Analista José Quipanda

Analista José Quipanda CIÊNCIA,VIGILÂNCIA & SAÚDE PÚBLICA.🧪🔬
Eu Sou Técnico de Análises Clínicas e
Estudante Universitário.🏤❤️
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Um estudo publicado em 2017 na revista BMC Cancer investigou uma abordagem chamada terapia fotodinâmica com azul de meti...
23/08/2026

Um estudo publicado em 2017 na revista BMC Cancer investigou uma abordagem chamada terapia fotodinâmica com azul de metileno (MB-PDT) contra células humanas de câncer de mama. É importante esclarecer que o efeito observado não foi causado pelo azul de metileno isoladamente. O protocolo combinou o azul de metileno, utilizado como fotossensibilizador, com irradiação por luz de 640 nm e presença de oxigênio. Essa interação desencadeia processos fotoquímicos capazes de provocar estresse oxidativo e danos às células tumorais.

No estudo, os pesquisadores utilizaram diferentes modelos celulares de câncer de mama, incluindo MDA-MB-231, associada ao câncer de mama triplo-negativo, e MCF-7, um modelo de câncer de mama hormônio-responsivo, além de células mamárias não malignas MCF-10A. Com 20 μM de azul de metileno e irradiação de 640 nm com dose de 4,5 J/cm², a morte celular após 24 horas foi elevada nas células tumorais. Nas culturas 3D, que procuram reproduzir melhor algumas características do tecido, foram observadas taxas de morte de aproximadamente 87% nas MDA-MB-231 e 74% nas MCF-7. As células não malignas apresentaram maior resistência ao tratamento.

O mecanismo é particularmente interessante porque a terapia fotodinâmica depende da combinação de três elementos: fotossensibilizador, luz e oxigênio. Quando o fotossensibilizador é ativado pela luz, podem ser produzidas espécies reativas capazes de provocar alterações celulares e levar à morte das células.

Mas existe uma diferença fundamental entre um resultado promissor de laboratório e um tratamento comprovado para pacientes. Este estudo foi realizado em culturas celulares, incluindo modelos 2D e 3D, e não demonstrou que azul de metileno associado à luz vermelha possa curar câncer de mama em seres humanos. Portanto, os resultados devem ser interpretados como evidência experimental de potencial terapêutico, e não como uma terapia clínica já estabelecida.

A pesquisa mostra como a terapia fotodinâmica continua sendo investigada na oncologia, mas são necessários estudos adicionais, especialmente modelos pré-clínicos e ensaios clínicos, para determinar segurança, eficácia, dose, forma de aplicação e quais pacientes poderiam eventualmente se beneficiar dessa estratégia.

📈Fontes:
DOS SANTOS, A. F. et al. Methylene blue photodynamic therapy induces selective and massive cell death in human breast cancer cells. BMC Cancer, 17, 194, 2017. DOI: 10.1186/s12885-017-3179-7. PubMed⁠
Artigo completo – BMC Cancer/PMC⁠

Em busca de um tratamento que fuja da quimioterapia e ofereça melhor qualidade de vida às pacientes com câncer de mama m...
22/08/2026

Em busca de um tratamento que fuja da quimioterapia e ofereça melhor qualidade de vida às pacientes com câncer de mama metastático HR+ e HER2+, pesquisadores encontraram uma mistura de quatro terapias-alvo que funciona como primeira linha.

Os achados foram publicados na revista Journal of the National Cancer Institute no final de julho. Os medicamentos anastrozole, palbociclibe, trastuzumabe e pertuzumabe foram usados em 29 pacientes com câncer metastático que nunca tinham passado por tratamento.

Cerca de 97% das participantes teve benefícios clínicos nos seis primeiros meses de tratamento, e as pacientes viveram, em média, 25 meses antes de a doenças progredir. Após 39 meses de acompanhamento, 93% das voluntárias ainda estava viva.

“O desafio no tratamento desse tipo de câncer de mama é equilibrar a eficácia com a qualidade de vida. Muitas pacientes, especialmente idosas ou aquelas com outras condições de saúde, podem não ser candidatas ideais para a quimioterapia. Um regime de terapia-alvo que possa ser administrado principalmente por via oral e por injeção subcutânea poderia oferecer uma opção mais conveniente”, explica a principal autora do estudo, Rima Patel, do The Mount Sinai Hospital.

Apenas uma paciente abandonou o tratamento por causa dos efeitos adversos. Uma voluntária está tomando a combinação de medicamentos há seis anos, sem problemas.

Os sintomas mais comuns relacionados à terapia foram neutropenia (baixos níveis de neutrófilos no sangue), baixa contagem de glóbulos brancos, diarreia e anemia.

➡️ Leia a notícia completa no site metropoles.com

E se, no futuro, pessoas com diabetes tipo 1 pudessem receber um pequeno implante capaz de produzir insulina dentro do p...
18/08/2026

E se, no futuro, pessoas com diabetes tipo 1 pudessem receber um pequeno implante capaz de produzir insulina dentro do próprio organismo?

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em colaboração com pesquisadores do Boston Children’s Hospital, estão desenvolvendo um dispositivo implantável que contém células das ilhotas pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina. A proposta é criar uma espécie de “pâncreas bioartificial”, no qual essas células possam detectar a glicose e liberar insulina de acordo com a necessidade do organismo.

Um dos grandes desafios dessa abordagem é que as células transplantadas precisam permanecer vivas e, ao mesmo tempo, escapar da destruição pelo sistema imunológico. Para enfrentar esse problema, os pesquisadores desenvolveram uma estrutura que encapsula as células, permitindo a entrada de nutrientes e glicose e a saída da insulina, enquanto oferece proteção contra a resposta imunológica.

Mas havia outro obstáculo: as células precisam de oxigênio para sobreviver e produzir insulina. Por isso, o dispositivo desenvolvido pelo MIT possui um sistema próprio de geração de oxigênio. O mecanismo utiliza v***r de água presente no organismo para produzir oxigênio, que é então fornecido às células implantadas.

O dispositivo também pode receber energia sem fios por meio de uma antena externa.
Nos experimentos mais recentes, realizados em camundongos e ratos, as células permaneceram vivas e funcionais por pelo menos 90 dias. Durante esse período, produziram quantidade suficiente de insulina para ajudar a manter a glicemia dos animais dentro de níveis considerados saudáveis. Te**es com células derivadas de células-tronco também apresentaram resultados promissores, embora ainda não tenham conseguido reverter completamente o diabetes nos animais.

⚠️ É importante esclarecer: essa tecnologia ainda não é um tratamento disponível para pessoas com diabetes tipo 1. Os resultados foram obtidos em modelos animais e ainda serão necessários novos estudos para avaliar a segurança, a durabilidade do implante, a resposta imunológica e a eficácia em seres humanos.

Se os próximos estudos forem bem-sucedidos, a tecnologia poderá representar uma mudança importante no tratamento do diabetes tipo 1: em vez de depender exclusivamente da aplicação externa de insulina, o objetivo seria utilizar células vivas implantadas para produzir o hormônio de maneira controlada dentro do organismo.

🔬 Ainda não é uma cura para o diabetes tipo 1. É uma tecnologia experimental promissora que pode, no futuro, abrir caminho para tratamentos capazes de reduzir ou até eliminar a necessidade de aplicações frequentes de insulina.

⚠️🔔Fonte principal: Massachusetts Institute of Technology (MIT), Implantable islet cells could control diabetes without insulin injections, publicado em 26 de março de 2026.
MIT News — estudo sobre o implante de células produtoras de insulina

Um estudo realizado por pesquisadores do Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos, encontrou uma possíve...
18/08/2026

Um estudo realizado por pesquisadores do Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos, encontrou uma possível relação entre a suplementação de magnésio, a microbiota intestinal e mecanismos envolvidos na saúde do cólon.

Publicado em setembro de 2025 no American Journal of Clinical Nutrition, o estudo analisou dados do Personalized Prevention of Colorectal Cancer Trial (PPCCT), um ensaio clínico randomizado e duplo-cego que avaliou a suplementação de magnésio em adultos.

Os pesquisadores observaram que, entre participantes com função adequada do gene TRPM7, a suplementação de magnésio esteve associada ao aumento da abundância de duas bactérias intestinais: Carnobacterium maltaromaticum e Faecalibacterium prausnitzii.

Esses microrganismos são de interesse científico porque estudos experimentais anteriores indicaram que podem participar da síntese local de formas de vitamina D no intestino e de mecanismos relacionados à proteção contra alterações que podem contribuir para o desenvolvimento do câncer colorretal.No entanto, é importante não transformar essa associação em uma conclusão de que o magnésio, por si só, previne ou trata o câncer.

O estudo também encontrou diferenças relacionadas ao s**o. O aumento de Carnobacterium maltaromaticum após a suplementação de magnésio foi observado principalmente nas mulheres. Os pesquisadores levantam a possibilidade de que fatores relacionados ao metabolismo do magnésio possam contribuir para essa diferença, mas essa hipótese ainda precisa de investigação adicional.

⚠️ O ponto mais importante: o estudo não provou que tomar magnésio evita o câncer colorretal e também não demonstrou que a suplementação seja um tratamento contra a doença. Os resultados mostram uma possível relação entre o magnésio e alterações específicas da microbiota intestinal, que podem ajudar a compreender novos mecanismos de prevenção do câncer.

Portanto, a conclusão mais correta é que a suplementação de magnésio pode modificar determinadas bactérias da microbiota intestinal, especialmente em pessoas com determinadas características genéticas do TRPM7, e essa alteração pode estar relacionada a mecanismos de metabolismo da vitamina D e à saúde do cólon. São necessários novos estudos para determinar se essas alterações realmente resultam em menor risco de câncer colorretal.

🔬 A ciência continua mostrando que a relação entre nutrientes, microbiota intestinal e câncer é complexa. Este estudo é promissor, mas não justifica o uso de suplementos de magnésio como forma de prevenir ou tratar o câncer.

📚 Referência científica:
SUN, E. et al. Magnesium treatment increases gut microbiome synthesizing vitamin D and inhibiting colorectal cancer: results from a double-blind precision-based randomized placebo-controlled trial. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 122, n. 5, p. 1185–1194, 2025. DOI: 10.1016/j.ajcnut.2025.09.011. PMID: 40946805.
Fonte: PubMed / National Library of Medicine e ClinicalTrials.gov.

🥼Pesquisadores da KAIST, na Coreia do Sul, desenvolveram uma estratégia experimental que procura fazer com que células d...
15/08/2026

🥼Pesquisadores da KAIST, na Coreia do Sul, desenvolveram uma estratégia experimental que procura fazer com que células de câncer colorretal recuperem características semelhantes às de células intestinais normais, em vez de simplesmente destruí-las. O estudo, publicado na revista científica Advanced Science, utilizou uma abordagem computacional para identificar reguladores importantes do processo de diferenciação celular.

Os pesquisadores identificaram três reguladores — MYB, HDAC2 e FOXA2 — e observaram que a redução simultânea da atividade desses fatores levou células de câncer colorretal a adquirir características semelhantes às de enterócitos, células que revestem o intestino. As células apresentaram menor proliferação e características moleculares mais próximas das células normais. O efeito foi observado em experimentos realizados in vitro e também em modelos animais.

A estratégia é chamada de reversão do câncer porque, em vez de ter como objetivo principal eliminar diretamente as células tumorais, procura modificar o seu estado biológico e fazê-las perder características associadas à malignidade. Essa abordagem pode representar uma nova direção para a investigação de tratamentos contra o câncer.

⚠️ É importante, porém, não interpretar o resultado como uma cura. O estudo ainda está no campo experimental e não demonstrou que essa estratégia possa tratar pacientes com câncer.

Os resultados foram obtidos em células de câncer colorretal e em modelos animais, sendo necessários estudos adicionais para avaliar se a abordagem é segura, eficaz e aplicável em seres humanos. Além disso, os próprios pesquisadores destacam que a estratégia pode não funcionar da mesma forma em outros tipos de câncer.

Portanto, a informação correta é: cientistas sul-coreanos conseguiram, em laboratório e em modelos animais, reprogramar células de câncer colorretal para um estado semelhante ao de células intestinais normais, utilizando o controle de três reguladores genéticos.

O resultado é promissor e abre uma nova possibilidade de investigação na oncologia, mas ainda está distante de ser um tratamento disponível ou uma cura comprovada.

⚠️Fonte científica: Gong JR, Lee CK, Kim HM, Kim J, Jeon J, Park S, Cho KH. Control of Cellular Differentiation Trajectories for Cancer Reversion. Advanced Science, 2025;12(3):2402132. DOI: 10.1002/advs.202402132.

🇧🇷🥼❤Uma história que reúne esperança e avanço científico ganhou destaque no Brasil em 2023. O publicitário Paulo Peregri...
14/08/2026

🇧🇷🥼❤Uma história que reúne esperança e avanço científico ganhou destaque no Brasil em 2023. O publicitário Paulo Peregrino, diagnosticado com linfoma não-Hodgkin e submetido a diversos tratamentos ao longo de mais de uma década, alcançou remissão completa da doença após receber uma terapia experimental com células CAR-T Cell desenvolvida no Brasil.

O tratamento foi realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em parceria com o Hemocentro de Ribeirão Preto, o Centro de Terapia Celular (CTC-USP) e o Instituto Butantan.

A terapia CAR-T utiliza linfócitos T do próprio paciente, células responsáveis pela defesa do organismo, que são coletadas e geneticamente modificadas em laboratório para reconhecer e destruir células tumorais. Após essa modificação, as células são reinfundidas no paciente para atuar de forma direcionada contra o câncer.

No caso de Paulo Peregrino, os exames realizados aproximadamente 48 dias após o tratamento não identificaram sinais detectáveis do linfoma, indicando remissão completa. O resultado foi considerado extremamente relevante pelos pesquisadores, especialmente porque o paciente já havia passado por múltiplas linhas de tratamento, incluindo quimioterapia intensiva e transplante de medula óssea.

Apesar do sucesso do caso, é importante destacar que remissão completa não significa necessariamente cura definitiva. Pacientes submetidos à terapia CAR-T precisam manter acompanhamento médico contínuo, pois ainda existe a possibilidade de recaída em alguns casos. Além disso, o tratamento brasileiro continua em fase de pesquisa clínica, sendo oferecido dentro de protocolos experimentais e ainda não disponível de forma ampla para toda a população.

O caso representa um marco importante da ciência brasileira, demonstrando o potencial da terapia celular desenvolvida no país para o tratamento de linfomas e outros cânceres hematológicos. Os resultados reforçam a importância dos investimentos em pesquisa e abrem caminho para novas estratégias terapêuticas mais precisas e personalizadas.

⚠️🔥Fontes

Hemocentro de Ribeirão Preto / USP. Terapia experimental com células CAR-T alcança remissão em paciente com câncer há 13 anos. Disponível em: https://www.hemocentro.fmrp.usp.br/terapia-experimental-com-celulas-car-t-alcanca-remissao-em-paciente-com-cancer-ha-13-anos/

Hemocentro de Ribeirão Preto / USP. Paciente com remissão total de câncer volta para casa. Disponível em: https://www.hemocentro.fmrp.usp.br/paciente-com-remissao-total-de-cancer-volta-para-casa/

Centro de Terapia Celular da USP (CTC-USP). Terapia experimental com células CAR-T alcança remissão em paciente com câncer há 13 anos. Disponível em: https://ctcusp.org/terapia-experimental-com-celulas-car-t-alcanca-remissao-em-paciente-com-cancer-ha-13-anos/

ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia. Paciente que tratou câncer com terapia celular completa um ano de remissão da doença. Disponível em: https://abrale.org.br/noticias/paciente-que-tratou-cancer-com-terapia-celular-completa-um-ano-de-remissao-da-doenca-tomei-um-vinhozinho-para-comemorar/

Um importante avanço da oftalmologia foi registrado no Hospital Molinette, em Turim, na Itália, onde um homem de 83 anos...
14/08/2026

Um importante avanço da oftalmologia foi registrado no Hospital Molinette, em Turim, na Itália, onde um homem de 83 anos, cego havia cerca de 30 anos, recuperou parcialmente a visão após uma cirurgia considerada pioneira. O paciente havia perdido primeiro a visão do olho esquerdo devido a um dano irreversível da retina e, posteriormente, ficou cego também do olho direito em consequência de uma doença rara que comprometeu gravemente a superfície ocular.

Para tentar restaurar a visão, a equipe liderada pelos oftalmologistas Michele Reibaldi e Vincenzo Sarnicola realizou um autotransplante ocular, utilizando tecidos saudáveis do olho esquerdo — que já não possuía possibilidade funcional de recuperação — para reconstruir o olho direito, que apresentava melhores condições para voltar a funcionar.

A cirurgia envolveu praticamente a substituição completa da superfície ocular, incluindo córnea, conjuntiva e parte da esclera, estruturas fundamentais para a estabilidade e integração do transplante. Segundo os médicos, a principal inovação foi expandir o transplante tradicional de córnea para todo o complexo conjuntivo-escleral, algo especialmente relevante em casos em que a superfície ocular está amplamente destruída.

Duas semanas após o procedimento, o paciente já conseguia reconhecer pessoas e objetos e locomover-se sem ajuda, indicando uma recuperação visual significativa. Apesar do resultado promissor, os especialistas ressaltam que se trata de um caso pioneiro, e que novos estudos serão necessários para confirmar a eficácia e a aplicabilidade da técnica em outros pacientes.

Esse procedimento demonstra o potencial das abordagens de reconstrução ocular avançada e abre perspectivas para o tratamento de formas graves de cegueira que antes eram consideradas sem possibilidade terapêutica.

Fontes

ANSA – Man regains sight in groundbreaking surgery. Disponível em: https://www.ansa.it/english/news/general_news/2023/03/24/man-regains-sight-in-groundbreaking-surgery_7f5622bb-f

🧬 Durante a Conferência Internacional sobre Aids (IAS 2025), realizada no Rio de Janeiro, pesquisadores anunciaram dois ...
08/08/2026

🧬 Durante a Conferência Internacional sobre Aids (IAS 2025), realizada no Rio de Janeiro, pesquisadores anunciaram dois novos casos de possível remissão sustentada do HIV. Os pacientes, identificados pelos nomes de estudo “Ascent” e “Kansas City”, permanecem com carga viral indetectável após a interrupção da terapia antirretroviral.

Com esses registros, o número de casos documentados de remissão prolongada ou possível cura funcional do HIV chegou a 13 em todo o mundo, segundo os pesquisadores apresentados no evento.

Os dois pacientes foram submetidos a transplantes de células-tronco hematopoéticas para tratar doenças graves do sangue, como leucemias e outros distúrbios hematológicos. Os doadores possuíam uma mutação rara no gene CCR5 (CCR5-delta32), que dificulta a entrada do HIV em determinadas células do sistema imunológico.

📌 Um dos pacientes permanece há cerca de 14 meses sem antirretrovirais, enquanto o outro está há aproximadamente 12 meses sem tratamento, mantendo a carga viral indetectável durante o acompanhamento clínico.

Especialistas ressaltam que esse procedimento é extremamente complexo, arriscado e indicado apenas para situações específicas, não podendo ser utilizado como estratégia de tratamento para a maioria das pessoas que vivem com HIV.

Em entrevista à Veja, o infectologista Ricardo Sobhie Diaz, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), destacou que esses casos reforçam a ideia de que “a cura do HIV é biologicamente possível”. Atualmente, pesquisadores investigam formas de reproduzir os mecanismos observados nesses pacientes sem a necessidade de transplantes, incluindo terapias capazes de atingir os reservatórios virais, locais onde o HIV pode permanecer oculto no organismo mesmo durante o tratamento convencional.

Embora os resultados representem um avanço importante na pesquisa sobre a cura do HIV, os cientistas enfatizam que ainda são necessários estudos mais amplos e acompanhamento de longo prazo para confirmar a duração da remissão observada nesses pacientes.

📚 Fontes
• Veja. Dois novos casos de possível cura do HIV são apresentados na Conferência Internacional...
🔗 https://veja.abril.com.br/saude/dois-novos-casos-de-possivel-cura-do-hiv-sao-apresentados-na-conferencia-internacional-sobre-aids/
• IAS 2025 – International AIDS Society Conference. Resumos científicos apresentados no encontro realizado no Rio de Janeiro.
🔗 https://www.iasociety.org/conferences/ias2025
• UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo. Informações institucionais sobre pesquisas em HIV/Aids.
🔗 https://www.unifesp.br

🇧🇷Uma conquista importante para a medicina acaba de ampliar as perspectivas no tratamento do mieloma múltiplo, um tipo d...
28/07/2026

🇧🇷Uma conquista importante para a medicina acaba de ampliar as perspectivas no tratamento do mieloma múltiplo, um tipo de câncer que afeta a medula óssea. O Brasil tornou-se o segundo país do mundo a aprovar uma combinação de imunoterapias capaz de reduzir em até 83% a progressão da doença, representando um dos avanços mais expressivos já registrados para pacientes com esse diagnóstico.

O tratamento combina duas imunoterapias que atuam estimulando o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas de forma mais eficiente. Os resultados apresentados demonstraram um controle significativamente maior da doença quando comparados às terapias convencionais.

Embora o mieloma múltiplo ainda não tenha cura na maioria dos casos, os avanços científicos vêm transformando a forma como a doença é tratada, proporcionando mais tempo de controle, melhor qualidade de vida e novas possibilidades terapêuticas para milhares de pacientes.

Essa aprovação reforça a importância da pesquisa clínica e da inovação no combate ao câncer, além de destacar a necessidade do diagnóstico precoce e do acompanhamento com um hematologista. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de iniciar o tratamento adequado e alcançar melhores resultados.

A medicina continua avançando, e cada nova descoberta representa mais esperança para pacientes, familiares e profissionais de saúde.

Uma estratégia inovadora desenvolvida pelo biomédico brasileiro Matheus Henrique Dias pode representar um novo caminho n...
25/07/2026

Uma estratégia inovadora desenvolvida pelo biomédico brasileiro Matheus Henrique Dias pode representar um novo caminho no tratamento do câncer. Diferentemente das terapias convencionais, que procuram impedir a multiplicação das células tumorais, a técnica propõe hiperestimular sua divisão e, simultaneamente, bloquear os mecanismos responsáveis por controlar o estresse celular. Como consequência, as células cancerígenas ficam sobrecarregadas, entram em colapso e morrem, enquanto as células saudáveis permanecem preservadas.

Nos estudos pré-clínicos, realizados em laboratório e em modelos animais de câncer colorretal, a abordagem demonstrou reduzir significativamente o crescimento dos tumores, com menor impacto sobre os tecidos saudáveis em comparação com a quimioterapia tradicional. Os pesquisadores também observaram que, mesmo quando algumas células tumorais sobrevivem ao tratamento, elas tendem a se tornar menos agressivas, o que pode contribuir para reduzir a resistência terapêutica.

A pesquisa teve início no Instituto Butantan e atualmente é conduzida no Instituto do Câncer da Holanda (Netherlands Cancer Institute – NKI), onde Matheus Henrique Dias atua como cientista sênior. A estratégia segue em desenvolvimento e a próxima etapa será sua avaliação em ensaios clínicos com seres humanos, que deverão confirmar sua segurança e eficácia antes que possa ser incorporada à prática médica.

🇧🇷Fonte: Netherlands Cancer Institute (NKI) – Beating by overheating: new strategy to combat cancer; Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) – Tilt no câncer: Biomédico lidera pesquisa que muda radicalmente a forma de combater as células cancerígenas.

Endereço

Camama
Rio De Janeiro, RJ

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