09/07/2026
Existe uma diferença enorme entre estudar um treino e sentir um treino.
Como treinador, eu sei exatamente por que esse bloco de tiros existe. Conheço a fisiologia, a intensidade, a recuperação, o objetivo de cada repetição e o que ele desenvolve para a maratona.
Mas, como atleta, eu sinto cada uma delas.
Sinto a respiração pesar.
As pernas queimarem.
A vontade de aliviar o ritmo.
E é justamente aí que o treino começa a construir algo maior do que condicionamento físico.
Ele constrói confiança.
Porque os treinos que mais nos desafiam também são os que mais nos preparam para acreditar que somos capazes.
É fácil confiar quando tudo parece leve.
Difícil é confiar depois de 8, 9 ou 10 repetições, quando o corpo pede para parar e a mente precisa assumir o controle.
Foi exatamente isso que esse treino me entregou.
Mais do que velocidade, ele me mostrou que estou pronto para enfrentar o desconforto que uma maratona exige.
Hoje, consigo entender ainda melhor meus alunos.
Porque não basta saber montar um bom treino.
É preciso viver o processo, respeitar o esforço, entender as dúvidas, celebrar as pequenas evoluções e reconhecer que, por trás de cada planilha, existe uma pessoa tentando se tornar uma versão melhor de si.
É isso que busco todos os dias.
Ser um treinador melhor porque continuo sendo atleta.
E ser um atleta melhor porque nunca deixo de estudar como treinador.
No fim das contas, os dois caminhos se encontram no mesmo lugar: na transformação que só o processo é capaz de construir.
🏃♂️ Construindo corredores. Rápido, mas sem pressa. Sempre uma oportunidade de autoconhecimento.
Vem correr com a gente!