31/05/2026
A BYD prepara um movimento importante para fortalecer sua presença no mercado brasileiro. A marca chinesa confirmou que o novo Dolphin G DM-i, hatch híbrido plug-in desenvolvido inicialmente para a Europa, também está nos planos para o Brasil e deverá adotar motorização flex, seguindo a estratégia da fabricante para os futuros modelos híbridos nacionais. Durante uma apresentação a jornalistas em maio de 2026, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, afirmou que todos os híbridos comercializados pela marca no país serão flex, com a expectativa de que o Dolphin G DM-i utilize também o etanol quando desembarcar no mercado nacional.
A estratégia faz sentido dentro da realidade brasileira. Além de reduzir emissões, o etanol fortalece uma matriz energética mais limpa e cria um diferencial frente a concorrentes eletrificados que utilizam apenas gasolina. Outro ponto relevante envolve a fábrica de Camaçari, na Bahia: o Dolphin G DM-i aparece entre os modelos cotados para futura produção nacional, o que poderia dar ao hatch competitividade importante em preços e volume de vendas. As primeiras estimativas de mercado apontam valores entre R$ 130 mil e R$ 150 mil para o modelo no Brasil.
A versão europeia, revelada oficialmente, será lançada em junho de 2026 e aposta em autonomia combinada de até 1.000 quilômetros. O hatch mede 4,16 metros de comprimento e adota design exclusivo, com faróis mais estreitos, maçanetas semiocultas e câmeras com visão 360°. Embora o conjunto mecânico ainda não tenha sido totalmente confirmado, a expectativa é de que combine um motor 1.5 aspirado com um propulsor elétrico, entregando potência combinada próxima de 209 cv, com autonomia no modo totalmente elétrico variando entre 40 e 90 quilômetros conforme a configuração. O movimento marca uma virada na estratégia da BYD no Brasil, que após popularizar os elétricos Dolphin e Dolphin Mini, agora amplia fortemente a presença dos híbridos plug-in.