09/09/2026
Eu já assisti Da Magia à Sedução 2 e…
Este filme sabe exatamente qual botão apertar: nostalgia. E funciona até certo ponto, tá?
Rever Sandra Bullock e Nicole Kidman como Sally e Gillian Owens quase 30 anos depois é facilmente a melhor parte desta sequência, principalmente porque a química entre as duas continua intacta.
E isso pesa ainda mais quando a gente lembra que o que fez o primeiro filme funcionar tão bem nunca foi só a magia, mas essa relação entre as irmãs Owens e toda uma família de mulheres que, no fim, sempre acabava aparecendo uma pela outra.
Só que a sequência parece lembrar muito bem da estética, da nostalgia e de tudo que a gente reconhece… e esquecer justamente dessa parte.
Isso já começa logo no início, quando o filme desfaz rapidinho parte daquele final feliz do primeiro só pra conseguir colocar a nova história em movimento. E tudo bem, até daria pra comprar essa ideia se ela servisse pra gente realmente conhecer essa nova fase da família Owens.
Só que não é bem o que acontece.
A gente conhece a nova geração, mas o filme mal dá tempo pra gente se importar com ela. Kylie até ganha alguma trama, enquanto Antonia passa boa parte da história largada de lado. E a dinâmica entre as duas nunca recebe o espaço que deveria (ALÔ? A irmandade não era justamente uma das partes mais importantes dessa história?).
E aí, como se já não tivesse coisa suficiente acontecendo, o terceiro ato ainda resolve colocar mais um problema na conta. Surge um vilão praticamente do nada, ele explica rapidinho o que quer e pronto: agora temos um grande conflito. Desenvolvimento? É... não deu tempo.
(E eu nem vou entrar muito no fato de que, em determinado momento, Londres virou ali do lado de Massachusetts, porque TODO MUNDO chega em todo lugar numa facilidade que eu queria muito ter na minha vida.)
No fim, Da Magia à Sedução precisava de uma sequência? Claramente não. Mas foi gostoso voltar pra esse universo e reencontrar Sandra e Nicole.
Só é uma pena que esse filme tenha se preocupado tanto em recuperar a nostalgia do primeiro e tão pouco em lembrar do que realmente fazia ele ser tão especial.