07/09/2026
Em São Paulo ainda, recebi, há pouco, esta linda imagem, momento marcante e histórico, da passagem dos 94 anos de Beto da Oara, meu conterrâneo do Pajeú, residente na minha Arcoverde. Beto era amigo do meu pai Gastão Cerquinha, que Deus levou em 2022 aos 100 anos.
O vídeo foi enviado pelo meu amigo Paulo Muniz, que toca o blog O Abelhudo, em Sanharó. Batizado Egerton Verçosa do Amaral, Beto da Oara virou um patrimônio nordestino pela história que se confunde com o sucesso da Super Oara.
Nasceu em Serra Talhada em 1932 e mudou-se jovem para Carnaíba, onde iniciou sua trajetória musical aprendendo a tocar trombone. Em Carnaíba, conviveu com o maestro Moacir Santos e desenvolveu forte paixão pelo trombone. Chegou a ir ao Rio de Janeiro, mas retornou à sua terra natal para trabalhar como fiscal da fazenda (agente arrecadador) e casar-se com Dona Marli.
Nos anos 1950, fixou residência em Arcoverde, cidade que adotou de coração. Em 1958 fundou a Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos, a Super Oara, que se tornou a segunda orquestra de bailes mais antiga em atividade no Brasil. A orquestra ultrapassou fronteiras nordestinas e brasileiras, realizando apresentações internacionais em países como Japão, Grécia e França, além de dividir o palco com grandes nomes da música brasileira.
Com uma carreira dedicada aos bailes, formaturas e grandes eventos, Beto e sua orquestra tornaram-se símbolos vivos da cultura e do sertão pernambucano. É orgulho nordestino, patrimônio nacional.