15/04/2026
Samhain não é “o ano novo” por convenção estética. Ele ocupa esse lugar porque marca uma ruptura real no ciclo natural. No hemisfério sul, é o momento em que a natureza entra em retração mais profunda. A energia deixa de se expandir para fora e começa a se concentrar para dentro. Em termos práticos, é um ponto de encerramento e por isso, de RENASCIMENTO também.
Em tradições antigas, ciclos não eram definidos por calendários artificiais, mas por mudanças observáveis na natureza. Samhain representa o fim da colheita, o esgotamento do que foi produzido e o início de um período de escassez, silêncio e morte simbólica. E todo novo ciclo começa exatamente aí: no fim, não no auge.
A presença de Hekate se torna central por coerência simbólica. Ela é uma divindade associada a limiares, encruzilhadas e transições. Se Samhain é um ponto de passagem entre ciclos, a regência dela não é arbitrária, é estrutural. Ela representa exatamente o tipo de força necessária para atravessar esse tipo de momento: discernimento, condução e acesso ao que está oculto.
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SAMHAIN é bem-vindo.
Reina Hekate.