01/06/2026
Eu acompanho Euphoria desde quando tudo era mato. Lembro da época em que a Zendaya aparecia no Twitter depois dos episódios para interagir com os fãs (inclusive, ela curtiu um tweet meu sobre Rue e Jules e eu surtei horroreeees).
E sim! Comparado com a primeira, a 2ª temporada teve seus problemas, mas ainda existia algo ali: personagens interessantes, relações que me faziam me importar e uma história que parecia ter algo a dizer.
Mas aí vieram anos de atraso, polêmicas nos bastidores, rumores de conflitos criativos, diminuição da participação de personagens centrais e toda uma sensação de que o projeto já não tinha a mesma conexão com os próprios personagens.
Mesmo assim, eu assisti até o final porque precisava saber onde tudo aquilo ia terminar. E.... eu não gostei do resultado.
Não é sobre o final em si, nem sobre o destino da Rue (talvez aquilo fosse mesmo inevitável), mas como aconteeu.
O desenvolvimento foi apressado, vazio e, em vários momentos, simplesmente preguiçoso. Personagens que carregavam a alma da série foram deixados de lado para dar espaço às obsessões do Sam Levinson (como se existissem apenas para sustentar choque ou fetiche).
A Jules é o exemplo mais triste disso. Uma personagem que era praticamente co-protagonista na 1ª temporada termina a série sem espaço, sem voz e sem relevância. E isso dói porque a relação entre Rue e Jules era um dos pilares emocionais de Euphoria.
Sem falar que as personagens femininas, no geral, pareciam existir apenas para sofrer, ser objetif**adas ou alimentar algum fetiche visual do diretor. E quando alguém diz que "a vida real é assim", eu só consigo pensar: e daí? Realismo não transforma uma história mal desenvolvida em uma boa história.
No final, o sentimento que ficou foi de indiferença. Nada me emocionou ou me fez sentir que eu estava me despedindo de personagens que acompanhei por tantos anos.
Então, sinceramente? Ainda bem que acabou.
Euphoria, pra mim, continua sendo uma série que teve uma 1ª temporada quase perfeita. E, às vezes, eu gosto de fingir que ela terminou exatamente ali.