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Revista focada no mercado do luxo, com circulação trimestral em todo o Brasil e pontos da Europa e Estados Unidos.

Moraes, Toffoli, Lula e outrosTodos amarrados com Vorcaro na mesma cordaPor Themis Pereira de Souza ViannaMeus textos ge...
13/03/2026

Moraes, Toffoli, Lula e outros

Todos amarrados com Vorcaro na mesma corda

Por Themis Pereira de Souza Vianna

Meus textos geralmente tratam de temas pessoais expressos numa crônica. No entanto, há circunstâncias em que é preciso opinar por escrito sobre fatos políticos. Claro, tenho consciência de que implicará em divergências. Para dizer o que se passa no Brasil requer coragem. Coragem de não f**ar calado enquanto o país está afundando em dívidas, arbitrariedades, contenção da liberdade, atropelamento constitucional, injustiça, escândalos e corrupção. Não dá para calar em um momento tão crítico no qual as instituições estão fragilizadas e corrompidas.
De repente, um nome desconhecido meses atrás — Daniel Vorcaro — entra no cenário nacional e ao lado de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli para protagonizar o papel principal de um dos maiores escândalos financeiros do Brasil. Ele atua nas peças da venda de um resort e como dono do Banco Master quebrado se ramif**a a dezenas de grandes nomes da República. Uma República contaminada por corrupção.
Um relatório da ONG Transparência Internacional, cita o Brasil entre os países mais corruptos. O caso do Vorcaro é mencionado como “a maior fraude bancária já registrada no país”, mas ancorado ao STF desde 2019.
Eugênio Esber escreveu na revista OESTE: “O Supremo deu uma guinada em 2019, graças à campanha revisionista de Gilmar Mendes e ao voto de desempate de Dias Toffoli. Resultado: 6 a 5, e sinal verde para a soltura de Lula. Pelo inusitado da manobra, uma pirueta jurisprudencial no espaço de dois anos, demonstrou-se ali a capitulação da corte à política. A posterior anulação das condenações de Lula por uma tese esdrúxula do ministro Edson Fachin, e o livramento de todos os corruptos apanhados pela Operação Lava Jato”. Todo o trabalho investigativo, persistente com provas robustas caiu por terra. As provas que levaram o ex-sindicalista à cadeia por Lavagem de Dinheiro e Corrupção Passiva, não foram refutadas nem contraditas pela sua concretude. Mas para que provas se o que valia é o que estava na cabeça das togas. Como afirma Esber: “Lula foi solto por uma pirueta jurisprudencial no espaço de dois anos, demonstrou-se ali a capitulação da corte à política”. Ou seja, a lei foi esquecida. A lei cedeu o lugar à política ideológica de soltar alguém para envelopá-lo de candidato, com a finalidade de impedir a reeleição de Bolsonaro, que estava combatendo as tramoias nos altos escalões. Com a ajuda da velha imprensa, tentaram colar no Bolsonaro a imagem de um fascista e extremista da direita, inimigo da democracia, o que Moraes, mais tarde cansou de repetir.
A partir de 2019 parte dos componentes da Suprema Corte procrastinaram a Constituição e os Códigos e passaram a atuar politicamente em cima de uma regrinha interna inventada por Toffoli em 14 de março de 2019, o famoso Inquérito de Ofício para combater “legalmente” as fake news. Havia um bom motivo para Toffoli usar a criatividade. As investigações da Lava Jato começaram a aproximar-se dele, que na investigação tinha o codinome “O Amigo do Amigo do Meu Pai”. Logo, para Toffoli e aos demais que a Lava Jato ameaçava, ela tinha que ser contida de qualquer modo. O temor começou rondar os gabinetes. O Inquérito de 14 de março de 2019 foi, portanto, um ato de autodefesa de Toffoli consistindo num golpe para ter poder para destruir a Lava Jato e calar a boca de todos os críticos.
Toffoli dá o golpe e proclama no inquérito 4.781 e passa a estrela de xerife ao parceiro Alexandre de Moraes, que desde então governa o Brasil com perseguições, multas pesadas, apreensões de passaportes e celulares E deu no que deu.
Leis, para que leis? Ele estava acima delas.Moraes começou a governar o Brasil sob o discurso de salvar o Estado Democrático de Direito e passou a ameaçar a todos que supostamente desestabilizariam a “democracia” com “fake news.
A censura e a intervenção nos outros poderes que começou a vigorar com feitura stalinista. A revista Cruzoé foi a primeira a tombar. O crime foi a publicação de reportagens que tratavam da delação de Marcelo Odebrecht, na qual cita o então presidente da Corte, Dias Toffoli, como um incluso na Lava Jato com o codinome “O amigo, do amigo do meu pai”.
Alexandre de Moraes estava munido de todos os poderes: investigador, delegado de polícia, juiz e relator de inquérito que apura “notícias fraudulentas” (tudo o que ele não gostava e achava ofensivo para a democracia a sua democracia relativa). Estipulou multa diária de R$ 100 mil e mandou a PF ao encalço do site 'O Antagonista' e da revista 'Crusoé'. A censura estava prévia e a posteriore estava instaurada no Brasil.
Moraes interferiu no Executivo. Impediu Bolsonaro nomear Ramagem para o Polícia Federal, mesmo sendo uma prerrogativa constitucional exclusiva do presidente da República. Interferiu também para derrubar a validade do indulto de graça constitucional que Bolsonaro concedeu ao então deputado federal Daniel Silveira. Sem qualquer constrangimento, Moraes atropelou a Constituição Federal, simplesmente ignora que ninguém pode estar acima do que as leis determinam. Em resumo esta é a gênese que arrasta o Brasil ao abismo em que se encontra hoje.
Mas a conta está chegando ao STF com vários ministros nomeados pelos governos petistas, atuando politicamente aliados com Lula. Primeiro, tirando-o da cadeia para depois abrir o caminho para colocá-lo no poder.
O que temos hoje é um Supremo e um Executivo metidos em escândalos, talvez, superiores aos da Lava Jato. E os presidentes da Câmara e do Senado de joelhos aos ministros Toffoli e Moraes.
Mario Sabino do Metrópoles denuncia como gravíssimos, “os conteúdos do celular de Vorcaro que vieram a público até agora, o mais revelador, o mais grave, o mais imoral, o mais estarrecedor, porque tudo é muito revelador, muito grave, imoral e estarrecedor, essa troca de mensagens entre o dono do Master e o ministro Alexandre de Moraes no dia da primeira prisão do responsável pela maior fraude financeira da história brasileira”.
Entra em cena do escândalo coisas cabeludas e impublicáveis além de muito dinheiro, que chega a estratosférica altura de 129 milhões de reais em benefício de Moraes.
Não posso f**ar calada diante de um cenário de um Brasil arrasado. Senti a obrigação de publicar minha visão em cima dos bilhões de reais que envolvem o Master. Não é apenas minha opinião. É texto fundamentado em cima de fatos que repercutem na imprensa local e mundial.
Termino o registro com uma frase que não é minha. Acho que ela define muito bem o momento que o Brasil está passando: “Hoje, o que resta é uma junta de juízes sem juízo e de políticos sem voto que perderam o respeito do povo e marcham sem rumo em busca de uma saída para o labirinto ético em que se meteram”. Todos estão amarrados à mesma corda para se protegem, incluindo Lula, Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
Mas se um deles afunda, todos se afogam juntos.

07/02/2026
Como foi o meu 2025Quatro conquistas e uma perda, mas exitosoPor Themis Pereira de Souza ViannaO fim de um ano não é ape...
30/12/2025

Como foi o meu 2025
Quatro conquistas e uma perda, mas exitoso

Por Themis Pereira de Souza Vianna

O fim de um ano não é apenas o brindar de um espumante em um copo de cristal dentro do círculo de pessoas queridas, o que é bom e saudável. Mas, é também um compromisso que se tem consigo mesmo, sobremaneira naquele momento de recolhimento ao leito, quando já se diluíram as vozes e os risos da festa, e, lá no fundo do íntimo começam a despertar as vozes interiores armazenadas. Vozes de uma totalidade, que se mesclam com sentimentos variados, de sensações estranhas, uma espécie de proscrição, de banimento e de reclamação. Não faltam advertências contrabalançados por aconselhamentos. Mas não falta a sensação de êxtase, atopetado de boas lembranças, bons resultados e de conquistas. O abraço ou beijo furtivo. O elogio sincero. A soma de experiências novas, que gratif**am. Na realidade, o íntimo é um turbilhão. É um burburinho de coisas opostas entre agradáveis e desagradáveis, que mostram que somos humanos e fazemos parte de um roteiro conduzido por nossas escolhas e pelas forças que fogem de nosso controle.
Esta reflexão me leva a abrir o coração aos amigos e contar algo sobre o que foi o meu ano de 2025, uma vez que são eles que compartilham minhas trajetórias, leem minhas publicações, compram meus livros e estão próximos. Já me conhecem em boa parte. E sabem como eu, que viver é enfrentar a cada dia o desconhecido, transpor fronteiras e aprender sempre mais diante do obstáculo. Nenhum passo à frente está isento de risco. Sabem que não sou acomodada.
Para mim a vida parada não tem graça. É insossa. Amo o movimento. Amo o diferente. Adoro o desconhecido. Ele me atrai. Ele sempre surpreende, tanto para o pior quanto para o melhor. Daí o meu ímpeto para viajar e escrever. São duas ações que requerem ousadia e coragem. Sou repetitiva em afirmar que ao viajar busco experiência e ao escrever extravaso meus arcanos, faço das palavras meus instrumentos de confissão. Cada viagem feita é uma nova conquista. Cada crônica e livro escritos são avanços cuja glória é o crescimento interior, que, aliás, nunca termina. A vida ganha sentido quando ela está envolvida com algo superior à superficialidade cotidiana.
O meu 2025 teve além dos fatos pessoais restritos, alguns eventos de grande signif**ado para o meu crescimento interior. Um deles foi o Tour Ciclístico pelas estradas da Normandia de Bayeux a Vire, percurso de 75 km de experiência numa bike, que fiz no mês de junho. Transcrevo aqui parte da minha crônica publicada na ocasião: “O calendário europeu programou no âmbito da mais alta categoria 14 circuitos ciclísticos de estrada para 2025, que iniciaram em março e se estenderão até outubro. Já o meu Tour foi bem mais modesto. Mesmo assim, grandioso e empolgante pela soma de suas variáveis e surpresas. Havia 200 integrantes. Todos submetidos ao regramento do circuito e o encarei como um desafio para o meu corpo. Aproveitei a oportunidade para superar meus limites. Treinei muito. Pedalei com ímpeto e persistência durante semanas para o preparo físico sob o ardor do sol ou da chuva sempre presente. Busquei livrar a minha mente da toxina do estresse. Procurei a tranquilidade mental como componente básico de ordem emocional. Aspirei a paz das coisas para acumular energia mental e física, que todo o atleta precisa. Antes da largada, ganhamos uma pulseira, que abonava o direito à água e algo para comer. Tivemos um quebra-jejum com bolinhos e me abasteci com muito líquido. A largada foi às nove horas. Enfim, depois de 3h40 chegamos. A cidadezinha de Vire estava toda enfeitada com cartazes, flores, papel colorido, saudando os competidores. Com certeza, todos almejam o estandarte, que nem sempre é possível. Mas para quem apenas quer concluir a prova, a chegada se torna em troféu. O trajeto consistiu em quase quatro horas de sensações que exalam um suor nervoso, por todos os poros, uma ansiedade na boca do estômago, provocando enjoos. Tudo isso foi superado e me considerei vitoriosa”. Algo impossível de esquecer e de destacar em minha cronologia de 2025.
Outra evidência, foi o livro “Meu pequeno mundo italiano”. Aprendi que um livro se prolonga além de nós. Ele nos sobrevive. A palavra impressa f**a. Fazer um livro é um ato ousado que mexe cérebro, músculos, nervos. O corpo inteiro. É uma cadeia de obstáculos até chegar ao glorioso momento de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre. Cheguei lá. Não pela primeira, mas pela quarta vez. Há uma longa estrada nisso, desde a faxina meticulosa de cada palavra até a hora de pegar a caneta e autografar.
O terceiro destaque ocorreu em Caxias do Sul onde participei na Câmara de Vereadores da entrega do título de Cidadão Caxiense ao Cônsul-Geral da Itália, Valério Caruso, que prefaciou o meu livro “Meu pequeno mundo italiano”. Na ocasião tive contatos com Mateus Corradi, o CEO da Móveis Florense. Com Gelson Leonardo Rech, reitor da Universidade de Caxias do Sul (UCS), incluindo o vice-reitor da UCS, doutor Asdrubal Falavigna. A todos repassei o livro.
A quarta evidência, não é uma obra. É resultado delas. Recebi um comunicado da Ordem do Mérito do Empoderamento Feminino para comparecer à cerimônia da medalha a mim concedida com o título de “Dama Comendadora do Empoderamento Feminino pela Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito”. A cerimônia ocorreu no dia 1º de dezembro de 2025 no Copacabana Palace, o famoso hotel projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire, em frente à Praia de Copacabana, no coração do Rio de Janeiro. Mas ele veio com incumbência para lutar pelas causas femininas.
Tive a oportunidade de conhecer Sebastião da Cia (Sebastião Aparecido), Zilda Zompero e Cela Lopes: influenciadora, apresentadora e empreendedora. Ainda Henriette Brigagão da Mentora Advogados.
Mas 2025 também me trouxe uma grande ausência, a perda da minha querida tia-avó, Yara Diniz. Que considerei uma jovem, apesar dos seus mais de 100 anos de vida. Uma pessoa de uma imensa riqueza interior potencializado por um senso de otimismo. Sua aura longeva parecia me abençoar com suas sábias palavras. Sinto demais sua falta.
Em compensação tenho ao meu lado minha querida mãe Maria Tereza, que com o tempo percebo que sua companhia f**a cada vez melhor. Sinto nela algo de muito nobre. Sem esquecer minha duplinha de belezas, a Pamela e a Camila, duas personalidades com duas grandezas diferentes, lindas, espertas, que me orgulham. São as três mulheres que formam minha trindade sagrada.
Concluindo, posso dizer aos meus amigos que considero meu 2025 um ano exitoso. Na noite da véspera de 2026 posso me despedir satisfatoriamente do meu 2025, vendo-o diluir-se lenta e suavemente na passagem do tempo com o sentimento do dever cumprido.

O namoro é feito para acabarFeminicídio e namoros com paixões equivocadas, ciúmes, violência e crimesPor Themis Pereira ...
16/12/2025

O namoro é feito para acabar
Feminicídio e namoros com paixões equivocadas, ciúmes, violência e crimes

Por Themis Pereira de Souza Vianna

O relacionamento entre um homem e uma mulher começa com a amabilidade. Trocam-se palavras delicadas sobre qualquer pretexto. Há troca de agrados numa proliferação de olhares, gestos e possíveis contatos com as mãos. É o ritual de aproximação num ambiente que se converte em símbolos e signif**ados, que mais tarde serão rememorados com doçura.
O poeta diria que se trata de um gênesis. É o nascer de um mundo novo, inocente, puro e sem maldade. É a alvorada do primeiro dia de encantamento. A paz vem sentar-se ao lado do casal tomado pela beatitude de um com o outro. É o romantismo de duas pessoas mutuamente apaixonadas iniciando o namoro.
Só que, hoje, a palavra namoro no sentido amplo está quase em desuso. Entre a garotada a nomenclatura é outra. É “f**ar”, ou seja, permanecer junto à pessoa, mas, sem comprometimento e de forma ilimitada incluindo o direito a tudo. O que vale para todas as idades. Um conceito que deixa a porta aberta à possibilidade de um “cair fora” a qualquer momento. É a tal presunção de risco, que, legitima a afirmação de que o namoro foi feito para acabar. Noivado quase não se fala mais.
Hanna Arendt em seu livro “A Condição Humana” analisa o dilema humano entre aquilo o que é ideal e aquilo que é real. Para ela a vida humana se caracteriza pelo desencanto, pelo desgaste, pelo esvaziamento de sentido, não somente nas relações. O que verdadeiramente desejamos não alcançamos nunca. Nossos egos são constituídos de fantasias e desejos de posse. Nosso companheiro e companheira são passíveis de mudanças. Nós também. As peças que se encaixavam antes não se enquadram mais. A relação de duas pessoas que moram juntas —com ou sem a certidão de casamento — decorrido um tempo entram em ciclos de desencantamento.
Todo relacionamento entre homem e mulher sempre tem um risco. Não importa a conceituação: namorar, f**ar, noivar, contrato de união estável, casamento. Aliança nos dedos e o papel assinado num cartório, que tem valor jurídico, mas não garantem nada sobre o relacionamento. O risco de um lado cair fora sempre existe. Uma das partes, a rejeitada, por vezes, não se conforma e não aceita o repúdio. Se não tiver razoabilidade para entender a situação, o episódio pode rumar à violência e ao feminicídio.
De qualquer forma o “apaixonar-se” por alguém é sempre uma situação de intenso envolvimento emocional, onde o racional f**a de lado. A paixão carrega consigo uma energia de grande poder explosivo. É uma embriaguez que altera o comportamento e fragiliza a racionalidade. A paixão extrema é cega e tem um único objetivo, a posse do outro. Se tu não fores minha ou meu, não serás de ninguém. O desejo de posse do outro se converte em fúria extrema, incontrolada. O rejeitado é absorvido pela irracionalidade e pela inconsequência. Perde o controle de si e está disposto a tudo.
Como todo mundo já se apaixonou uma vez ou várias na vida, todos carregam em si experiências bem pessoais e lembram muito bem como elas terminaram, algumas, profundamente atingidas pela áspide da serpente que rastejava entre a gramínea. Um namoro constituído por paixão extrema apenas de uma das partes é feito para acabar. E não acabar bem. Eu sei que a afirmação carrega um sabor ácido, picante e azedo. Trata daquilo que é peçonhento e troca o romantismo pela toxicologia. A toxicologia que trata das coisas, venenosas, letais e fatais, o feminicídio, essa calamidade que se alastra de forma crescente pelo Brasil. Que traz como rasto o sangue de mulheres assassinadas pelo marido ou ex-marido, namorado ou ex-namorado, ou por algum relacionamento extraconjugal com algum velhaco que se proclamou o dono da mulher.
A crônica policial de feminicídio é profícua nos noticiários. Lembro que em agosto de 2024 escrevi uma crônica com o título “O amor que nasce suave pode terminar numa paixão violenta”. O episódio envolveu ILAINE ZIMMER BERVIAN, vítima de feminicídio em Palmeira das Missões. Uma boa pessoa nascida no interior, que casou, teve dois filhos, perdeu o marido num câncer. Pessoa simples, crédula, sem maldades, que trabalhava numa floriculturaO homem farejou um coração solitário, uma vítima potencial. Ela se apaixonou e viu nele o novo alvorecer em sua vida. Caiu direitinho na velha armadilha dos espertalhões. Com o tempo descobriu seu engano, descobriu que perdeu sua liberdade e sua vida tornou-se uma prisão. Rompeu o relacionamento contrariando o pretendente. Passado algum tempo, ele retornou confessando-se arrependido. A vítima deu-lhe uma segunda chance. Outro engano. Ele voltou às velhas práticas de domínio e violência. Ela reagiu com uma palavra precisa: acabou! Vingativo e sá**co, o repudiado optou pela retaliação. Mais do que isso. De forma lenta e cruel. Amarrou-a na cama e ateou fogo. Um ato de terror. Foi socorrida. Seu corpo ficou com 70% de queimaduras. O fato aconteceu em 21 de agosto de 2024, em Palmeira das Missões, RS. Ficou hospitalizada na UTI do hospital Cristo Redentor em Porto Alegre e no dia 28 de outubro faleceu. Já o criminoso foi preso e encontrado morto na prisão. Consumou-se, assim, mais um episódio de feminicídio com fim trágico, tendo por motivação uma paixão cega, possesiva e cruel de não aceitar o fim de um relacionamento. Francesco Alberoni afirma que para toda a paixão possessiva só existem dois extremos, o céu ou o inferno.
O episódio da ILAINE é apenas um entre centenas e milhares de feminicídios no Brasil. Um histórico de um homem ciumento, que se proclamou dono absoluto de uma mulher.
Por causa de um fato como este, eu decidi que o meu perfil de jornalista e influenciadora se voltasse inteiramente em defesa das mulheres em caráter HUMANITÁRIO à sociedade brasileira. Meus textos terão a voz de repúdio à violência contra as mulheres sob risco de feminicídio como também terão o meu braço estendido as demais que precisam de apoio em suas vicissitudes. Quero honrar meu título de Dama Comendadora da Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito dedicando-me apoiar o mundo feminino em suas necessidades mais diversas.
Saliento, porém, que por trás desse enfoque negativo de relacionamentos trágicos existem relacionamentos de normalidade ideal, mesmo tendo no cotidiano pequenas discussões, desentendimentos de opiniões, porque a perfeição não existe. E quando há separações, que são inevitáveis, que estas possam ser feitas com razoabilidade e compreensão. Sem tragédias.

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30/10/2025

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🗓 31/10 — Edição Limitada

Minha identidade são os livrosMeu mundo é o mundo italiano que estará na Feira do LivroPor Themis Pereira de Souza Viann...
18/10/2025

Minha identidade são os livros

Meu mundo é o mundo italiano que estará na Feira do Livro

Por Themis Pereira de Souza Vianna

A era do livro acabou? É verdade que estamos sugados pela realidade virtual. As telas de TV ou de computador e, por excelência — a pequenina, a do celular — nos absorvem tanto que nos puxam para dentro de si. Carpinejar em uma de suas crônicas queixou-se que as pessoas não tiram mais seu olhar do chão. “Enquanto caminhava pela minha rua, todos que passaram por mim não me viram. Tanto faz ser de carne ou invisível. Poderia trajar biquíni ou andar com as vestes de rei mago...”. As pessoas simplesmente estavam fixas no celular.
Aí eu pergunto: Será que ainda vale a pena gastar um bom dinheiro para imprimir livros? A resposta é sim! O livro impresso, que há 15 anos atrás era tido pelos “especialistas” como candidato à extinção, estava sendo superado pelo e-book, a grande novidade da época. Seu reinado foi curto. O velho livro impresso sobre papel resistiu e reconquistou seu posto. Isso foi atestado na Feira do Livro de Frankfurt. Enquanto o e-book foi colocado no seu devido lugar, não como um inimigo da impressão, mas como uma eventualidade prática.
Já o celular continua reinando soberanamente por conter um universo de coisas dentro de si. Mesmo se aparecessem anjos sobrevoando os telhados, eles não seriam vistos pela maioria. Acrescenta-se que é também um dos objetos mais roubados.
Voltando ao velho e bom livro, ele não se desatualizou. Pelo contrário, ele conta com a modernidade de impressão cada vez melhor, mais bela e mais duradoura. Basta apontar o dedo em direção da Praça da Alfândega, ali estará acontecendo nas duas primeiras semanas de novembro, a 71ª edição da tradicional Feira do Livro de Porto Alegre. Um atestado comprobatório que o livro físico, de capa e lombada de papel, continua firme e forte. Lá estarei no dia 12 de novembro, às 15h, autografando minha obra “Meu pequeno mundo italiano”. Que com certeza agradará a imensa colônia italiana no Rio Grande do Sul cuja etnia trouxe tanta prosperidade ao solo gaúcho.
Sem fugir do assunto, participei nesta semana dos eventos sobre A Semana da Cultura e da Língua Italiana. Vibrei com as palestras. Os palestrantes não eram apenas bons. Eles eram ótimos. Eram autoridades sobre o mundo italiano: sobre o país, sobre a língua, os costumes e sua presença aqui no Rio Grande do Sul, marcando um legado cultural e de progresso econômico. Houve nas palestras destaque à “Italofonia” presente em boa parte no Brasil.
“A italofonia é o conceito dado à preservação da língua italiana como uma comunidade global formada por falantes, descendentes de italianos, instituições acadêmicas, culturais e científ**as, mas também por todos aqueles que escolhem o italiano como língua de estudo, de trabalho e de criação artística. Nesse espírito, a língua italiana afirma-se como ponte entre gerações, territórios e culturas, reforçando os valores de solidariedade, diversidade e inclusão”.
Era tudo que eu precisava ouvir sobre o “mundo italiano”, que robusteceu o acerto do meu livro e o título dado a ele. Senti-me como uma contribuinte ao trabalho daqueles que buscam valorizar e preservar o mundo italiano como um espaço vivo dentro da cultura brasileira. Um espaço que agrega o imigrante como um partícipe do progresso brasileiro.
Na verdade, os eventos nos quais participei, são uma parte de um todo. “A Semana da Língua Italiana no Mundo é promovida anualmente pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália (MAECI). Em 2025, insere-se no processo de criação da Comunidade da Italofonia, que reconhece a língua italiana como patrimônio cultural partilhado e instrumento de diálogo, inclusão e cooperação entre povos”.
Esses eventos são frutos daqueles que valorizam o imigrante italiano. Em Porto Alegre ocorreram em datas distintas, na UFRGS e na PUCRS. Participei em ambos. E dentro desse “algo grandioso”, de tudo o que vi, eu descobri que sou parte a começar pela concessão que obtive como cidadã italiana. Senti isso como uma espécie de corda a mim oferecida para me agarrar e deixar puxar para dentro do “il mio piccolo mondo italiano”. Claro, a esta altura precisei dominar minhas emoções porque a vida já me ensinou que não existe gênio da lâmpada para me levar ao mundo mágico dos desejos atendidos. Mas, o ambiente que vivi nesses dias que passaram, asseguro com convicção, me fez bem. E muito bem. Diria figurativamente, ‘eu ganhei quintal, jardim, árvores, flores, um cãozinho e bons vizinhos’.
Lá eu conheci uma pessoa maravilhosa, a Patrizia Cavallo trabalha na Universidade Federal, que comungou comigo a mesma paixão italiana. Ela é tradutora e foi minha anfitriã no evento. E, provavelmente fará a tradução do meu livro para a língua italiana.
Conheci o historiador Vicente Martins Dalla Chiesa, também pesquisador, especializado nos estudos sobre imigração italiana e religiosidade entre imigrantes. Identifiquei-me muito com ele em relação as pesquisas e a sua exaltação ao uso da Taliam. Outros nomes como a jornalista escritora e palestrante Rosane Tremea; Erri De Luca, por sua vez, escritor e tradutor italiano, nascido em Nápoles, foi a pauta da apresentação da Débora de Cássia Bueno Lemes . Fiquei sensibilizada pela sua atuação.
Ainda, encontrei os já conhecidos, o Cônsul-Geral da Itália, Valerio Caruso, prefaciante do meu livro e Antonio de Ruggiero, pesquisador na Rede Internacional de estudos de língua, história e cultura italiana, que envolve vária universidades no mundo entre elas a PUCRS.
Para mim tudo foi um grande aprendizado. Pessoas cultas exalam cultura. Pessoas sábias enriquecem quem as ouve. O evento, além de tudo, se encaixou no meu livro e o livro no evento. A soma disso desemboca na 71ª Feira do Livro, nas duas primeiras semanas de novembro. É para lá que eu aponto uma seta de destino. A Feira como um templo do saber e da erudição, tendo por personagem sagrado o livro. O livro que comporta tudo: história, literatura, biografias, temas sutis, temas trágicos, personagens cheios de solidão ou com bolsos cheios de dinheiro; mistérios de acontecimentos transcendentais, ficção, política, e, as mais fascinantes histórias de amores e paixões, visões de beleza e magnificência.
Vim para casa muito abastecida de muitíssima cultura italiana servida com excelência .

CONVITE
Themis Pereira de Souza Vianna convida para o lançamento e sessão de autógrafos de seu livro MEU PEQUENO MUNDO ITALIANO, dia 12 de novembro às 15h na Praça da Alfândega, local da 71ª Feira do Livro de Porto Alegre.

THEMIS PEREIRA DE SOUZA VIANNA
Jornalista – DRT / RS 12087
Cidadã Italiana e escritora
Contatos
[email protected] | - (51) 99271-0356.

MINHA TARDE DE AUTÓGRAFOS NA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGREDia 12 de novembro, 15h, estarei autografando o livro “Meu pe...
03/10/2025

MINHA TARDE DE AUTÓGRAFOS NA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
Dia 12 de novembro, 15h, estarei autografando o livro “Meu pequeno mundo italiano”

Por Themis Pereira de Souza Vianna

Ainda está viva e tocante dentro de mim a emoção cheia de alegria do dia do meu primeiro autógrafo. Foi em 2014 na 60ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre. O patrono naquele ano era Airton Ortiz. A tarde estava linda, primaveril, com céu azul, o sol vislumbrava sua luz entre os jacarandás, paineiras, ligustros e outras árvores na Praça da Alfândega, entre o canto dos pássaros e o burburinho humano. Eram vozes dispersas das pessoas que ali circulavam. Vozes sutis dos apaixonados por livros; dos curiosos, crianças, adultos e velhos. Gente de todas idades em um mosaico humano, expressando vida em torno das tendas. Para mim, essa atmosfera envolvente parecia a uma minuciosa anatomia humana em movimento.
Mas, desse ambiente brotam muitas lembranças. Lembro da querida e saudosa amiga, Linda Alba Degrazia Dutra Rymsza, filha do Tarso Dutra, deputado, senador e ministro de várias pastas, amigo do meu avô. Destaco a Linda Alba por ter prefaciado o livro que eu estava autografando, “HERMES PEREIRA DE SOUZA”, uma voz coerente no parlamento, uma identidade que não pode silenciar”. Ela e o marido, prestigiaram-me no lançamento do livro biográfico sobre meu avô. Livro que contou também com dois pequeninos posfácios na contracapa, um de Pedro Simão, ex-senador, e outro de Aramis Nassif, desembargador e mestre em Direito Processual.
Enfim, são reminiscências muito pessoais. E faço daquela edição de uma década atrás uma comparação com a edição de 2025.
Estamos em 2025. É a 71ª edição. Nesse interim de tempo havia autografado mais duas vezes. Este é o meu quarto retorno. A patrona da Feira do Livro é a eminente Martha Medeiros. Para mim cada edição é sempre um acontecimento, uma festa, que destaca o que a humanidade tem de mais nobre, a literatura. Adoro livros e adoro escrevê-los e assim continuarei ao longo da vida. É claro que eu quero destacar nesse texto o livro que lanço a começar pelo título — “Meu pequeno mundo italiano”. A partir do momento que me tornei uma cidadã italiana assumi o compromisso comigo de tornar público o meu sentimento de pertencer a etnia italiana através da publicação de um livro. Nossas circunstâncias e nossos sentimentos nos guiam como o leme de um barco . O desejo tornou-se o tema e o título. Abasteci meus conhecimentos ao viajar para a Itália e, também, ao percorrer cidades gaúchas edif**adas sobre a cultura dos imigrantes, dos quais tenho remoto elo para conquistar a cidadania. Entrevistei o professor Antônio de Ruggiero, nascido na Itália, doutor em História Moderna e Contemporânea pela Università degli Studi di Firenze, que me abasteceu de informações sobre as cidades daquele país, como também falou como vê a influência ítala no Rio Grande do Sul.
Fecho os olhos e imagino os pioneiros com seus costumes, suas cantorias, preces e procissões, venerando os santos protetores, sacralizando o batismo, a primeira comunhão, o casamento como um elo sagrado entre as famílias. Tendo diante de si um mundo por construir e no fim do dia a entregar seus corpos fatigados do trabalho braçal ao sono reparador. Quero honrá-los no livro. E quero exaltar seus descendentes, que na Serra do Rio Grande do Sul edif**aram cidades modernas e prósperas, admiradas e elogiadas pelo Cônsul-Geral, Valerio Caruso ao dizer, eles — referindo aos italianos na Itália disse: — Eles precisam conhecer estes locais que visitei na Serra Gaúcha’. Precisam ir ao interior e vê-los, ouvi-los, sentir o cheiro da terra, das árvores, do ar. Duas afirmações de alto elogio, que destaquei no livro.
Os imigrantes e seus descendentes, acima de tudo construíram um marco de valores como a religiosidade e a familiaridade. Valores que por extensão requerem a responsabilidade individual e social de trabalhar. A palavra trabalho é sagrada na tábua dos deveres da família italiana.
Voltando à comparação com a Feira do Livro de 2014 lancei meu primeiro trabalho. Passaram-se 11 anos. Cá estou de volta em 2025. Contudo, em um tempo diferente. Será minha quarta participação na Feira do Livro de Porto Alegre
O que mudou nesses 11 anos? Hoje, a Praça da Alfândega não é mais a mesma. Muitas daquelas árvores já não estão mais ali. A enchente de 2024 as condenou, várias delas retiraram de nós sua sombra amiga. Elas foram cortadas. E numa mágoa secreta lamento também que muitas pessoas queridas já não estão mais aqui. Minha vida também passou por muitos altos e baixos. MAS CONSEGUI SUPERAR TUDO POR PERSISTÊNCIA E DETERMINAÇÃO. Entre os ganhos, estão o da cidadania italiana e a conclusão do curso que me habilita para Guia Turístico Internacional. Pois também quero atuar nesta área. E não desisti de escrever, o que é positivo. Não sou da turma que chuta o balde e desiste. Sou mais da classe que não se entrega. Sou do segure-se, não tonteie, vá em frente, toque o barco. A vida precisa de ar. Por isso, abram bem as janelas para respirar ar puro. Ar renovado revigora. Assim é o trabalho da gente. No meu caso, os livros. Não vou parar de escrevê-los. Hoje para mim vale como prazer criativo. Um livro novo é como um filho. Tem a sua gestão e tem o dia do seu parto. O batismo do livro é seu lançamento. E para nós gaúchos, é a Feira de Porto Alegre o marco referencial.
A partir do lançamento ele precisa de leitores. Martha Medeiros, patrona desta Feira, publicou sua primeira crônica em jornal em 1994. Não imaginou que no correr de três décadas ela seria uma best-seller. De minha parte, sempre me realizou com minhas publicações porque as faço decoração. Assim convido os meus amigos para me honrarem com a sua presença no dia 12 de novembro, quando estarei autografando na Feira do Livro. Meu novo livro é um pedaço de mim é com certeza me encontrarão dentro das páginas do “Meu pequeno mundo italiano’.

CONVITE
Themis Pereira de Souza Vianna convida para o lançamento e sessão de autógrafos de seu livro MEU PEQUENO MUNDO ITALIANO, dia 12 de novembro às 15h na Praça da Alfândega, local da 71ª Feira do Livro de Porto Alegre.

THEMIS PEREIRA DE SOUZA VIANNA
Jornalista – DRT / RS 12087
Cidadã italiana e Escritora

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