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A três dias das urnas, o projeto que usou o socialismo como fachada esbarra na própria realidade. A trajetória do Partid...
13/08/2026

A três dias das urnas, o projeto que usou o socialismo como fachada esbarra na própria realidade. A trajetória do Partido Socialista Brasileiro em Pernambuco acumula alianças pragmáticas com a direita, desde os velhos palanques até a entrega de serviços públicos por meio de privatizações que empurram os custos para o povo.

A máscara progressista serviu apenas para cooptar a base social e blindar a oligarquia local, culminando no apoio ao impeachment e na transformação do Recife em um centro de especulação para grandes empresas. Agora, na reta final da disputa, a queda nas pesquisas mostra que a narrativa construída nas redes sociais ruiu e o grupo político enfrenta a ameaça real de uma derrota no primeiro turno.

Seus líderes não formam nenhuma vanguarda progressista. Eles são os herdeiros de uma estrutura oligárquica antiga. Chegou a hora de enterrar essa farsa: o partido nunca foi de esquerda.

Compartilhe essa verdade com todos os eleitores que ainda se deixam iludir pelo discurso vazio e ajude a expor o projeto real desse grupo.

O trabalho aqui, o meu, não é remunerado, e nem por isso deixa de ser trabalho. Trabalho intelectual é trabalho e trabal...
07/08/2026

O trabalho aqui, o meu, não é remunerado, e nem por isso deixa de ser trabalho. Trabalho intelectual é trabalho e trabalho criativo é trabalho. Não é porque a internet é teoricamente gratuita que copiar o trabalho alheio é ok. É preciso saber das leis e é preciso ter ética entre os nossos também.

A Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98) estabelece que cabe exclusivamente ao autor o direito de utilizar e explorar sua obra, determinando que qualquer reprodução sem autorização prévia configura violação dos direitos autorais, mesmo quando acompanhada de créditos.

As diretrizes do Instagram proíbem o carregamento de conteúdos que você não criou ou para os quais não possui licença, resultando em remoção imediata e em punições severas à conta infratora, motivo pelo qual utilizo as ferramentas oficiais de denúncia para proteger este espaço.

Também existe desonestidade e falta de ética dentro do campo da esquerda. Todas as páginas que já me plagiaram, e não foram poucas, todas se enquadravam no campo das esquerdas, visto que esse é o meu público principal. Quem milita na teoria mas comete desonestidade intelectual contra quem está no mesmo campo de luta precisa parar de roubar o trabalho alheio e assumir que plágio é violação de direitos autorais e gera processo.

A política institucional brasileira encontrou uma nova forma de exigir que o eleitor aceite qualquer desaforo em nome da...
24/07/2026

A política institucional brasileira encontrou uma nova forma de exigir que o eleitor aceite qualquer desaforo em nome da chamada governabilidade. O anúncio de Luciano Bivar, ex-presidente do PSL de Jair Bolsonaro em 2018, como suplente na chapa ao Senado encabeçada pelo PT em Pernambuco, mostra a contradição explícita da direção partidária.

Para justif**ar escolhas desse tipo, o discurso oficial apela ao pragmatismo, definido como uma ação baseada em resultados imediatos e flexibilidade para alianças estratégicas. O problema é tentar convencer o eleitor de que vale tudo, esquecendo que o mesmo campo que hoje acolhe figuras centrais do bolsonarismo é o que diz combater o bolsonarismo, o que não faz o menor sentido.

Isso não é um erro isolado, é um projeto que se estende por todo o país. Desde a escolha de Geraldo Alckmin pelo PSB para a vice-presidência da república até o apoio contínuo à gestão de João Campos, na prefeitura do Recife, a federação PT, PCdoB e PV troca o compromisso com a classe trabalhadora por poder.

O tratamento dado ao eleitorado beira o desrespeito ao tentar transformá-lo em massa de manobra, como se o povo não tivesse opinião própria, senso crítico ou capacidade de argumentação e devesse apenas baixar a cabeça para aceitar qualquer conchavo. É perfeitamente possível apoiar um campo político e ainda assim discordar das decisões absurdas tomadas pelos dirigentes. Quem aceita qualquer coisa sem questionar acaba agindo sem autonomia, e esse comportamento acrítico prejudica a esquerda.

Não é à toa que as pessoas deixam de acreditar nas diferenças reais entre esquerda e direita, e que a esquerda é um campo político heterogêneo onde os rumos estão em disputa. Ser de esquerda exige coerência. Se a gente aceita o menos pior como teto da nossa esperança, a gente já aceitou a derrota.

Dizer que o futebol feminino no Brasil é atrasado por falta de interesse público esconde um plano estatal de asfixia que...
06/07/2026

Dizer que o futebol feminino no Brasil é atrasado por falta de interesse público esconde um plano estatal de asfixia que durou décadas.

Nos anos 1930 e 1940, intelectuais e médicos uniram discursos para afirmar que o esforço físico exaustivo masculinizava as jogadoras e atrofiava as funções ovarianas. O Decreto-Lei 3.199 de 1941 foi explícito ao vetar modalidades que contrariassem a suposta natureza feminina. Essa canetada impediu o surgimento de ligas, clubes estáveis e categorias de formação. Enquanto o futebol masculino se consolidava comercialmente com apoio em massa da mídia, as mulheres amargaram uma desvantagem crônica na clandestinidade de circos e praças.

A tutela continuou mesmo após a queda do decreto. A regulamentação de 1983 tratava o corpo das atletas com um paternalismo limitador, proibindo até o domínio de peito sob pena de falta. Nas décadas seguintes, os cartolas usaram o talento das atletas apenas como escudo de relações públicas. Em 2004, a confederação pegou carona na medalha de prata em Atenas para faturar com marketing e desmantelou os planos de apoio logo após o pódio.

A imprensa esportiva ajudou a sufocar a modalidade ao trocar a análise técnica pelo julgamento da vida íntima, do corpo e da feminilidade das atletas. Esse patrulhamento se espalhou pelas arquibancadas em forma de xingamentos homofóbicos, feitos para afastar as mulheres do ambiente do futebol. Marta enfrentou esse machismo desde a infância, quando tentavam tirá-la dos campeonatos por ser menina. Anos mais tarde, em 2007, a jogadora Daiane Rodrigues precisou transformar o pódio internacional em um palanque de socorro para implorar publicamente pela sobrevivência da modalidade.

A escassez de público nos estádios hoje é o reflexo direto de um sistema que naturalizou o futebol como território de exclusividade dos homens. O abismo financeiro atual reflete diretamente o sucesso desse projeto de exclusão. Qual dessas barreiras históricas chama mais a sua atenção hoje?

Afastar o povo das arquibancadas foi um projeto deliberado. Quando o Maracanã destruiu a geral e o preço do ingresso exp...
03/07/2026

Afastar o povo das arquibancadas foi um projeto deliberado. Quando o Maracanã destruiu a geral e o preço do ingresso expulsou o torcedor do Arruda, o futebol perdeu a sua alma. A modernização padrão Fifa vendeu a ilusão de um espetáculo superior, mas entregou arenas esvaziadas de povo, frias e higienizadas de qualquer espontaneidade.

Só que o futebol popular não cedeu sem brigar. O Todos com a Nota, em Pernambuco, provou que a cooperação pública mantinha o trabalhador no estádio e a arquibancada fervendo. Esse modelo acabou soterrado pela lógica gourmet, que trocou o povão pelo consumo silencioso de camarote.

A ofensiva agora vai além do espaço físico. A transformação dos clubes em SAFs abriu caminho para uma privatização predatória, transformando histórias centenárias em ativos de fundos estrangeiros. Para completar, a invasão das bets transformou camisas sagradas em outdoors de cassinos digitais.

Essa mercantilização virou caso de saúde pública. Quase metade dos apostadores no Brasil estão endividados, engolidos pelo vício em jogos. A paixão que antes unia famílias no cimento hoje alimenta algoritmos que destroem salários. A faixa estendida na Arena MRV dá o recado para o país inteiro: o torcedor exige ingressos justos e o direito de torcer de pé. O jogo tem que voltar para as mãos de quem o construiu.

Quem inventou que o futebol é o pão e circo moderno não entendeu nada sobre Roma e muito menos sobre o Brasil. A ideia d...
02/07/2026

Quem inventou que o futebol é o pão e circo moderno não entendeu nada sobre Roma e muito menos sobre o Brasil. A ideia de que o povo aceita migalhas e espetáculos em troca de silêncio nasceu de uma narrativa elitista antiga. A história real mostra que a periferia romana nunca foi passiva e usava os próprios anfiteatros para pressionar o Estado. O jogo nunca funcionou como um anestésico infalível.

No Brasil, a tentativa de sequestrar essa alegria coletiva ganhou contornos brutais em 1970. O general Médici colou sua imagem ao esquadrão do tricampeonato para faturar politicamente. Enquanto as transmissões oficiais inflavam o orgulho nacional com hinos ufanistas, a violência de Estado agia sem freios. A Taça Jules Rimet virou um escudo temporário para tentar ocultar prisões, torturas e a censura implacável que blindava o regime.

Quarenta e quatro anos depois, o plano de usar o espetáculo como vitrine política colidiu com a realidade das ruas. A Copa do Mundo de 2014 foi desenhada pelo governo de Dilma Rousseff como o ápice da inserção global do país. As elites políticas só não esperavam que os bilhões públicos despejados em arenas luxuosas escandalizassem a classe trabalhadora, provocando fraturas profundas inclusive na esquerda organizada.

Os protestos que pararam doze capitais provaram que o torcedor não desliga o senso crítico quando a bola rola. A revolta contra as prioridades financeiras do Estado reconquistou o espaço público. Enxergar a arquibancada como um espaço de alienação pura signif**a ignorar que ela funciona historicamente como um território de organização popular e resistência de classe.

Os primeiros gramados brasileiros foram desenhados para deixar a maioria da população do lado de fora. No final do sécul...
30/06/2026

Os primeiros gramados brasileiros foram desenhados para deixar a maioria da população do lado de fora. No final do século dezenove, os clubes aristocráticos transformaram o futebol em um cenário de segregação racial violenta. Operários negros não podiam dividir uma jogada com atletas brancos sem correr o risco de agressão física ou perseguição. Toda a famosa ginga do nosso jogo nasceu dessa urgência. O drible curto funcionava como uma resposta física de autodefesa, uma tática para evitar o choque com o adversário e garantir a integridade de atletas que o racismo tentava expulsar de campo.

Essa força operária sofreu uma tentativa de enquadramento na ditadura de Getúlio Vargas. O governo percebeu o perigo político dos trabalhadores organizados nos campos de periferia. Ao decretar a profissionalização na década de trinta, o Estado tomou o controle do futebol de rua para usá-lo como propaganda. O talento dos negros virou ferramenta para promover o mito da democracia racial, camuflando a opressão econômica real enquanto a periferia continuava sem direitos básicos.

O silêncio estarrecedor da torcida no Maracanã com a perda da Copa de 1950 desmoronou esse projeto nacionalista oficial. A derrota para o Uruguai expôs a fragilidade de uma união que as elites tentavam costurar pelo topo, servindo de base para que Nelson Rodrigues diagnosticasse o complexo de vira-latas. O cronista traduziu ali o desamparo de um povo que projetava suas frustrações históricas no gramado. A história sob a ótica da luta de classes devolve o jogo a quem realmente o construiu. Os estádios continuam sendo territórios de disputa pelo controle da nossa memória popular.

Quem vê a direita espumando diariamente contra o identitarismo não imagina que o conservadorismo opera a política identi...
26/06/2026

Quem vê a direita espumando diariamente contra o identitarismo não imagina que o conservadorismo opera a política identitária mais bem-sucedida da história humana. Durante séculos, o poder econômico construiu o mito de que o homem branco, cristão e rico é o padrão neutro e universal da humanidade, enquanto qualquer outra existência que lute por sobrevivência é tratada como uma ameaça à unidade.

O uso estratégico de marcadores de gênero e raça pela direita funciona como um escudo político. Diante de cobranças populares legítimas por falhas administrativas, votações impopulares ou disputas internas, figuras que sempre combateram os direitos sociais correm para adotar a postura de vítimas. O oportunismo político se veste de representatividade para silenciar críticas e desviar o foco público daquilo que realmente importa: as decisões que impactam a realidade material do povo.

Essa estratégia f**a evidente quando as lideranças políticas usam a imagem de minorias para validar medidas que destroem as condições de vida do povo. Colocar parlamentares negros e mulheres de direita na linha de frente para defender privatizações, desmonte de serviços públicos e cortes de direitos trabalhistas é uma tática deliberada. A estética da diversidade é esvaziada de conteúdo e utilizada para mascarar uma agenda que sufoca justamente as maiorias sociais que essas figuras dizem representar visualmente.

A armadilha liberal tenta nos convencer de que o avanço social se resume a conquistar assentos isolados no topo dos espaços de poder ou em conselhos de grandes empresas. A perspectiva radical recusa essa conciliação superficial. Raça, gênero e sexualidade são pilares estruturais da exploração econômica, e não mercadorias para o oportunismo do momento. A urgência histórica exige a organização da base trabalhadora para derrubar a estrutura pelo chão, recusando qualquer tentativa de reforma na mesa dos opressores.

Ter uma conta bancária com muitos zeros no fim do mês é um privilégio em um país onde a maioria esmagadora vive sufocada...
22/06/2026

Ter uma conta bancária com muitos zeros no fim do mês é um privilégio em um país onde a maioria esmagadora vive sufocada pela escala 6x1 com menos de um salário mínimo. É evidente que o topo do consumo parece outra realidade quando a desigualdade social é tão brutal e visível no cotidiano. O abismo material no Brasil é geográfico, nítido e violento.

Esse padrão de consumo mais alto muda a qualidade de vida de uma pessoa de forma drástica, e reconhecer isso é o ponto de partida correto. Essa distância é a maior dificuldade para ricos e pobres compreenderem a diferença entre classe social e poder de consumo. A desigualdade é tão violenta que f**a difícil aceitar que pessoas em realidades tão distantes pertençam à mesma classe. Só que estar na mesma classe social não signif**a estar no mesmo barco. A maioria da população está em canoas furadas, enquanto o assalariado do topo anda de iate. A diferença crucial é que a burguesia é a dona de todas as frotas de transatlânticos do mundo.

Em uma escala de classe econômica real, o rico que vive de salário está muito mais perto de perder o emprego e virar pobre do que de se tornar o dono do transatlântico com o próprio suor.

Ninguém f**a verdadeiramente milionário com o esforço do próprio trabalho. Ou a pessoa já nasce herdeira, ou vai dar golpes, ou vai explorar o trabalho de milhares de pessoas para erguer o seu império.

A teoria social do marxismo não nega a existência da desigualdade ou do privilégio. Karl Marx apenas demonstrou que, para entender onde o poder real está guardado, precisamos olhar para quem é dono dos meios de produção, e não para o limite do cartão de crédito de quem recebe um contracheque alto.

Diferenciar esses conceitos serve para apontar o alvo de forma certeira na elite burguesa que realmente dita as regras do jogo.

Fomos convencidos de que os grandes problemas da vida dependem apenas de decisões individuais. Se falta dinheiro no fim ...
18/06/2026

Fomos convencidos de que os grandes problemas da vida dependem apenas de decisões individuais. Se falta dinheiro no fim do mês ou se a comida está cara no mercado, o sistema aponta o dedo e diz que a culpa é da sua falta de foco. Essa cobrança individualista serve para esconder o óbvio: o sufoco diário é determinado pela estrutura econômica.

Dizer que tudo é político serve para compreender que a nossa rotina é moldada por decisões coletivas. O preço dos alimentos, o horário do transporte público e a segurança nas ruas não são dilemas particulares. O problema surge quando o debate inverte essa lógica e passa a girar em torno do próprio ego, confundindo a politização da vida com a necessidade de impor preferências íntimas acima de tudo.

Na formulação de uma política pública, a opinião pessoal ou a conduta individual importam muito pouco. O foco de um direito fundamental é a garantia da sobrevivência material coletiva. Reduzir discussões de interesse público a julgamentos morais esvazia qualquer chance de mudança estrutural.

O isolamento do neoliberalismo perde força quando construímos consciência de classe. A organização popular exige entender que nenhuma saída será individual. Nossa única resposta eficiente contra a exploração estrutural é a mobilização de toda a nossa classe.

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Recife, PE

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