Espaço Psicanalítico-SIG

Espaço Psicanalítico-SIG Espaço dedicado a Psicanálise:
*Psicanálise e Psicoterapia de adolescentes,adultos e idosos.
*Ter

17/10/2025

Pesquisadores acabam de encontrar genes comuns ligados ao autismo, TDAH, esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão maior, síndrome de Tourette, transtorno obsessivo-compulsivo e anorexia.

Todos esses transtornos compartilham variantes genéticas que influenciam o desenvolvimento do cérebro.

16/10/2025

Primeiros exames cerebrais do mundo revelam como o L*D transforma o cérebro humano

Pela primeira vez, cientistas conseguiram registrar imagens detalhadas mostrando exatamente como o L*D altera a atividade do cérebro, trazendo descobertas inéditas sobre a base neural das experiências psicodélicas.

Pesquisadores do Imperial College London, em parceria com a Beckley Foundation, administraram L*D a 20 voluntários saudáveis e utilizaram técnicas avançadas de neuroimagem (fMRI e MEG) para mapear as mudanças cerebrais. Os resultados mostraram que o L*D dissolve as divisões tradicionais entre áreas do cérebro, criando uma rede muito mais integrada e conectada.

Essa reorganização ajuda a explicar os efeitos característicos da substância — alucinações visuais, emoções intensificadas e mudanças profundas no estado de consciência. Surpreendentemente, mesmo de olhos fechados, os participantes relataram visões vívidas, semelhantes a sonhos, resultado do aumento da comunicação entre o córtex visual e regiões ligadas à memória, como o parahipocampo.

A música potencializou ainda mais esses efeitos, sugerindo seu papel como recurso terapêutico em tratamentos assistidos por psicodélicos. Para os cientistas, essa linha de pesquisa pode abrir caminho para novas abordagens no tratamento da depressão, da dependência química e de outros transtornos mentais, ao “reiniciar” padrões cerebrais rígidos.

De símbolo da contracultura a possível ferramenta de cura, o L*D pode estar prestes a revelar não apenas novas formas de tratar doenças, mas também mistérios mais profundos sobre a consciência humana.

🔗 Saiba mais: Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)

12/10/2025

Em 1952, numa sala de parto em Nova Iorque, o silêncio tomou conta do ar. Um bebé havia nascido — azul, imóvel, sem um som. Por um instante, o desespero preencheu o ambiente. Os médicos hesitaram, sem saber se continuavam a tentar. Então, uma voz firme e tranquila ergueu-se acima do pânico:

“Vamos marcar o bebé.”

Era a voz da Dra. Virginia Apgar.
Aquela simples frase mudaria a medicina para sempre.

Virginia Apgar sonhara em ser cirurgiã, mas na década de 1940, as portas das salas de cirurgia raramente se abriam para mulheres. Disseram-lhe que nenhum hospital a aceitaria. Ela não desistiu — apenas redirecionou o seu caminho. Escolheu a anestesiologia, uma decisão que acabaria por salvar milhões de vidas.

Trabalhando na maternidade da Columbia-Presbyterian, Apgar observava, impotente, recém-nascidos morrerem poucos minutos após o parto. Não havia critério, não havia sistema — apenas suposições. Então, numa manhã de 1952, ela pegou numa caneta e num pedaço de papel e criou algo revolucionário: um teste simples de cinco pontos que avaliava o ritmo cardíaco, a respiração, o tônus muscular, os reflexos e a cor da pele.

Ela chamou-o “Apgar Score.”

A ideia espalhou-se como fogo em pólvora seca. Em menos de uma década, praticamente todos os hospitais dos Estados Unidos o utilizavam. As taxas de mortalidade infantil despencaram. Pela primeira vez, os médicos tinham uma linguagem universal para avaliar a vida — e inúmeros bebés, que antes seriam dados como perdidos, foram salvos.

Mas Virginia não parou aí. Obteve um diploma em Saúde Pública, juntou-se à March of Dimes e tornou-se uma voz global em defesa das mães e dos recém-nascidos.

Quando lhe perguntaram como havia vencido num mundo dominado por homens, ela sorriu e respondeu:
“As mulheres são como saquinhos de chá — só descobrem a própria força quando mergulham em água quente.”

A Dra. Virginia Apgar faleceu em 1974.
Mas o seu legado continua vivo.
A cada dois segundos, em algum lugar do mundo, um bebé dá o seu primeiro suspiro — e uma enfermeira, um médico, alguém, pronuncia um número em silêncio.
Um número que homenageia a mulher que se recusou a desistir — nem dos recém-nascidos, nem de si mesma.

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12/10/2025

Em 1973, Michel Foucault cruzou o Atlântico e veio conhecer Minas Gerais. O filósofo francês, autor de História da Loucura, percorreu as ladeiras coloniais, bebeu cachaça, riu com amigos e observou, como quem lê o mundo com os olhos da filosofia, as contradições de um país que ainda escondia a dor e a tortura atrás dos muros dos manicômios.

Durante aquela viagem, Foucault foi guiado pelo psiquiatra Ronaldo Simões Coelho, que o levou por cidades como Congonhas, Mariana e Ouro Preto. Entre conversas sobre fé, arte e poder, nasceram ideias e afetos que, mais tarde, ajudariam a inspirar um movimento decisivo: a denúncia das atrocidades cometidas no Hospital Colônia de Barbacena, um longo capítulo sombrio da história brasileira revelado pela jornalista Daniela Arbex em seu livro Holocausto Brasileiro.

O que começou como um passeio pelas cidades históricas se transformou em um marco da história da psiquiatria no país.

📲 Leia o artigo completo em maisminas.ig.com.br/focault-em-ouro-preto ou link na bio. 📤 Também enviamos o link no seu direct, e só pedir nos comentários.

10/10/2025

Maya Santana, 50emais Embora seja difícil a gente se apaixonar depois dos 60/65, concordo com este artigo publicado pelo Globo: namorar, sobretudo nessa etapa da vida, pode ser altamente estimulante, gerar energia forte, capaz de impulsionar a nossa vontade de viver. A internet tem sido o principal...

10/10/2025

O psiquiatra forense Guido Palomba oferece uma reflexão contundente sobre os diagnósticos apressados e a banalização de doenças como burnout, TDAH e depressão. Com uma crítica à psiquiatria ocidental e ao uso excessivo de medicamentos, Palomba alerta para a falta de um olhar mais humano nos tratamentos e destaca o impacto das redes sociais e da digitalização na saúde emocional. Em sua visão, a verdadeira solução não está no consumo desenfreado de remédios, mas na retomada das interações genuínas e no fortalecimento do apoio emocional nas relações humanas.

Confira abaixo a transcrição adaptada da fala de Guido Palomba no programa Pânico.

Hoje podemos falar sobre qualquer assunto, inclusive saúde mental. Dizem que o brasileiro é o povo mais ansioso do mundo. Isso é verdade? Não, não é. É um diagnóstico mal feito. O brasileiro até é bem tranquilo, o problema está nos diagnósticos errados. Isso acontece, não só na psiquiatria brasileira, mas na psiquiatria ocidental. Por exemplo, hoje, se você briga com a namorada, se está sem dinheiro para pagar as contas, ou até se perdeu o cachorro e está triste, é fácil que você receba um diagnóstico de bipolaridade ou depressão. Mas será que é isso mesmo? Não. Isso não existe.

Romantizar essas condições também não ajuda. Vamos falar sobre o caso do burnout. Quando começou a se falar sobre burnout, era algo relacionado a viciados em dr**as nos Estados Unidos, era uma gíria. Hoje transformaram isso em um diagnóstico. O protocolo do burnout é simples: você responde um conjunto de perguntas, soma os pontos, e dependendo do resultado, você é diagnosticado com burnout. Mas se qualquer um de nós aqui fizer esse protocolo, todos vamos ter algum grau de burnout, seja leve, moderado ou grave. Então, o que é isso? O que realmente é o burnout? O que existe, de fato, é a estafa, uma condição bem descrita desde 1777, mas não precisávamos dessa nova “inovação”.

O grande problema está na banalização dos diagnósticos. Todos esses termos, como TDAH, autismo, e até o burnout, estão sendo usados de maneira superficial. Agora, as pessoas têm autismo e se sentem orgulhosas, mas será que o diagnóstico está correto? O que estamos vendo é uma banalização desses diagnósticos. Claro, as doenças reais existem, como a depressão, mas o diagnóstico precisa ser mais preciso. Infelizmente, muitas vezes, as pessoas recebem diagnósticos errados, seja por médicos mal preparados ou pelo excesso de protocolos.

E, como paciente, você não sabe distinguir um bom médico. O diploma não garante que ele seja competente em diagnóstico. O erro médico acontece, mas é um erro de prática, não uma falha do paciente. O paciente precisa confiar no médico, mas como fazer isso sem saber se está realmente sendo atendido por um bom profissional? Esse é um grande dilema.

Além disso, estamos vendo pessoas tomando antidepressivos e ansiolíticos desnecessariamente. Muitos são diagnosticados sem uma avaliação adequada, como crianças sendo medicadas com Ritalina por simplesmente não se adaptarem ao sistema educacional. Esse diagnóstico superficial está prejudicando muitos.

A nova geração de estudantes está mais atenta a isso. Eles estão vendo que o uso excessivo de medicamentos e diagnósticos apressados não é a solução. Muitos psiquiatras hoje em dia estão tão focados em protocolos que deixam de ser terapeutas de verdade. Eles não olham para o paciente, não dialogam. Só seguem um script, o que é extremamente prejudicial.

O número de suicídios entre jovens aumentou, e isso é alarmante. Mas o problema não é que os jovens querem se matar. O que eles não suportam são as situações que enfrentam: bullying, brigas, a pressão de estar sempre perfeito. Eles querem escapar da dor daquela situação, mas não sabem como. O suicídio não é uma busca pela morte, mas uma tentativa de escapar do sofrimento. O que os jovens precisam é de alguém que os ouça e que os ajude a enxergar outras alternativas, a lidar com suas dificuldades. Não é necessário um remédio, mas sim apoio emocional.

E aqui entra a questão das redes sociais e da digitalização. A constante comparação nas redes sociais, a pressão para estar sempre bem e fazer mais, afeta muito a saúde mental. As pessoas estão constantemente se comparando com os outros, o que aumenta a autocrítica. Isso é ainda mais intenso nas novas gerações, que vivem o tempo todo nesse ambiente digital.

Como sair disso? Eu acho que devemos voltar a viver de forma mais natural, mais simples. O problema não está na falta de remédios, mas na falta de apoio humano. Não podemos viver isolados, não podemos nos perder nas telas e na busca por validação online. O ser humano precisa de conexões reais, de interação, de apoio. O uso excessivo de redes sociais, a comparação constante e a pressão para alcançar um padrão irreal são prejudiciais. Precisamos redescobrir a importância das interações humanas genuínas e do autoconhecimento.

Agora, quanto à inteligência artificial, ela é uma excelente ferramenta, mas ela não tem a inteligência abstrata que o ser humano possui. A inteligência artificial é útil para algumas áreas, como a radiologia, mas para áreas como psiquiatria, onde o ser humano precisa entender o contexto emocional e psicológico, ela é limitada. Não é “inteligência” no sentido real, é apenas uma ferramenta que trabalha com algoritmos baseados no que já existe.

Então, em resumo, os diagnósticos errados, o uso excessivo de medicamentos e a falta de apoio emocional verdadeiro são grandes problemas na saúde mental. A solução não está em mais medicamentos, mas em uma abordagem mais humana, mais atenta ao ser humano como um todo. Precisamos de médicos e profissionais que realmente escutem, que realmente se importem. E as novas gerações estão mais conscientes disso, e talvez seja isso que nos dará a chance de fazer as mudanças necessárias.

Transcrição feita e adaptada pelo Provocações Filosóficas do trecho da participação de Guido Palomba no programa Pânico.

10/10/2025

“Adicção’ é um termo cada vez mais usado para descrever o crescente número de crianças que participam de uma variedade de diferentes atividades de tela de maneira dependente e problemática “, diz Aric Sigman, premiado cientista britânico que tem se destacado por suas pesquisas e palestras sobre os efeitos das mídias, especialmente, as redes sociais, no desenvolvimento infantil e na saúde mental de crianças e adolescentes. Ele afirma que o Transtorno de Dependência de Telas é real e pode danificar o cérebro da criança. Confira. A história completa está no primeiro comentário.

10/10/2025

Como a depressão da minha mãe moldou toda a minha vida - Um importante desabafo da cientista Ann Mastergeorge

10/10/2025

Maria Montessori (1870-1952) foi uma pedagoga, pesquisadora e médica italiana. Ela é a criadora do “Método Montessori”, um sistema educacional baseado na formação integral da criança, ou seja, no desenvolvimento mental, cognitivo, social, cultural e psicoafetivo. Seu lema era: “Educar pa...

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