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A caridade é o único projeto social que a classe dominante aceita financiar sem reclamar de rombo fiscal. Quando grandes...
26/05/2026

A caridade é o único projeto social que a classe dominante aceita financiar sem reclamar de rombo fiscal. Quando grandes monopólios ou bilionários anunciam doações milionárias, a imprensa aplaude e o público se emociona, mas ninguém questiona a raiz daquela miséria antes da foto ser tirada. Esse assistencialismo serve justamente para transformar direitos básicos como alimentação, saúde e moradia em meras concessões voluntárias, dependentes do humor de quem está no topo.

Para o capitalismo, é muito mais barato gerenciar os sintomas da pobreza por meio do assistencialismo moral do que abrir mão das margens de lucro que geram essa mesma desigualdade. A esmola serve para estabilizar o sistema. Ao aliviar a fome imediata na base, ela esvazia o potencial de revolta e desorganiza a classe trabalhadora, que passa a tratar a própria sobrevivência como um favor ou um gesto de bondade individual, esquecendo que o acesso a esses recursos é um direito coletivo.

A perspectiva da esquerda radical não nega a urgência de quem precisa comer hoje. Quem tem fome tem pressa e a realidade imediata não espera a revolução acontecer. A caridade isolada funciona como uma armadilha de preservação da ordem vigente: ela limpa a consciência de quem explora e mantém o explorado submisso.

Justiça social real não se faz com a sobra do orçamento da burguesia. Ela exige a destruição do sistema que permite a concentração de riqueza através da expropriação do trabalho. A emancipação da classe trabalhadora depende exclusivamente da sua própria organização política e da solidariedade construída na luta diária, longe da falsa generosidade dos opressores.

O marketing político gasta milhões para fazer você acreditar que Pernambuco está dividido em uma grande guerra ideológic...
22/05/2026

O marketing político gasta milhões para fazer você acreditar que Pernambuco está dividido em uma grande guerra ideológica. Essa disputa só existe no horário eleitoral. Longe das câmeras, as canetadas de Raquel Lyra e João Campos seguem exatamente a mesma cartilha: o desmonte planejado para justificar a entrega de tudo o que pertence ao povo ao grande capital.

A pressa em leiloar os serviços essenciais ignora alertas técnicos e a própria população. Enquanto a Compesa é fatiada em concessões que vão encarecer a conta de água da periferia só para gerar lucro privado, o colapso do Metrô do Recife avança sem resistência real da prefeitura. O transporte de massa e o saneamento básico viraram mercadoria para dar lucro a empresário.

No Recife, essa lógica de liquidação avançou sobre os espaços de convivência e subsistência. A entrega dos parques Jaqueira e Santana abriu caminho para a privatização da orla, que agora entrega a faixa de areia entre o Pina e Boa Viagem para grandes consórcios. A recente desapropriação dos boxes no Mercado do Peixe, em Brasília Teimosa, escancara o caráter higienista dessa gestão. Expulsam-se os pescadores e os trabalhadores tradicionais para transformar o lazer e a história da cidade em vitrines de consumo exclusivo. As audiências públicas, como a do Distrito Guararapes, viraram mera formalidade onde questionamentos da população são ignorados para acelerar os contratos de concessão.

Escolher entre Raquel Lyra e João Campos é trocar seis por meia dúzia. Existe uma contradição profunda em se dizer de esquerda e apertar o número de quem privatiza e vende os bens públicos. Optar por qualquer um deles é bater palma para o mesmo projeto econômico. O alinhamento ou apoio formal a Lula não anula o fato de que ambos governam contra a maioria para satisfazer o mercado.

Ser de esquerda exige, obrigatoriamente, a defesa da classe trabalhadora e do patrimônio coletivo. Reduzir a política a um julgamento moral sobre quem é o gestor bonzinho ou mais eficiente é anular a luta de classes. A política verdadeira trata da emancipação do coletivo, e não da gerência dos negócios da burguesia.

A privatização demarca uma escolha explícita de lado na luta de classes. Toda vez que o patrimônio público é entregue ao...
21/05/2026

A privatização demarca uma escolha explícita de lado na luta de classes. Toda vez que o patrimônio público é entregue ao mercado, a soberania popular perde espaço para a lógica do lucro. O problema central da política institucional hoje é achar que dá para gerenciar o capitalismo de forma humanizada, aceitando o desmonte dos serviços essenciais sob a justificativa da governabilidade.

Quando governos de direita ou de esquerda moderada evitam a palavra privatização e usam termos como concessão ou parceria público-privada, o objetivo final é rigorosamente o mesmo. Eles mudam o nome para disfarçar o fato de que a população vai pagar mais caro por um serviço pior, enquanto grandes fundos de investimento sugam a renda das famílias sem correr riscos. A infraestrutura que o povo financiou com o suor do seu trabalho é transferida para o controle da burguesia nacional e internacional.

O caso do Metrô do Recife mostra que a conciliação de classes tem um preço alto para o trabalhador na ponta. Quando o governo federal estrangula o orçamento e a gestão estadual abraça a entrega, a aliança que se forma não é técnica, é ideológica. A farsa da eficiência privada já foi desmascarada nos apagões que atingem estados inteiros, nas tarifas abusivas de água e nas tragédias criminosas provocadas pela mineração privatizada. O mercado não tem compromisso com a vida humana, apenas com os dividendos dos acionistas.

Defender a classe trabalhadora exige romper definitivamente com a ilusão de que o mercado pode regular os nossos direitos. Serviços públicos de qualidade, geridos e controlados por quem realmente faz o país funcionar, são a única garantia de uma vida digna. A demarcação política precisa ser nítida e sem concessões cotidianas.

Deixe nos comentários qual serviço público você vê ser sucateado na sua realidade para abrir caminho para o lucro privado. 👇🏽

A união de classe que ignora a centralidade da maioria negra e feminina no Brasil é uma armadilha política. Mulheres e p...
15/05/2026

A união de classe que ignora a centralidade da maioria negra e feminina no Brasil é uma armadilha política. Mulheres e pessoas negras compõem a maioria demográfica e são o motor produtivo que sustenta a base econômica do país. Qualquer discurso que tente isolar o debate econômico das opressões estruturais está, na prática, protegendo a branquitude que detém os meios de produção e se beneficia do silenciamento sistemático da base.

Consciência de classe não é apenas o entendimento individual da pobreza. Trata-se de encarar a base material de uma sociedade construída sobre a exploração e lutar para que a classe que produz toda a riqueza tenha o controle total sobre os meios de produção e o destino da nação. O racismo e o machismo operam como dispositivos centrais para o barateamento da força de trabalho e a garantia do lucro das elites.

A utilização de rostos diversos em cargos de gestão não representa uma mudança estrutural, mas um uso estratégico da imagem para blindar instituições que permanecem brancas em sua essência e comando. É uma manobra para esvaziar o conteúdo radical da luta e transformar a sobrevivência da maioria em um ativo de mercado. A verdadeira luta de classes exige a destruição da estrutura que permite a acumulação de poder e riqueza nas mãos de poucos à custa do lombo da maioria trabalhadora.

Não, você não vota na pessoa. Na prática, você ajuda a colocar no poder quem o partido decidiu priorizar. No sistema ele...
13/05/2026

Não, você não vota na pessoa. Na prática, você ajuda a colocar no poder quem o partido decidiu priorizar. No sistema eleitoral brasileiro, o indivíduo é apenas a face visível de uma engrenagem muito mais pesada.

O marketing eleitoral gasta milhões para esconder a sigla e vender o rosto, garantindo que você ignore a estrutura e compre apenas a imagem. É muito mais lucrativo vender carisma do que admitir que o orçamento já tem dono. O sorriso do candidato é a embalagem de um projeto que não pertence ao eleitor.

O sistema proporcional brasileiro funciona como um sequestro de votos. Nas últimas eleições federais, o dado é material e brutal: apenas 28 dos 513 deputados atingiram o quociente eleitoral sozinhos. Isso significa que 95% da Câmara só está lá porque o partido recolheu e distribuiu os votos de quem acreditou estar escolhendo um nome específico. O seu voto não é uma escolha isolada; ele funciona como um recurso que a legenda usa para garantir o poder de quem ela realmente defende.

Eles fabricam figuras polêmicas e investem em mitos para concentrar a esperança em nomes que servem para proteger os interesses da elite econômica. Enquanto você busca alguém que pareça honesto, a direita organiza o projeto de classe que vai decidir o preço do que você coloca no prato. Quando o trabalhador desiste de entender o jogo, a elite ocupa o espaço com dinheiro e total domínio das narrativas e dos meios de comunicação.

Você sabe quem financia o projeto que você ajudou a eleger ou ainda acredita que o candidato é independente? Me conta nos comentários 👇🏼

Chamar o outro de b***o é a forma mais rápida de se isentar da responsabilidade de organizar a luta. O elitismo é a válv...
11/05/2026

Chamar o outro de b***o é a forma mais rápida de se isentar da responsabilidade de organizar a luta. O elitismo é a válvula de escape preferida de quem prefere se sentir moralmente superior a ter que admitir que fomos derrotados coletivamente. É o resultado de décadas de uma despolitização planejada para sabotar a capacidade de mobilização popular.

Se o problema fosse apenas a falta de educação formal, bastaria um diploma para garantir justiça social, mas a gente sabe bem que o que não falta é gente com canudo na mão assinando a nossa precarização no dia seguinte. O foco na ignorância do povo serve para que a gente nunca precise discutir a redistribuição real de poder e de terra. Enquanto a discussão ficar no campo da moralidade individual, a estrutura continua intacta.

Quando a gente repete que o povo tem o governo que merece, a gente aceita a derrota de braços cruzados. É uma rendição fantasiada de crítica. É a desculpa ideal para não construir pontes e continuar reproduzindo a ideia de que a mudança é impossível porque a massa não entende o que está em jogo.

Precisamos descer do pedestal de uma vez por todas. A consciência de classe não nasce no vácuo e muito menos no isolamento. Sem união real, a gente só vai continuar mudando o rosto do explorador enquanto o preço do feijão não para de subir.

O sistema eleitoral opera através do pânico. Convencer o trabalhador de que o voto em um projeto radical é um desperdíci...
08/05/2026

O sistema eleitoral opera através do pânico. Convencer o trabalhador de que o voto em um projeto radical é um desperdício serve apenas para manter os mesmos grupos no poder. Quando o medo decide a eleição, a elite garante a tranquilidade da sua própria ordem. A conveniência vazia tenta esconder que o chamado voto útil é, na verdade, uma renúncia por manobra que impede o surgimento de qualquer alternativa real ao capitalismo.

Friedrich Engels apontava que a urna funciona como um medidor de temperatura da maturidade política. Se o índice de consciência marca baixo porque o eleitorado recuou diante da pressão, o capital entende que não há resistência organizada. O voto útil antecipado é a ferramenta que falsifica esse termômetro e oculta a força real da classe trabalhadora. É um mecanismo que transforma a esperança em submissão antes mesmo da contagem dos votos.

A mudança estrutural não virá de quem é eleito para gerir a miséria e administrar a crise. A política institucional é um jogo desenhado para ignorar a geladeira vazia e o transporte lotado da periferia. É preciso encarar o momento do voto como um espaço de agitação e denúncia, e não como uma solução definitiva para problemas que nascem e se mantêm fora do Estado.

A batalha principal ocorre na consciência e na organização para além da urna eletrônica. Um trabalhador consciente representa uma ameaça maior ao capital do que qualquer número depositado no sistema. A alternativa real começa quando o voto deixa de ser pautado pelo medo.

É muito fácil se sentir de esquerda quando a política é tratada apenas como um selo de boa pessoa ou um acessório de mod...
07/05/2026

É muito fácil se sentir de esquerda quando a política é tratada apenas como um selo de boa pessoa ou um acessório de moda. O problema é que a conta de água não chega no seu peito, ela chega no seu bolso. A política real ignora as suas boas intenções e foca apenas em quem está sendo priorizado na hora de assinar o orçamento. O rótulo que você carrega importa muito pouco se o seu voto ajuda a manter o sistema que esmaga o trabalhador todos os dias na fila do ônibus ou na calçada da Conde da Boa Vista.

O que está acontecendo em Pernambuco agora não permite neutralidade. Não existe discurso progressista que sobreviva à privatização da Compesa ou à entrega dos nossos parques e mercados para a gestão privada. Se o seu voto empodera quem governa com a cartilha do mercado financeiro, você não está defendendo o povo, você está ajudando a administrar a nossa própria exclusão. Ser de esquerda exige coerência com o chão da rua e com quem tenta sobreviver vendendo pipoca na parada, não apenas com o que você diz acreditar em ambientes confortáveis.

A política não é um fã-clube. É a disputa bruta por quem vai ter direito ao básico e quem vai lucrar com isso. Se o seu voto fortalece as grandes construtoras enquanto as encostas continuam deslizando nas favelas, a sua consciência de classe parou na estética. A conta é simples e direta. Assim como não faz sentido se dizer vegetariano com um prato de carne na frente, não existe projeto de esquerda que negocia o patrimônio do povo por conveniência eleitoral.

Pare de olhar para o próprio umbigo e comece a olhar para a to****ra seca. O mundo que o seu voto constrói é o mundo onde o trabalhador real tenta sobreviver, e não o mundo idealizado dos seus desejos. O compromisso político deve ser com a soberania popular que não se vende. Se a gente aceita o menos pior como teto da nossa esperança, a gente já aceitou a derrota. A crítica é a única coisa que impede a nossa luta de ser sequestrada por gestores que apenas modernizam a pobreza enquanto a cidade é vendida pedaço por pedaço.

Toda vez que apontamos uma contradição em governos progressistas ou em seus aliados, surge o coro do silenciamento. Dize...
05/05/2026

Toda vez que apontamos uma contradição em governos progressistas ou em seus aliados, surge o coro do silenciamento. Dizem que não é hora, que o momento exige união e que a crítica ajuda a direita. Essa é a armadilha perfeita para a despolitização. O que realmente alimenta o reacionarismo é a falta de um projeto que sustente o discurso nas condições concretas da vida, focando no que o povo realmente precisa. O silêncio diante de erros não é estratégia, é omissão.

A esquerda não pode ser definida apenas como o contrário da direita. Somos um campo político com pautas e objetivos próprios que deveriam guiar cada ação. Mesmo que esse campo não seja homogêneo, ele precisa de coerência entre o que se diz e o que se faz. Ser de esquerda significa ter um projeto que não se resume a apenas reagir ao que o adversário faz.

Não existe vácuo na política. Se a esquerda não pauta a realidade e as necessidades da classe trabalhadora, a direita vai se apropriar dessa insatisfação. O silêncio não protege ninguém, apenas desmobiliza quem deveria cobrar mudanças estruturais. Quando o campo se cala para manter uma governabilidade, ele perde a conexão com quem deveria representar. O espaço deixado pela falta de debate é preenchido pelo ódio.

Lealdade política não é obediência cega. Não fomos feitos para ser torcida organizada de político, mas para construir um horizonte onde o lucro não mande na nossa vida. Aceitar o menos pior como limite da esperança é o primeiro passo para aceitar a derrota. Quando a gestão apenas administra o sistema atual, ela para de disputar o projeto de sociedade. A crítica garante que a luta continue conectada com a realidade.

Nossa solidariedade deve ser com quem sofre as consequências das políticas públicas, não com quem ocupa assentos de poder. Precisamos de um campo que suporte o debate interno e encare falhas quando o horizonte da mudança for ameaçado pela conveniência política. Quem não entende que criticar é defender o próprio futuro prefere o conforto da ilusão ao peso da realidade.

João Campos e Raquel Lyra são os dois lados da mesma moeda. No dia 29 de abril Raquel assinou o contrato de concessão da...
04/05/2026

João Campos e Raquel Lyra são os dois lados da mesma moeda. No dia 29 de abril Raquel assinou o contrato de concessão da Compesa, entregando o saneamento para o lucro privado. Ao se vender como técnica e independente, ela capturou votos em 2022, mas o resultado é a consolidação de um governo que serve de porto seguro para o mercado financeiro e para as oligarquias locais.

Não há novidade em quem foi criada no coração do PSB. Raquel operou a máquina pública por quase uma década nos governos de Eduardo Campos. Sua independência foi manobra eleitoral para se distanciar do desgaste da gestão anterior, mantendo a lógica de governar para grandes construtoras e investidores. A cor do adesivo mudou, mas o compromisso com quem realmente manda permanece intacto.

A aliança no PSD com Túlio Gadêlha e setores bolsonaristas expõe o oportunismo. Enquanto Túlio tenta pintar a gestão com cores progressistas para atrair o eleitorado de Lula, Raquel garante sua base dividindo o poder com quem sempre trabalhou contra a classe trabalhadora. É um jogo de conveniência onde a ideologia é descartada para manter o controle da máquina estadual.

Na prática, o governo Lyra espelha o PSB no Recife. Ambos avançam com privatizações, tratando serviços essenciais como mercadorias. A promessa das 60 mil creches virou ficção para propagandas, enquanto licitações só aparecem agora por pressão do calendário eleitoral. O estado virou um balcão de negócios enquanto o povo sofre com a falta de serviços básicos.

O custo social é medido pela fome e violência. Ao trocar segurança alimentar por caridade em cozinhas solidárias, Raquel foge da responsabilidade pública. Ao mesmo tempo, financia comunidades terapêuticas denunciadas por abusos em vez de fortalecer o SUS. A segurança mantém a cartilha de extermínio, com letalidade policial que atinge quase exclusivamente a juventude negra.

Pernambuco não vive disputa de projetos, mas a preservação de privilégios. Raquel Lyra não é terceira via, é a via que garante que nada mude para quem detém o poder econômico. Aceitar esse arranjo é validar um projeto que se veste de técnico para esconder que trabalha contra os direitos da população.

A política em Pernambuco em 2026 é uma operação de manutenção de poder. O palanque de João Campos, que tenta unir o luli...
29/04/2026

A política em Pernambuco em 2026 é uma operação de manutenção de poder. O palanque de João Campos, que tenta unir o lulismo ao partido de Damares Alves e General Mourão, mostra que a prioridade da dinastia Arraes-Campos é a hegemonia a qualquer custo. O fato de o Republicanos ocupar ministérios em Brasília não justifica essa aliança. Isso prova que os projetos de poder, tanto no governo federal quanto no estadual, ignoram os riscos de fortalecer quem faz parte do bolsonarismo em troca de apoio político.

Essa união também é financeira. O PSB governa de mãos dadas e é financiado pelos donos de construtoras que lucram com a especulação imobiliária nas nossas cidades. Enquanto o povo sofre sem moradia e sem serviços básicos, o partido garante que os lucros desses grandes empresários continuem protegidos. A gestão em Pernambuco serve para manter tudo como está, escondendo a exploração com muita propaganda e obras que favorecem apenas quem tem dinheiro.

A indicação de Carlos Costa para a vice, irmão do ministro Silvio Costa Filho e filho de Silvio Costa, mostra como o estado é tratado como herança de família. O Republicanos faz parte do bolsonarismo e agora ganha espaço no palanque de quem se diz progressista. Não dá para confiar em quem usa o nome de Miguel Arraes para ganhar votos, mas na hora de governar divide a caneta com quem sempre trabalhou contra a classe trabalhadora.

O histórico do PSB não deixa dúvidas. Em 2014 o partido ficou do lado do mercado e em 2016 entregou os votos para derrubar Dilma Rousseff. Eles não querem enfrentar o sistema, querem apenas gerenciar o estado com o apoio de quem paga suas campanhas. O palanque de 2026 prova que a sobrevivência da família no poder vale qualquer acordo com o reacionarismo nacional e local.

Aceitar esse arranjo é aceitar que Pernambuco continue sendo gerido como uma empresa particular. A memória das lutas populares não pode validar o casamento com quem aplaude o retrocesso. Até quando o povo será fiador da família Arraes-Campos com o bolsonarismo e os donos de construtoras no mesmo palanque?

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Recife, PE

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