28/10/2025
Hoje, 28 de outubro, faz um mês da passagem da minha mãe Amélia, para outro plano. Quem me acompanha - amigos, alunas e clientes - sabem da minha perda há 4 anos. Meu companheiro se foi sem direito a despedidas. Demorei muito a processar esse luto. Enfiei a cara no trabalho e guardei o grito de revolta. Em 2023, liberei esse grito e me permiti vivenciar o luto. Ano muito desafiador para mim!
A perda da minha mãe veio por um processo parecido em termos de doença, mas que decorreu de forma muito diferente. 2025 também se iniciou muito desafiador! Ao longo desse ano, fui perdendo minha mãe aos poucos...de julho pra cá, me deparava diariamente com a morte e em meio a muito trabalho intenso com ela que demandava cada vez mais de mim, pude observar e refletir sobre muitas coisas. Senti de perto a espiritualidade o tempo todo nos amparando nesse processo de muito crescimento e evolução espiritual para ambas. Vi um resgate acontecendo dia a dia. Vi a transformação que jamais imaginei ver na minha mãe. Foi um período de muito cansaço e sofrimento para ambas, mas também um periodo de cuidado, afeto, respeito e diversão que nem imaginava ser possível!
Nesse meio do caminho, não perdi somente minha mãe. Perdi amigos que pensava ter e ganhei outros que nem imaginava. Me decepcionei com pessoas e me encantei com outras. Assim é a vida: desafios, aprendizados, idas e vindas, pessoas que chegam e outras que saem.
Certamente, isso não diminuiu minha dor, me senti muitas vezes "abandonada", mas Deus tem propósito na vida de cada um e sei que precisava ser assim.
Hoje, me sinto muito leve e em paz por ter escolhido abrir mão de viagens, de alguns trabalhos e de diversão para me dedicar dia e noite às necessidades da minha mãe. Faria tudo de novo. Fiz e dei o meu melhor, dentro do que me era possível. Sigo com a alma leve, com a sensação de dever cumprido e um resgate realizado com muito amparo espiritual porque eles não me abandonam nunca. Sigo com as boas lembranças e risadas que ela conseguiu tirar de mim em meio ao caos e com a saudade desses piores que, num olhar espiritual, foram os melhores tempos para nós duas.
Dessa vez, pude me despedir todos os dias da minha mãe.