que sejam despejados novas ocupações ressurgirão remanescentes dessa luta, assim como as famílias despejadas no Taquaral também continuaram lutando, e como todos os despejos terminam em novas ocupações.
vídeo: Samuel Rodrigues da Batalha Central
07/06/2020
A SUP está acompnhando o desfecho do despejo das famílias da comunidade taquaral que renasceram como uma fênix em outra ocupação que já possui mais de 300 famílias, conheçam a comunidade Renascer onde foram morar a maioria das famílias despejadas no mês passado pela justiça e já estão ameaçadas novamente de outro despejo.
Acompamhem a série de reportagens sobre moradia que a SUP vai publicar gradualmente com dados concretos visando analisar as origens do problema e as possíveis soluções que as cidades à exemplo de Piracicaba vem ignorando na luta contra o déficit habitacional.
Uma comunidade com mais de 300 famílias ameaçada de despejo no interior do Estado de São Paulo.
12/05/2020
Juíza em Piracicaba que ganha acima do teto recebendo um salário de R$ 43.900,00 manda força policial com aparato de guerra para despejar famílias de trabalhadores desempregados, terceirizados e imigrantes haitianos em plena pandemia do COVID-19, autor teve custas de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) para ter até helicóptero á disposição, além de drones, cachorros, esquadrão especial, batalhão de choque, centenas de soldados, armamento pesado, bombas e muitos funcionários públicos ao seu dispor. Para os trabalhadores tiro, porrada e bomba!
Chamada de “Kettling” que em português significa caldeira, tática foi usada 1ª vez em 1986 na Alemanha reprimindo manifestantes que…
08/05/2020
"Bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta e tiros bala de borracha foram disparados contra os moradores. Famílias, crianças e idosos tiveram suas casas atingidas, o ataque continuou até oito horas da manhã, algumas pessoas tiveram escoriações leves, desmaios e falta de ar."
O SUP esteve com a Comunidade do Taquaral durante a reintegração.
"Em meio a pandemia devemos ficar em casa, mas em qual casa essas pessoas vão ficar? O promotor apresenta dois pesos e duas medidas, se por um lado reconhece o direito do autor como proprietário, por outro desconsidera a inexistência do cumprimento da função social da terra e o direito constitucional que todas as pessoas têm à uma moradia digna."
A ação de reintegração de posse aconteceu hoje (7 de maio), na Comunidade do Taquaral, situada em um terreno específico no bairro Monte…
06/10/2018
No último dia 08 de setembro Pâmela Cristina do Coletivo Marias de Luta recebeu na sede do SUP na Casa VIVA em Piracicaba dois candidatos das eleições de 2018, Djalma Nery, sociólogo, educador ambiental, permacultor e professor de sociologia na rede estadual de educação, e Alexandre Mandl, advogado popular, membro da RENAP - Rede Nacional de Advogados Populares, defensor da maior ocupação por moradia do Estado de São Paulo a Vila Soma e da única fábrica ocupada pelos trabalhadores do Brasil a Flaskô. Parceiros de longa data do nosso coletivo de mídia livre, os dois conversaram um pouco com a nossa apresentadora sobre as perspectivas das eleições deste ano, e o desafio de se candidatarem com propostas que raramente são debatidas em período eleitoral.
No último dia 08 de setembro estiveram na cidade de Piracicaba dois candidatos dessas eleições de 2018 para um debate muito interessante sobre a cidade, o ca...
16/07/2018
Tem "Formigueiro" dia 18/07 no Festival de Inverno em Ouro Preto-MG Potência da Periferia, depois dias 21 e 25/07 no Cine SESC em São Paulo-SP Mostra Estadual de Cinema Independente. Quem estive próximo de alguma dessas oportunidades vale muito a pena conferir essa produção mídia livre, popular, comunitária e documentarista, serão três sessões de cinema especialíssimas contando a história da maior Ocupação (Vila Soma) por moradia do Estado de São Paulo atualmente para além de suas fronteiras.
12/07/2018
O filme "Formigueiro" está incluso na programação do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana-MG como parte do polo Potência da Periferia, será exibido no dia 18 de julho as 19h na Ocupação Chico Rei após o Curta-Metragem Através do Jardim de Raquel Sato.
"Em tempos difíceis, surgem novas plataformas. Onde o debate, o fazer e o criar, manifestam-se de forma crítica, com o intuito de buscar novas formas de convívio entre humanos e relações harmônicas com o planeta e o meio ambiente.
Potência da Periferia é um polo do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana que mobiliza Agroecologistas, Bioconstrutores, Pesquisadores da Cultura Africana e Indígena, Rappers, Ocupantes, Ativistas Pretos, Feministas e toda sorte de Fazedores, Agitadores e Artistas dispostos a construir soluções criativas que partem da consciência, da natureza e das artes.
Com uma programação pulsante de protagonismos e atitudes teremos enfoque nos seguintes eixos: Ações Sistêmicas, Agroecologia, Permacultura, Bioconstrução, Turismo de Base Comunitária, Museu de Território, Cultura de Periferia, Movimento de Periferia, UniDiversidade e muito mais."
Este ano, o Festival vai relembrar o Tropicalismo, movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Os tropicalistas deram um histórico passo à frente no meio musical do país. A música brasileira pós-bossa nova e a definição da “quali...
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A iniciativa foi idealizada em outubro do ano de 2009 com a proposta de documentar historicamente as resistências culturais das diversas lutas sociais de base em defesa da afirmação dos Direitos Humanos na prática, para além das garantias constitucionais fundamentais internacionais cotidianamente ignoradas pelo Estado em todas suas instâncias de poder, permitindo estruturalmente uma sociedade desequilibrada com valores naturais invertidos.
Desde o ano de 2011 produzimos e publicamos reportagens, documentários e vídeos que apresentem ao público a possibilidade de conhecer organicamente como se desenvolvem as defesas nas bases culturais de determinados direitos específicos não garantidos pelo Estado no exercício da gestão administrativa das cidades, estados e país. Reconhecemos nosso papel midiático de registro histórico nesse processo de afirmação dos direitos humanos e suas garantias fundamentais e não nos furtamos dessa responsabilidade, documentamos as lutas de base travadas nas trincheiras da sociedade, não somos uma mídia imparcial como a grande maioria tenta fingir parecer, não fingimos o impossível, nossa utopia é o horizonte afrente dos nossos sonhos.
Somos essencialmente Livre em nossa forma de expressão, substancialmente Comunitária na maneira de estabelecer vínculos, estritamente Popular no desenvolvimento dos nossos projetos e, intrinsecamente Documentarista nas produções dos nossos trabalhos, pois não nos omitirmos da história real dos fatos que refletem diretamente na afirmação dos paradigmas sociais que geram os principais efeitos colaterais da hegemonia ocidental no mundo.
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