16/08/2021
Outro dia, lendo um livro chamado “A Ciência da Felicidade” de Luiz Gaziri, me deparei com a pesquisa de Richard Ryan e Edward Deci da Universidade de Rochester sobre a teoria da autodeterminação. Em resumo, a pesquisa provou que o ser humano é:
- Naturalmente dedicado
- Motivado internamente
- Orientado a ser cada vez melhor
e que, quando inserimos um incentivo externo (e.g. recompensa), essas características são perdidas.
A pesquisa diz ainda que existem dois tipos de motivação, a autônoma e a controlada, e que seres humanos tem 3 necessidades psicológicas universais:
- Competência
- Relacionamentos
- Autonomia
Quando as pessoas estão engajadas em um trabalho prazeroso, elas são motivadas por um senso de escolha e autonomia (motivação autônoma). Ao inserirmos uma recompesa, os motivadores passam a ser externos (motivação controlada) e esses motivadores distraem as pessoas dos aspectos interessantes e prazerosos das tarefas.
Segundo a pesquisa, estratégias baseadas em recompensa / punição - ligadas ao controle - alteram os circuitos motivacionais dos empregados e estes passam a focar unicamente nas tarefas que receberão tais incentivos, para evitarem ser punidos. Isso gerou pior performance, resistência a mudanças, conflitos com colegas de trabalho e esforço mínimo para conquistar apenas benefícios próprios.
E então, será que os incentivos financeiros podem estar com os dias contados? O que acham?