10/05/2026
O Dia das Mães deveria ser mais do que uma data para fotos bonitas, legendas emocionantes e homenagens nas redes sociais. Deveria ser um lembrete sincero de amor, cuidado e gratidão. Mas, infelizmente, para muita gente, virou ap***s uma encenação.
Neste domingo, timelines f**am lotadas de selfies, textos copiados da internet e declarações públicas de amor. Filhos que quase nunca ligam, que não visitam, que não perguntam se a mãe está bem, aparecem sorrindo ao lado dela como se fossem exemplos de carinho e dedicação.
Nas redes sociais, parecem filhos perfeitos. Na vida real, muitas vezes deixam suas mães sozinhas, esquecidas e emocionalmente feridas. Mãe não precisa de homenagem ap***s uma vez por ano. Mãe precisa de presença. Precisa de abraço sem data marcada. Precisa de cuidado quando adoece, de paciência quando envelhece, de amor quando o mundo inteiro parece abandoná-la. Não adianta escrever “eu te amo” na internet e, no dia seguinte, voltar a ignorar quem deu a própria vida para criar um filho.
O mais triste é que muitos só descobrem o verdadeiro valor de uma mãe quando já é tarde demais. Quando o quarto f**a vazio. Quando o telefone não toca mais. Quando o abraço que sempre esteve ali vira saudade eterna.
E aí surgem as lágrimas, os arrependimentos e as frases que já não podem mais ser ouvidas por quem partiu. Mãe é única. Não existe substituição para o colo de uma mãe, para a preocupação silenciosa dela, para as noites sem dormir, para as orações feitas em silêncio pelos filhos. O amor de mãe é um dos poucos amores verdadeiramente incondicionais que existem.
Talvez o maior presente neste Dia das Mães não seja uma foto publicada, mas uma mudança de atitude. Um filho mais presente. Mais humano. Mais grato. Porque mãe não precisa ser lembrada ap***s no segundo domingo de maio. Ela merece ser valorizada todos os dias enquanto ainda está aqui.
Por, Wendel Borges.