Revista Em Pauta

Revista Em Pauta Revista acadêmica da Faculdade de Serviço Social da Uerj produzindo ciência há trinta anos

Hoje, a Em Pauta traz uma homenagem em vida à assistente social brasileira Leila Lima Santos, escrita por Maria Inês Sou...
11/09/2026

Hoje, a Em Pauta traz uma homenagem em vida à assistente social brasileira Leila Lima Santos, escrita por Maria Inês Souza Bravo, publicada em nossa edição número 59! Para saber mais, arraste o carrossel para o lado.

Graduada em Serviço Social em Minas Gerais, com formação intelectual consolidada em Paris, onde cursou pós-graduação em Sociologia do Trabalho, entre 1966 e 1969, Leila Lima é descrita como uma figura "imprescindível" para a renovação crítica da profissão na América Latina.

Foi aluna de intelectuais como Althusser e vivenciou as manifestações do Maio de 1968. Ao retornar ao Brasil em 1970, assumiu a docência e, posteriormente, a direção da Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais. Sob sua liderança, foi gestado o "Método BH", uma proposta inovadora que buscava romper com o conservadorismo da profissão ao integrar pesquisa, intervenção e uma base teórica pautada no pensamento crítico e na realidade das classes sociais.

Sua trajetória na academia mineira foi interrompida em 1975 por uma demissão coletiva de docentes, um ato de proteção aos estudantes frente à repressão da ditadura militar. A partir daí, Leila expandiu sua atuação internacional, dirigindo o Centro Latino-americano do Trabalho Social (CELATS) no Peru entre 1976 e 1983, onde impulsionou o Movimento de Reconceituação do Serviço Social e coordenou investigações pioneiras sobre a história da profissão. Após esse período, atuou por mais de vinte anos em organismos das Nações Unidas, especificamente no ACNUR, exercendo funções diplomáticas em zonas de conflito na América Central e na Colômbia com foco na defesa dos direitos humanos.

Leila Lima Santos é celebrada como uma intelectual orgânica que aliou rigor acadêmico à militância política, deixando um legado fundamental para a comunidade científica do Serviço Social brasileiro e latino-americano.

Para ler a homenagem na íntegra, basta clicar no link em nossa bio!

Hoje, 10 de setembro, a Em Pauta destaca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Instituída em 2003 pela Associação Inte...
10/09/2026

Hoje, 10 de setembro, a Em Pauta destaca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Instituída em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP), em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a data busca ampliar a conscientização, combater o estigma e reafirmar que o suicídio pode ser prevenido. Globalmente, são registradas mais de 700 mil mortes por ano, o que reforça a urgência de debates abertos e sem tabus. O comportamento suicida é complexo e multifatorial, influenciado por condicionantes psíquicos, socioeconômicos e culturais, o que exige o engajamento contínuo e acolhedor de toda a sociedade.

No cenário brasileiro, diferentemente da tendência global de queda, os índices vêm crescendo gradativamente. O país soma cerca de 15 mil ocorrências anuais, uma média diária de aproximadamente 42 mortes. A vulnerabilidade afeta desproporcionalmente os homens, que respondem por cerca de 78% a 80% dos casos consumados, e os jovens de 15 a 29 anos, faixa etária em que o suicídio se consolidou como uma das principais causas de mortalidade.

O risco também se intensifica em contextos de exclusão social e desigualdade estrutural. Marcadores de vulnerabilidade como extrema pobreza, racismo e marginalização afetam de forma acentuada grupos historicamente minorizados, com destaque para a população LGBTQIAPN+ e comunidades indígenas, que registram taxas de suicídio significativamente superiores à média nacional. A falta de acesso a redes públicas de apoio e a contínua estigmatização sobre saúde mental funcionam como barreiras para o diagnóstico precoce e o cuidado preventivo.

Para combater esse cenário, mobilizações como a campanha Setembro Amarelo, criada em 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), buscam ampliar a conscientização pública. Identificar os sinais de sofrimento psíquico e oferecer escuta qualificada são passos fundamentais para a prevenção.

Se você ou alguém próximo precisa de ajuda, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 188 (atendimento gratuito e sigiloso 24h) ou procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) e o CAPS mais próximos.

Hoje, 8 de setembro, celebramos o Dia Mundial da Alfabetização, criado em 1967 pela Organização das Nações Unidas (ONU)....
08/09/2026

Hoje, 8 de setembro, celebramos o Dia Mundial da Alfabetização, criado em 1967 pela Organização das Nações Unidas (ONU). A data nos convida a refletir sobre a alfabetização como um direito fundamental e sobre a importância de garantir o acesso à educação para todas e todos.

Apesar dos avanços, o analfabetismo ainda é um desafio global. Segundo a UNESCO, cerca de 1 bilhão de pessoas ainda não alcançam níveis básicos de leitura e escrita, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Por isso, garantir a alfabetização é um dos compromissos da Agenda 2030 da ONU, que busca promover uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade. Mais do que aprender a ler e escrever, alfabetizar é possibilitar o exercício da cidadania, com autonomia e participação social.

No Brasil, os desafios permanecem. Em 2024, o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF) apontou que 30% da população brasileira entre 15 e 64 anos está em situação de analfabetismo funcional. Por outro lado, segundo a PNAD Contínua, a taxa de analfabetismo no país caiu para menos de 5% pela primeira vez.

A data também é uma oportunidade para lembrar quem dedicou sua vida à democratização da educação. Entre essas pessoas está Paulo Freire, educador e filósofo que marcou a história da alfabetização brasileira e se tornou referência mundial na defesa de uma educação crítica, democrática e transformadora.

Reconhecido como Patrono da Educação Brasileira, Freire nos ensina que alfabetizar não é apenas ensinar a ler e escrever. É também possibilitar que cada pessoa compreenda o mundo, expresse sua própria voz e participe plenamente dele.

Celebrar a alfabetização é defender o direito à educação, à cidadania e à transformação social.

A Revista Em Pauta aproveita para recomendar algumas de nossas publicações sobre o tema: “Elementos Estruturais da Educação Popular e os Movimentos Camponeses do Brasil”, “Assistência estudantil e acesso à educação superior: um estudo na UECE” e a “A formação de professores reflexivos na perspectiva de John Dewey”

Para ler mais conteúdos sobre educação e outros temas relacionados ao Serviço Social, acesse o link na nossa bio!

A Em Pauta apresenta o artigo “Cuidado à pessoa idosa no SUS: organização e tensões no contexto hospitalar”, de Debora P...
04/09/2026

A Em Pauta apresenta o artigo “Cuidado à pessoa idosa no SUS: organização e tensões no contexto hospitalar”, de Debora Peixoto de Azevedo, publicado na edição nº 62 da revista.

O estudo propõe uma reflexão sobre o cuidado à pessoa idosa em situação de hospitalização e sobre a distribuição dessa responsabilidade entre o Estado, os serviços de saúde e as famílias. A pesquisa evidencia que parte das demandas de cuidado tem sido transferida aos familiares, processo que se relaciona aos limites encontrados na efetivação das políticas sociais voltadas à população idosa no âmbito do sistema público de saúde.

A partir de uma abordagem qualitativa e do método dialético, a investigação analisa a realidade dos atendimentos realizados por profissionais de hospitais públicos. Os depoimentos reunidos no estudo mostram como, em diferentes situações, o acompanhante familiar passa a assumir funções relacionadas ao cuidado da pessoa idosa durante a internação.

Nessa direção, o artigo problematiza o distanciamento entre as políticas públicas de atenção à pessoa idosa e sua concretização no cotidiano hospitalar. A pesquisa também aprofunda o debate sobre os processos de compartilhamento e transferência das responsabilidades de cuidado para as famílias, considerando as desigualdades sociais, de gênero e de raça que atravessam essas relações.

Para ler o artigo completo e conhecer os demais conteúdos da edição nº 62 e de outras edições, acesse o link na bio.

A Em Pauta apresenta o artigo “O Processo de Internacionalização do Serviço Social: desafios e direção política”, artigo...
01/09/2026

A Em Pauta apresenta o artigo “O Processo de Internacionalização do Serviço Social: desafios e direção política”, artigo n° 58,  de autoria de Maria Carmelita Yazbek, pesquisadora docente que nos deixou recentemente e apresentou para revista a importância da internacionalização do Serviço Social brasileiro, como embate crítico, com base em estudos da profissão para o contorno das ações do mundo hegemônico atual.

A autora enfatiza que a profissão do Serviço Social ganhou notoriedade nos últimos acontecimentos históricos no contexto brasileiro, como consequência, a expansão das bases educacionais da referida profissão ao redor do mundo, com implementações de cursos de pós-graduação e na concretização do efeito de reconceituação do serviço social brasileiro.

Esta obra de Yazbek é mais uma de suas inúmeras contribuições para o campo das ciências sociais, em especial, para o Serviço Social.

Para ler este e outros artigos na íntegra, acesse o link na nossa Bio!

Hoje, 29 de agosto, celebramos o Dia Nacional da Visibilidade Lé***ca, data que remonta a 1996, quando foi realizado o 1...
29/08/2026

Hoje, 29 de agosto, celebramos o Dia Nacional da Visibilidade Lé***ca, data que remonta a 1996, quando foi realizado o 1º Seminário Nacional de Lé***cas (SENALE), importante marco da organização política de mulheres lé***cas no Brasil.

Ao longo desses 30 anos, a mobilização de mulheres lé***cas tem fortalecido a luta não apenas por reconhecimento e visibilidade, mas também pela garantia de direitos. Trata-se de uma pauta necessariamente transversal, atravessada por questões de gênero, raça, classe, saúde, trabalho, cultura e acesso às políticas públicas. Afinal, dar visibilidade também significa reconhecer sujeitos, experiências, demandas e direitos historicamente invisibilizados.

Para marcar a data, a Em Pauta indica o filme "The Watermelon Woman" (1996), escrito, dirigido e protagonizado por Cheryl Dunye, disponível nos catálogos do MUBI e do Prime Video.

No longa, Cheryl interpreta uma jovem negra e lé***ca que trabalha em uma locadora de vídeos na Filadélfia e deseja se tornar cineasta. Ao pesquisar a trajetória de uma atriz negra que aparece em antigos filmes hollywoodianos creditada apenas como “The Watermelon Woman”, a personagem se depara com o apagamento das histórias de mulheres negras e lé***cas no cinema.

Entre ficção, memória e investigação, o filme provoca reflexões sobre representatividade, raça, gênero, sexualidade e os processos de apagamento na produção cultural e audiovisual.

Visibilidade também é memória, representação, reconhecimento e luta por direitos. 🏳️‍🌈



🎬 Você já conhecia The Watermelon Woman?
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Feliz dia da Visibilidade Lé***ca!

A Em Pauta apresenta o artigo “A percepção dos profissionais dos Cras sobre o atendimento às demandas de violação de dir...
26/08/2026

A Em Pauta apresenta o artigo “A percepção dos profissionais dos Cras sobre o atendimento às demandas de violação de direito”, obra escrita pelos autores, Daiane Zanuin e Jean Von Hohendorff, que exploram o dilema das politicas públicas em torno da assistência social brasileira. Os autores explicam com base em pesquisas qualitativas, dados de entrevistas, como fragmentos de falas de assistentes sociais no que corresponde a fragilidade do atendimento público sobre os usuários e a descontinuidade do investimento público aos órgãos ligados à assistência social.

A pesquisa traz à discussão relatos e testemunhos de assistentes sociais que denunciam a precarização e o desvio de funções do atendimento aos cidadãos, além de evidenciarem a ausência de instalações como os Creas, Centro de Referência Especializado de Assistência Social. Esses fatos prejudicam a excelência de atendimento ao indivíduo que busca mudar sua realidade social.

O artigo demonstra que as instituições representativas da assistência social no Brasil sofrem com as mudanças em torno do modelo econômico, em função do congelamento dos gastos públicos que limitam a implementação dos programas de assistência social no país.

Arraste o carrossel e veja mais sobre este assunto.

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Hoje, a Em Pauta apresenta o artigo “O paradoxo entre a doutrina protetiva e o neoconservadorismo punitivo na socioeduca...
25/08/2026

Hoje, a Em Pauta apresenta o artigo “O paradoxo entre a doutrina protetiva e o neoconservadorismo punitivo na socioeducação”, de autoria de Maria Fernanda Corilazo e Kelen A. S. Bernardo. No texto, as autoras discutem as contradições impostas pela ordem burguesa dominante e suas implicações morais sobre crianças e adolescentes.

Partindo de uma análise histórica do capitalismo e de seus mecanismos de reprodução, o artigo aborda como valores relacionados aos “bons costumes”, à moralização e à concepção tradicional de família contribuem para a construção de formas de controle social. Nesse contexto, determinados comportamentos passam a ser classificados a partir de parâmetros morais, favorecendo processos de responsabilização e culpabilização dos indivíduos. Essa lógica assume contornos particularmente relevantes quando direcionada a crianças e adolescentes, sobretudo àqueles cujas condutas são consideradas transgressoras das normas sociais e legais.

A partir desse debate sobre a dimensão moral atribuída à população infantojuvenil, as autoras aprofundam a análise da marginalização de crianças e adolescentes e das formas repressivas de controle exercidas pelo Estado. Em contraposição a essa perspectiva punitiva, são apresentados caminhos voltados à garantia e à ampliação dos direitos humanos, entre os quais se destaca a criação de instrumentos legais de proteção à infância e à adolescência, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Nesse sentido, ganha centralidade a importância da efetiva implementação e materialização dos princípios estabelecidos pelo Estatuto. Ao reconhecer crianças e adolescentes, inclusive aqueles em conflito com a lei, como sujeitos de direitos, o ECA representa uma mudança fundamental na forma como esse segmento da população é compreendido e tratado pelo Estado e pela sociedade. As autoras ressaltam, assim, a necessidade permanente de defesa dos direitos humanos, cuja efetivação, diante do atual contexto social e político, permanece como um importante desafio a ser enfrentado e refletido coletivamente.

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Hoje a Em Pauta apresenta o artigo “Particularidades e contradições dos Direitos Humanos no Brasil em tempos de neoliber...
21/08/2026

Hoje a Em Pauta apresenta o artigo “Particularidades e contradições dos Direitos Humanos no Brasil em tempos de neoliberalismo”, das autoras Cecília Nunes Froemming, Eliane Marque de Menezes Amicucci e Kannanda Emilly Padilha da Silva, que fundamentam a discussão atual do modelo econômico capitalista frente ao dilema do desenvolvimento dos Direitos Humanos no Brasil.

O artigo destaca que os Direitos Humanos, ao longo da história brasileira, foram previstos conforme a constituinte de 1988, mas seu ordenamento não é efetivo, ou seja, o capitalismo usurpou a plena garantia dos Direitos Humanos ao impor pautas que ensejam o projeto dominante de acumulação do capital e da desigualdade social.

Acompanhe o carrossel para entender melhor sobre essa discussão.

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Hoje é celebrado o Dia Nacional da Luta da População em Situação de Rua, que é uma data de rememorização ao “Massacre da...
19/08/2026

Hoje é celebrado o Dia Nacional da Luta da População em Situação de Rua, que é uma data de rememorização ao “Massacre da Sé”, em que 15 pessoas em situaçao de rua foram covardemente espancadas na Praça da Sé (São Paulo): 7 delas morreram, mas ninguém foi preso. Essa tragédia ganhou notoriedade diante da repercussão pela imprensa e da opinião pública à época, contudo, somente, anos depois, em 2025, que essa data foi oficializada no calendário nacional como uma forma de combate a qualquer ato de violência contra essa população.

Este dia é uma forma refletirmos com seriedade sobre como essa desigualdade social se faz presente perante as pessoas que vivem nesta condição, uma realidade de retrocesso social que atinge quase todas as regiões brasileiras, concentrada em grande parte na região sudeste. De acordo com nota publicada pelo CFESS, o “ número de pessoas em situação de rua no Brasil cresceu cerca de 88%, entre 2020 e 2026, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).” 

Os dados apurados são alarmantes e reforçam a necessidade da participação de atores sociais, que estejam dispostos a enfrentar a complexidade desse problema, dando origem a movimentos e lutas sociais essenciais para o enfrentamento das mazelas a que estão sujeitas essa população já tão vulnerabilizada.

As informações oficiais traduzem que a população negra é o principal contingente afetado por esta vulnerabilidade social, e também, as pessoas negras são as maiores vítimas de atos violentos nesta condição. Esse cenário reforça que as desigualdades sociais no Brasil estão enraizadas e, simultaneamente, são estruturais, em face da dominância capitalista ra***ta da ordem burguesa.

Esta data é uma oportunidade para a área do Serviço Social brasileiro, para que se faça atuante e presente ao implementar, através do Projeto Ético-Político, assistentes sociais, com plena formação acadêmica, ética e profissional, aptos a superar pensamentos e visões estigmatizantes a respeito da população de rua, de modo que possam atuar para garantir, efetivamente, os direitos desses sujeitos, lutando ao lado deles.

Endereço

R. São Francisco Xavier, 524/Maracanã
Rio De Janeiro, RJ
20550-013

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