Brasil de Fato Pernambuco

Brasil de Fato Pernambuco O jornal traz as notícias importantes de todo o estado, mas de uma perspectiva diferente dos jornais empresariais.

O Brasil de Fato Pernambuco é um jornal de esquerda, que tem feito a disputa de ideias na Região Metropolitana do Recife e também no interior do estado, apresentando uma visão popular sobre o que acontece em Pernambuco, no Brasil e no Mundo. O Brasil de Fato Pernambuco é um jornal de esquerda, popular e que tem feito a disputa de ideias na Região Metropolitana do Recife e em mais oito cidades do i

nterior do estado, do litoral ao sertão. Com tiragem de 40 mil exemplares distribuídos quinzenalmente nas integrações de metrô e ônibus do Recife, o Brasil de Fato Pernambuco chega ainda às ruas de Rio Formoso e Palmares, na Zona da Mata; Caruaru, no Agreste; e aos municípios de Arcoverde, Tupanatinga, Afogados da Ingazeira, Serra Talhada e Petrolina, no Sertão do estado. O Brasil de Fato é essencial para a garantia da pluralidade da informação, fundamental para a construção de uma verdadeira democracia. O Brasil de Fato é um veículo de comunicação lançado em 2003 durante o Fórum Social Mundial realizado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Com edições semanais, o jornal era comercializado em poucos estados e tinha assinaturas vendidas para todo o País. O impresso de alcance nacional tinha formato standard e durou 11 anos. Mas antes deste encerrar suas atividades, foram lançados, em 2013, os tabloides do Brasil de Fato no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, originados no mesmo projeto editorial, mas distribuídos gratuitamente e para um público diferente. Em 2014 o Brasil de Fato tabloide chegou a São Paulo e em 2016 começou a circular no Paraná e em Pernambuco.

Os professores da rede municipal de Olinda estão em estado de greve, estágio limite antes da paralisação das atividades....
08/06/2026

Os professores da rede municipal de Olinda estão em estado de greve, estágio limite antes da paralisação das atividades. A categoria cobra da prefeita Mirella Almeida (PSD) o cumprimento do piso nacional da categoria, reajustado anualmente por lei federal.

A decisão se deu por votação em assembleia realizada na sexta-feira (5), quando foi rejeitado o reajuste de 2,7% proposto pela gestão.

Desde o fim de janeiro, o Ministério da Educação divulgou que o piso nacional dos professores em 2026 é de R$ 5.130,63 para profissionais com jornada de 40 horas semanais, um acréscimo de 5,4%.

O Sindicato dos Professores Municipais de Olinda (Sinpmol) está desde março em campanha salarial e buscando diálogo com a prefeitura, mas até o momento os trabalhadores ainda não receberam da gestão uma proposta de aumento que atenda ao cumprimento do piso federal.

Além de oferecer apenas metade do reajuste nacional, a gestão municipal ainda não mostrou disposição de pagar o retroativo aos cinco meses decorridos, oferecendo pagar a diferença relativa a apenas um mês retroativo (maio). Na assembleia, a rejeição foi unânime.

O representa cerca de 1.800 professores efetivos da rede pública municipal de Olinda, além dos aposentados.

A presidenta do sindicato, Márcia Vieira, afirmou que “a categoria não abrirá mão dos seus direitos”. “O reajuste do piso é lei e deve ser cumprido. Respeito, valorização e condições dignas de trabalho não são favores da prefeitura — são obrigações”, pontuou.

Na assembleia foi definido um calendário de lutas e atividades dos professores. Os profissionais também denunciam casos de assédio moral no exercício do trabalho, falta de infraestrutura nas escolas, descumprimento de requisitos básicos da educação e o um suposto desmonte do plano de cargos e carreiras da categoria.

Leia mais no Brasil de Fato (link na bio).

O Recife vive uma contradição difícil de ignorar: cresce o número de pessoas em situação de rua e também o de domicílios...
08/06/2026

O Recife vive uma contradição difícil de ignorar: cresce o número de pessoas em situação de rua e também o de domicílios vazios, mas os custos de moradia, transporte e outros serviços básicos só aumentam.

Famílias e comunidades vivem sob ameaça de remoção e morar com dignidade se torna um desafio cada vez maior para quem trabalha e sustenta a nossa cidade todos os dias.

A cidade que esteve na vanguarda do direito à moradia nos anos 1980, quando criou as ZEIS, é hoje uma das capitais mais desiguais do país.

Não fosse a resistência das famílias trabalhadoras nos territórios, a cidade seria apenas dos ricos, porque o Recife — que nos versos de Carlos Pena Filho era metade roubada ao mar, metade à imaginação — parece hoje trocar essa imaginação pela especulação.

A prefeitura anuncia projetos urbanos, programas de requalif**ação e intervenções vendidas como “modernização da cidade”. Mas para quem? Quem poderá permanecer e viver bem no Recife?

O ProMorar é mais uma face dessa contradição. Apresentado pela prefeitura como uma grande resposta urbana aos impactos das chuvas e à vulnerabilidade socioambiental, o programa mobiliza o maior empréstimo da história da cidade — R$ 1,5 bilhões junto ao BID — uma dívida prevista para perdurar cerca de 20 anos.

Não estamos falando de uma decisão qualquer. A dimensão do investimento exige no mínimo o debate público, transparência e participação social.

Apesar do nome, o ProMorar não é um programa de moradia popular. Para muitas comunidades ele tem se materializado como ameaça à habitação, insegurança territorial e incerteza de futuro.

Então para quem a cidade está sendo “reformada”? E quem pagará o preço das mudanças? Quase sempre, quem paga o preço são as comunidades nas periferias, as mesmas famílias trabalhadoras que precisam lutar para permanecer onde vivem.

Reocupar a região central, enfrentar a quantidade de imóveis subutilizados e ampliar políticas de locação social é urgente.

A cidade nunca foi transformada apenas por decisões de gabinete. Ela foi disputada nas ruas, nos territórios e pela organização coletiva.

Leia a íntegra da coluna da vereadora no Brasil de Fato (link na bio).

Estão abertas até o dia 19 de junho as inscrições para a Escola Bongarbit, que oferecerá aulas gratuitas envolvendo músi...
07/06/2026

Estão abertas até o dia 19 de junho as inscrições para a Escola Bongarbit, que oferecerá aulas gratuitas envolvendo música, tecnologia e criação de instrumentos musicais. A iniciativa é desenvolvida pelo coletivo Bongarbit, do .

Os encontros formativos começam em julho deste ano, seguindo até fevereiro de 2027, com aulas no Centro de Arte e Cultura Guitinho da Xambá (em São Benedito, Olinda) e na (Recife Antigo). Os interessados e interessadas devem realizar inscrições através de formulário online.

Instalada dentro do quilombo urbano da Xambá, a escola propõe estimular a criação de instrumentos musicais a partir da combinação de elementos como tambores e cabaças, tradicionais da cultura afro-brasileira, aliados a recursos tecnológicos contemporâneos, como sensores eletrônicos, interfaces digitais e softwares.

São os saberes ancestrais transformados em ferramentas de inovação cultural e tecnológica, buscando o desenvolvimento de instrumentos musicais inéditos. Os alunos terão acesso a aulas que relacionam música, cultura afro-brasileira, empreendedorismo e fabricação digital.

O coletivo já desenvolveu instrumentos como o agbau, os botões falantes e o engome adubado, a partir de tambores tradicionais, cabaças, madeira reaproveitada e componentes eletrônicos, ampliando as possibilidades sonoras da percussão afrobrasileira.

Um dos idealizadores, , afirma que a formação busca reposicionar as populações periféricas na cadeia produtiva da tecnologia. “A periferia quase sempre f**a limitada ao consumo da tecnologia. Mas aqui a tecnologia nasce da cultura popular, da ancestralidade e da inteligência criativa do território”, afirma.

O curso também passa por temas como sustentabilidade e economia criativa, já que parte dos equipamentos é produzida a partir de materiais reciclados ou reaproveitados.

O curso da Escola Bongarbit de Luteria de Instrumentos Musicais Orgânicos e Digitais da Xambá conta com apoio financeiro do Ministério da Cultura (MinC), através da Lei Rouanet; e da Transpetro, empresa de transporte de combustível no mar e por dutos do grupo Petrobras.

Leia mais no Brasil de Fato (link na bio).

O Clube Português do Recife recebe neste domingo (7), a partir das 15h, a primeira edição do Arraialzinho Liquajur, even...
07/06/2026

O Clube Português do Recife recebe neste domingo (7), a partir das 15h, a primeira edição do Arraialzinho Liquajur, evento promovido pela Liga das Quadrilhas Juninas do Recife (Liquajur) para abrir oficialmente o ciclo junino de 2026. A programação reúne apresentações de quadrilhas mirins e infantojuvenis em formato de mostra cultural, e os ingressos custam R$ 15, com vendas online pela plataforma Outgo.

A iniciativa marca a estreia das quadrilhas juninas das categorias mirim e infantojuvenil filiadas à Liquajur e foi criada com o objetivo de ampliar os espaços de apresentação para crianças e adolescentes que integram o movimento junino. Ao todo, o evento contará com a participação de dez grupos, sendo oito quadrilhas filiadas à liga e duas convidadas, vindas do Morro da Conceição, no Recife, e de Olinda.

Entre os grupos participantes estão Mirim Coração, Tradição Nordestina, Encantos Mirim, Raio de Sol Mirim, Mirim Fusão, Mirim 04 de Outubro, Raízes do Rosário, Couro Quente, Pacheco, Brincant’s e Matutinho. Durante as apresentações, os quadrilheiros realizam evoluções coreográf**as e percorrem o espaço em uma celebração das tradições juninas.

Além de proporcionar um palco dedicado aos grupos mais jovens, o Arraialzinho busca incentivar a formação de novas gerações de quadrilheiros e fortalecer a continuidade das tradições populares nordestinas. A iniciativa também promove a troca de experiências entre os participantes e contribui para o desenvolvimento artístico de crianças e adolescentes envolvidos com a cultura junina.

Leia mais no Brasil de Fato (link na bio).

Quando assistimos a uma Copa do Mundo, normalmente vemos camisas, torcidas, rivalidade e gols. O problema é que algumas ...
06/06/2026

Quando assistimos a uma Copa do Mundo, normalmente vemos camisas, torcidas, rivalidade e gols. O problema é que algumas histórias começam muito antes de a bola rolar.

Seedorf nasceu no Suriname, aqui na América do Sul, em 1976. Só que tem um detalhe importante, que a maioria de nós esquecemos: ele nasceu apenas um ano após o país deixar de ser colônia da Holanda.

Ainda criança, Seedorf saiu do Suriname com destino a Holanda, onde se tornou um dos maiores jogadores da história daquela seleção, a holandesa.

A trajetória de Seedorf não é um caso isolado. Ela simboliza um movimento que se repete há séculos no processo de colonização.

Zinedine Zidane, filho de argelinos, foi o grande rosto da França campeã do mundo em 1998. Mas, 10 anos antes de Zizou nascer, a França ainda promovia uma guerra colonial aberta contra a Argélia.

Enquanto isso, jogadores argelinos abandonaram clubes e até a seleção francesa para formar o time da Frente de Libertação Nacional, para chamar atenção para a luta pela independência da Argélia.

Ali, o futebol deixou de ser só esporte para virar ferramenta de resistência anticolonial. Enquanto a metrópole queria manter o controle, o campo de futebol virou trincheira de denúncia, assumiu papel político central na vida dos povos.

E isso não acabou. A França campeã do mundo em 2018 tinha vários protagonistas ligados diretamente às marcas da colonização e da diáspora africana.

Portugal também usou o futebol como ferramenta colonial — e de um jeito ainda mais explícito. E ninguém simboliza mais esse momento do que Eusébio. Nascido em Moçambique, ele foi transformado em símbolo do sucesso português.

Seu talento era celebrado como um troféu. Enquanto ele brilhava nos gramados, o seu povo em Moçambique lutava para deixar de ser colônia.

Por trás de cada seleção que entra em campo, há um conjunto de histórias que não cabem nos 90 minutos de jogo. Futebol e a política se discutem e também se misturam.

É a partir desse olhar que nasce esta série de textos em que não falo só de futebol ou só de política. E para você, qual é o tema que merece a nossa atenção nesta Copa?

Leia a íntegra da coluna de no Brasil de Fato (link na bio).

Em uma iniciativa que une educação, cultura e tecnologia, o projeto “Yathee” desenvolveu uma metodologia inovadora para ...
06/06/2026

Em uma iniciativa que une educação, cultura e tecnologia, o projeto “Yathee” desenvolveu uma metodologia inovadora para o ensino e a preservação da língua de mesmo nome, falada pelo povo Fulni-ô em Águas Belas, no Agreste de Pernambuco. A pesquisa utilizou recursos audiovisuais para criar uma videoaula piloto voltada ao fortalecimento da única língua indígena viva do Nordeste brasileiro fora da Amazônia Legal.

A proposta surgiu diante de um cenário preocupante. Embora a população Fulni-ô seja estimada em cerca de sete mil pessoas, apenas aproximadamente 500 falam fluentemente o Yaathe. O idioma, que resistiu a séculos de colonização, perseguições e tentativas de apagamento cultural, enfrenta atualmente o desafio de ser transmitido às novas gerações.

Desenvolvido pela produtora pernambucana Tempoo, o projeto teve pesquisa assinada por Mateus Guedes e Fábia Fulni-ô, direção e roteiro de Mateus Guedes e produção executiva de Ana Sofia. A iniciativa reuniu cinema, música, design, ilustração e motion graphics para criar uma experiência educativa construída em diálogo direto com a comunidade indígena.

O principal resultado do trabalho foi a elaboração de uma videoaula experimental destinada a apoiar processos de alfabetização e letramento em Yaathe. O material utiliza recursos visuais, trilha sonora original e elementos gráficos para aproximar a língua do cotidiano das crianças e dos jovens da aldeia. A proposta busca fortalecer laços afetivos, memória coletiva e sentimento de pertencimento por meio da linguagem audiovisual.

Todo o processo foi realizado em parceria com lideranças, educadores e pesquisadores indígenas, que participaram da construção metodológica do projeto. O diálogo permanente com a comunidade também garantiu que o conteúdo respeitasse os modos próprios de circulação dos saberes ancestrais Fulni-ô.

Leia mais no Brasil de Fato (link na bio).

A tradicional Sambada de Coco do Guadalupe chega à sua 28ª edição neste sábado (6), a partir das 20 horas, no Centro Cul...
06/06/2026

A tradicional Sambada de Coco do Guadalupe chega à sua 28ª edição neste sábado (6), a partir das 20 horas, no Centro Cultural Coco de Umbigada, localizado no Beco da Macaíba, em Guadalupe, Olinda. Com acesso gratuito, a celebração reúne música, cultura popular, homenagens e mobilização política em uma programação especial que marca quase três décadas de atuação do grupo liderado por Mãe Beth de Oxum e Mestre Quinho.

Além de comemorar a trajetória da manifestação cultural, o evento também propõe reflexões sobre o racismo ambiental e os impactos das mudanças climáticas sobre terreiros, espaços culturais e comunidades tradicionais.

Reconhecida como uma das mais importantes ações de valorização da cultura popular pernambucana, a Sambada do Guadalupe se consolidou ao longo dos anos como um espaço de fortalecimento da identidade negra, da cidadania cultural e da participação comunitária. A iniciativa nasceu no bairro de Guadalupe e contribuiu para transformar a dinâmica social da localidade, influenciando o surgimento de outras sambadas e encontros culturais em diferentes regiões do estado.

A programação musical terá início às 20 horas e contará com a participação de artistas e grupos que integram a história da sambada. Sob o comando do Coco de Umbigada, o público também poderá acompanhar apresentações de DJ MK, Grupo Luz de Angolinha com Mestra Di, Afoxé Babá Orixalá Funfun, Marcela Souza, Mestra Ana Lúcia, Grupo Flor de Catemba e Neto da Xambá. A noite reúne expressões como coco de roda, capoeira, afoxé e música eletrônica.

Para Mãe Beth de Oxum, a edição comemorativa representa um momento de celebração e resistência diante dos desafios enfrentados pelo grupo ao longo de sua trajetória.

“É uma noite de celebração, festa e resistência. Poucos grupos tiveram a coragem de segurar uma resistência tão grande. Através da nossa ação, a gente também influenciou outros movimentos de sambadas que nasceram no Estado”, afirma a ialorixá.

Leia mais no Brasil de Fato (link na bio).

Em tempos de inteligência artificial, plataformização da vida e desinformação às massas, a obra de Milton Santos não é p...
06/06/2026

Em tempos de inteligência artificial, plataformização da vida e desinformação às massas, a obra de Milton Santos não é peça de museu, mas uma ferramenta viva. Milton Santos não só descreveu o mundo: ele o antecipou.

Seu conceito de meio técnico-científico-informacional, desenvolvido em “A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção” (1996), já apontava que a informação se tornaria matéria-prima central e o território deixou de ser mero suporte para ser um condicionante ativo das desigualdades.

Ele viu, ainda nos anos 1990, que a globalização poderia ser “perversa” — e foi. Ele denunciou que a tecnologia sem justiça social não é progresso, mas barbárie com aparência de modernidade. A obra “A Urbanização Brasileira” (1993) mostra que a cidade brasileira não é um palco neutro, mas uma fábrica de pobreza.

Se vivo estivesse, Milton Santos não se limitaria a palestras em congressos. Ele estaria na rua, ao lado dos movimentos populares que lutam por moradia, por transporte público, por internet como direito básico.

Porque ele sabia que o espaço geográfico não é detalhe técnico, mas um campo de batalha. Quem controla o território está decidindo quem vive e quem morre.

Seu pensamento ensina que não existe transformação social sem transformação espacial. Ocupar um território é ocupar uma possibilidade. Garantir o direito à cidade é garantir o direito à vida digna.

Sua geografia é, no fundo, uma geografia da esperança – mas uma esperança ativa, que exige projeto político.

Celebrar 100 anos de Milton Santos é um gesto político. É reconhecer que um intelectual negro, filho do interior da Bahia, conseguiu ser ao mesmo tempo universal e profundamente local. Ele explicou o mundo sem nunca esquecer do Beco dos Tamoios.

Sua obra não é um manual, mas um método, que segue atual e urgente. Cabe a nós — sanitaristas, gestores, professores, pesquisadores, ativistas — aplicá-lo ao caos presente. Que o seu centenário seja um chamado para relê-lo, para ocupar e transformar.

Como ele mesmo dizia: o futuro não está dado, mas está para ser construído — e começa pelo chão que pisamos.

Leia a íntegra da coluna de no site do Brasil de Fato (link na bio).

O  Marco Legal do Transporte Público Coletivo, um projeto de lei aprovado em maio no Congresso, almeja mudar profundamen...
05/06/2026

O Marco Legal do Transporte Público Coletivo, um projeto de lei aprovado em maio no Congresso, almeja mudar profundamente a nossa relação com os transportes.

Trago aqui algumas reflexões e provocações, em grande parte motivadas pelo excelente seminário promovido pela Urbana nos dias 20 e 21 de maio.

O primeiro ponto é que este projeto de lei nasceu em plena pandemia, um evento que foi quase letal para as empresas do setor. Ela encerrou um ciclo e abriu, de maneira inédita, uma possibilidade que antes parecia inviável: os operadores de ônibus passaram a aceitar a ideia de subsídios públicos.

Diante da concorrência dos aplicativos, classif**ada “predatória” pelos empresários do setor, deixaram de desejar que os passageiros fossem a única fonte de receita e hoje defendem que prefeituras e governos estaduais também se tornassem seus “clientes”.

A nova legislação separa a “tarifa de remuneração por prestação do serviço” da “tarifa pública cobrada do usuário”. Mas existe nela uma pegadinha já debatida nesta coluna: a lógica continua sendo a do cálculo por passageiro — ou melhor, por “cliente” transportado: quanto mais gente transportada, maior o subsídio.

Com o novo cabedal tecnológico e jurídico, reforçamos que o pagamento deve ocorrer pelo serviço prestado — quiçá por quilometragem associada a indicadores de qualidade e desempenho — e não exclusivamente pela demanda.

Adianta termos operadores satisfeitos e sustentados por subsídios confortáveis se a rede de mobilidade continuar desqualif**ada?

Por isso, um diagnóstico duro precisa ser relembrado. Durante décadas, as empresas de ônibus — operando num cenário de baixa concorrência e amplo domínio sobre o transporte urbano — pouco avançaram na qualif**ação efetiva da rede.

Não se trata de demonizar as empresas privadas do setor que possivelmente terão acesso direto ao orçamento público por meio de subsídios vultuosos.

O que f**a registrado é a preocupação com a possibilidade de revolucionarmos apenas modelos de negócio, em detrimento da qualidade do serviço prestado à população e da qualif**ação do espaço público das cidades.

Leia a íntegra da coluna de no Brasil de Fato (link na bio).

Endereço

Recife, PE

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Brasil de Fato Pernambuco posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Brasil de Fato Pernambuco:

Compartilhar