30/12/2025
Como foi o meu 2025
Quatro conquistas e uma perda, mas exitoso
Por Themis Pereira de Souza Vianna
O fim de um ano não é apenas o brindar de um espumante em um copo de cristal dentro do círculo de pessoas queridas, o que é bom e saudável. Mas, é também um compromisso que se tem consigo mesmo, sobremaneira naquele momento de recolhimento ao leito, quando já se diluíram as vozes e os risos da festa, e, lá no fundo do íntimo começam a despertar as vozes interiores armazenadas. Vozes de uma totalidade, que se mesclam com sentimentos variados, de sensações estranhas, uma espécie de proscrição, de banimento e de reclamação. Não faltam advertências contrabalançados por aconselhamentos. Mas não falta a sensação de êxtase, atopetado de boas lembranças, bons resultados e de conquistas. O abraço ou beijo furtivo. O elogio sincero. A soma de experiências novas, que gratif**am. Na realidade, o íntimo é um turbilhão. É um burburinho de coisas opostas entre agradáveis e desagradáveis, que mostram que somos humanos e fazemos parte de um roteiro conduzido por nossas escolhas e pelas forças que fogem de nosso controle.
Esta reflexão me leva a abrir o coração aos amigos e contar algo sobre o que foi o meu ano de 2025, uma vez que são eles que compartilham minhas trajetórias, leem minhas publicações, compram meus livros e estão próximos. Já me conhecem em boa parte. E sabem como eu, que viver é enfrentar a cada dia o desconhecido, transpor fronteiras e aprender sempre mais diante do obstáculo. Nenhum passo à frente está isento de risco. Sabem que não sou acomodada.
Para mim a vida parada não tem graça. É insossa. Amo o movimento. Amo o diferente. Adoro o desconhecido. Ele me atrai. Ele sempre surpreende, tanto para o pior quanto para o melhor. Daí o meu ímpeto para viajar e escrever. São duas ações que requerem ousadia e coragem. Sou repetitiva em afirmar que ao viajar busco experiência e ao escrever extravaso meus arcanos, faço das palavras meus instrumentos de confissão. Cada viagem feita é uma nova conquista. Cada crônica e livro escritos são avanços cuja glória é o crescimento interior, que, aliás, nunca termina. A vida ganha sentido quando ela está envolvida com algo superior à superficialidade cotidiana.
O meu 2025 teve além dos fatos pessoais restritos, alguns eventos de grande signif**ado para o meu crescimento interior. Um deles foi o Tour Ciclístico pelas estradas da Normandia de Bayeux a Vire, percurso de 75 km de experiência numa bike, que fiz no mês de junho. Transcrevo aqui parte da minha crônica publicada na ocasião: “O calendário europeu programou no âmbito da mais alta categoria 14 circuitos ciclísticos de estrada para 2025, que iniciaram em março e se estenderão até outubro. Já o meu Tour foi bem mais modesto. Mesmo assim, grandioso e empolgante pela soma de suas variáveis e surpresas. Havia 200 integrantes. Todos submetidos ao regramento do circuito e o encarei como um desafio para o meu corpo. Aproveitei a oportunidade para superar meus limites. Treinei muito. Pedalei com ímpeto e persistência durante semanas para o preparo físico sob o ardor do sol ou da chuva sempre presente. Busquei livrar a minha mente da toxina do estresse. Procurei a tranquilidade mental como componente básico de ordem emocional. Aspirei a paz das coisas para acumular energia mental e física, que todo o atleta precisa. Antes da largada, ganhamos uma pulseira, que abonava o direito à água e algo para comer. Tivemos um quebra-jejum com bolinhos e me abasteci com muito líquido. A largada foi às nove horas. Enfim, depois de 3h40 chegamos. A cidadezinha de Vire estava toda enfeitada com cartazes, flores, papel colorido, saudando os competidores. Com certeza, todos almejam o estandarte, que nem sempre é possível. Mas para quem apenas quer concluir a prova, a chegada se torna em troféu. O trajeto consistiu em quase quatro horas de sensações que exalam um suor nervoso, por todos os poros, uma ansiedade na boca do estômago, provocando enjoos. Tudo isso foi superado e me considerei vitoriosa”. Algo impossível de esquecer e de destacar em minha cronologia de 2025.
Outra evidência, foi o livro “Meu pequeno mundo italiano”. Aprendi que um livro se prolonga além de nós. Ele nos sobrevive. A palavra impressa f**a. Fazer um livro é um ato ousado que mexe cérebro, músculos, nervos. O corpo inteiro. É uma cadeia de obstáculos até chegar ao glorioso momento de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre. Cheguei lá. Não pela primeira, mas pela quarta vez. Há uma longa estrada nisso, desde a faxina meticulosa de cada palavra até a hora de pegar a caneta e autografar.
O terceiro destaque ocorreu em Caxias do Sul onde participei na Câmara de Vereadores da entrega do título de Cidadão Caxiense ao Cônsul-Geral da Itália, Valério Caruso, que prefaciou o meu livro “Meu pequeno mundo italiano”. Na ocasião tive contatos com Mateus Corradi, o CEO da Móveis Florense. Com Gelson Leonardo Rech, reitor da Universidade de Caxias do Sul (UCS), incluindo o vice-reitor da UCS, doutor Asdrubal Falavigna. A todos repassei o livro.
A quarta evidência, não é uma obra. É resultado delas. Recebi um comunicado da Ordem do Mérito do Empoderamento Feminino para comparecer à cerimônia da medalha a mim concedida com o título de “Dama Comendadora do Empoderamento Feminino pela Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito”. A cerimônia ocorreu no dia 1º de dezembro de 2025 no Copacabana Palace, o famoso hotel projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire, em frente à Praia de Copacabana, no coração do Rio de Janeiro. Mas ele veio com incumbência para lutar pelas causas femininas.
Tive a oportunidade de conhecer Sebastião da Cia (Sebastião Aparecido), Zilda Zompero e Cela Lopes: influenciadora, apresentadora e empreendedora. Ainda Henriette Brigagão da Mentora Advogados.
Mas 2025 também me trouxe uma grande ausência, a perda da minha querida tia-avó, Yara Diniz. Que considerei uma jovem, apesar dos seus mais de 100 anos de vida. Uma pessoa de uma imensa riqueza interior potencializado por um senso de otimismo. Sua aura longeva parecia me abençoar com suas sábias palavras. Sinto demais sua falta.
Em compensação tenho ao meu lado minha querida mãe Maria Tereza, que com o tempo percebo que sua companhia f**a cada vez melhor. Sinto nela algo de muito nobre. Sem esquecer minha duplinha de belezas, a Pamela e a Camila, duas personalidades com duas grandezas diferentes, lindas, espertas, que me orgulham. São as três mulheres que formam minha trindade sagrada.
Concluindo, posso dizer aos meus amigos que considero meu 2025 um ano exitoso. Na noite da véspera de 2026 posso me despedir satisfatoriamente do meu 2025, vendo-o diluir-se lenta e suavemente na passagem do tempo com o sentimento do dever cumprido.