Diário de Tamoios

Diário de Tamoios Um outro lado da notícia

A história de força, determinação e superação de Walisson Pereira da Silva, de 32 anos, é digna de aplausos. O jovem, qu...
30/11/2023

A história de força, determinação e superação de Walisson Pereira da Silva, de 32 anos, é digna de aplausos. O jovem, que morou nas ruas durante cinco anos, conseguiu se formar em Direito e agora quer ajudar os outros, como defensor público.

Walisson viveu durante 5 anos na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. Dormia na rua, pedia esmola, comia alimentos que tirava do lixo, estudava em bibliotecas públicas, mas nunca perdeu a esperança.

Há dois meses, ele se tornou bacharel em direito, depois de prestar o Enem e conseguir bolsa em uma faculdade particular de Brasília.

A cerimônia de formatura será no fim de março, com direito a festa totalmente paga pela empresa de eventos, que conheceu e se comoveu com a história do jovem.

Ajuda

Para se preparar para “o grande dia”, Walisson criou na época uma vaquinha online para arrecadar fundos para um tratamento dentário e, ainda, conseguir recursos para se manter, já que está desempregado. “Estraguei meus dentes com essa vida nas ruas e, hoje, um grupo de amigos se juntou para pagar meu aluguel”, disse ao G1.

Com as despesas mensais entre alimentação, transporte e aluguel, Walisson paga cerca de R$ 750. “Também preciso me manter para passar no Exame de Ordem [dos Advogados]. Quero ser, acima de tudo, um defensor público.”

História

Aos 18 anos, Walisson conta que foi obrigado pelo pai a abandonar os estudos, no nono ano do ensino fundamental. Ele conta que sofria violências físicas, por isso fugiu de casa e foi viver nas ruas.

Durante esse período, em 2003, o jovem diz ter sido vítima de outros tipos de violência fora de casa e, a cada instante, pensava “se seria o próximo a morrer”, lembra.

“Vi várias pessoas morrendo na minha frente. A rodoviária é um lugar triste, e só sabe disso quem viveu”.

A virada

A vida começou a mudar quando o jovem foi ajudado por um homem que o encontrou em uma parada de ônibus, na 904 Sul.

Ao perceber a vontade dele em voltar a estudar, o rapaz ofereceu um comprovante de residência para que Walisson se matriculasse em uma escola pública e concluísse os estudos.

“Eu ia sujo para sala de aula, passava a noite toda acordado pedindo esmola, acordava com sol quente no rosto, era uma saga triste”, lembra.

Conhecimento é poder

“Me emociona lembrar o quanto eu queria sair das ruas. Eu sabia que os estudos eram a única forma de eu sair daquele lugar.”

“Conhecimento é poder, e quem tem conhecimento não aceita qualquer coisa na vida como opção”, afirma Walisson.

Em 2010, Walisson concluiu o ensino básico no Centro de Ensino 123, em Samambaia e focou no Exame Nacional do Ensino Médio, Enem.

Ele buscava refúgio em bibliotecas da capital. As horas dedicadas aos livros resultaram na aprovação em uma faculdade particular um depois, com 100% de financiamento no valor da mensalidade.

Com medo de ser discriminado, Walisson escondeu por um bom tempo a condição de morador em situação de rua.

“Eu tinha medo de descobrirem minha história, sentia vergonha, e dizia que estava sujo porque vinha do trabalho”, lembra.

Casa nova

No segundo ano do curso de direito, em 2016, Walisson conseguiu um estágio e, com o salário, conseguiu pagar um aluguel em Samambaia. Dos R$ 800 da bolsa, R$ 700 f**avam comprometidos todos os meses com as despesas da casa.

Walisson concluiu o curso e, em dezembro do ano passado, se tornou bacharel em direito. Formado, mas ainda desempregado, ele sonha em conseguir um emprego para se manter.

Para ele, o próximo passo, agora, é se tornar um advogado e, futuramente, atuar na Defensoria Pública.

Walisson escolheu o direito na tentativa de ajudar outras pessoas que, assim como ele, “tiveram o acesso negado à educação, à justiça e a todos os direitos básicos”, diz.

“Escolhi o direito porque vi tantas injustiças acontecerem no coração da capital do país, tantos direitos sendo violados, e quis ajudar as pessoas a mudarem de vida”, concluiu.

/ Concurso Público

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está com sua participação 100% confirmada no Concurso Nacional ...
30/11/2023

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está com sua participação 100% confirmada no Concurso Nacional Unif**ado, projeto inédito do Ministério da Gestão e da Inovação.

Autorizado com 895 vagas efetivas, as oportunidades serão distribuídas entre um cargo de nível médio (300 vagas) e quatro funções de nível superior (595 vagas). Já os salários iniciais variam entre R$ 3.741,82 e R$ 9.373,19.

De acordo com a solicitação feita no primeiro semestre deste ano, a expectativa é que o edital IBGE contemple vagas para:

Técnicos em Informações
Nível de escolaridade médio como exigência
Salário: R$ 3.677,27

Analistas de Planejamento
Nível superior como exigência
Salário: R$ 8.488,47

Pesquisadores em Informações Geográf**as e Estatísticas
Nível superior como exigência
Salário: R$ 9.389,06

Vale lembrar que um novo edital do concurso IBGE efetivos não é publicado desde 2015.

Último Concurso

O último edital para o Concurso IBGE efetivo foi publicado em 2015, com vencimento em 10 de maio de 2018. A banca realizadora foi a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e o certame ofertou 600 vagas para cargos de nível médio e superior, sendo: 460 vagas para Técnico, 50 para Tecnologista e 90 para Analista. Veja a apostila para começar os estudos AQUI.

A seleção foi composta por provas objetivas para todas as áreas, prova discursiva e prova prática para cargos específicos.

A previsão é que o edital seja publicado dia 20 de dezembro, com provas entre fevereiro e março de 2024.

/ Concurso Público

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Sesi/Senai, através do sistema Firjan, anunciou o edital de abertura para realização do novo Processo Seletivo. As oport...
30/11/2023

Sesi/Senai, através do sistema Firjan, anunciou o edital de abertura para realização do novo Processo Seletivo. As oportunidades são para estudantes de níveis técnico e superior. As inscrições são gratuitas.

Conforme o edital, há oportunidades para trabalhar nas seguintes Unidades:

➢ SENAI SEDE (CENTRO)

➢ SENAI SEDE (TIJUCA)

➢ SENAI TIJUCA

➢ SENAI BARRA DO PIRAI

➢ SENAI CAXIAS

➢ SENAI FRIBURGO

➢ SENAI IST AUTOMACAO INDUSTRIAL (BENFICA)

➢ SENAI IST QUIMICA E MEIO AMBIENTE (MARACANÃ)

➢ SENAI MACAE

➢ SENAI RESENDE

➢ SENAI TRES RIOS

➢ SESI BARRA MANSA

➢ SESI BENFICA

➢ SESI BINGEN (PETRÓPOLIS)

➢ SESI CAMPOS

➢ SESI CAXIAS

➢ SESI LARANJEIRAS

➢ SESI MACAE

➢ SESI MARACANÃ

➢ SESI NOVA IGUACU

➢ SESI RESENDE

➢ SESI SANTA CRUZ

➢ SESI SAO GONCALO

➢ SESI SEDE (CENTRO)

➢ SESI SEDE (TIJUCA)

➢ SESI TRES RIOS

➢ SESI VOLTA REDONDA

Os contratados devem exercer carga horária entre 20 e 30 horas semanais.

Benefícios:

Bolsa auxílio compatível com o mercado;

Auxílio Refeição;

Auxílio Transporte;

Recesso Remunerado;

Seguro de Vida.

Inscrições

Os interessados podem se inscrever exclusivamente pela internet por meio do site do Firjan, no período de 06/11/2023 a 03/12/2023.

Até o dia 08/12/2023, o Firjan entrará em contato com os inscritos que tiveram o seu currículo aprovado na Análise Curricular.

É necessário apresentar a declaração de matrícula ativa na instituição, constando o período que está cursando e a previsão de conclusão. Esse documento será solicitado na primeira etapa do processo.

Para mais informações acesse o edital/comunicado no site do Firjan

/ Concurso Público

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O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro é oficialmente autorizado, o novo concurso será para o Curso de...
30/11/2023

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro é oficialmente autorizado, o novo concurso será para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) 2024.

Ao todo, serão ofertadas 50 vagas para oficiais combatentes de carreira!

Para concorrer a uma vaga, é precisa ter no mínimo 18 anos; estar em dia com as obrigações militares nos termos da Lei de Serviço Militar; ter concluído o Ensino Médio até a data da matrícula. Veja a apostila para começar os estudos AQUI.

O Curso de Formação de Oficiais (CFO) tem duração de quatro anos e acontece na Academia de Bombeiro Militar Dom Pedro II (ABMDP II). Durante esse período, os cadetes receberão uma remuneração bruta de R$4.227,16. Após a formação, os aprovados irão ocupar o posto de aspirante a oficial, com uma renda bruta de R$9.413,37.

Vale destacar ainda que o primeiro colocado no curso será automaticamente alçado ao posto de segundo-tenente, com renda bruta de R$10.448,17.

A Getúlio Vargas (FGV) foi contratada como banca organizadora do novo certame. Com isso, o edital pode sair a qualquer momento.
O edital ainda não tem data para ser divulgado, mas, segundo o estado, será publicado ainda este ano.

Último concurso Bombeiros RJ

Realizado anualmente, o último concurso CBMERJ, com vagas para o CFO (2023) teve seu edital publicado em 2022, por meio da Fundação Getulio Vargas (FGV).

/ Concurso Público

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29/11/2023

Id**ta da Objetividade: – Aquela final foi a primeira do Brasileiro a ser decidida na disputa de pênaltis.

João Sem Medo: – E foi um festival de pênaltis perdidos. No fim, o São Paulo, que tinha um time mais pesado e se aproveitou do campo encharcado para se defender, acabou levando a taça.

Houve mais um burburinho, com os atleticanos reclamando muito da arbitragem. Então, Zé Ary interveio.

Garçom: – Minha gente, já que aquela decisão terminou nos pênaltis, vamos aproveitar para ouvir uma música aqui no som sobre o tema, até pra acalmar os ânimos que estão f**ando muito exaltados. É “O medo do artilheiro na hora do pênalti”, de DJ Dolores, Lúcio Maia e Pio Lobato, com DJ Dolores e a Orchestra Santa Massa. Vamos lá!

O pessoal se diverte com a música e tudo f**a mais sereno, quando João Sem Medo retoma a pelota.

João Sem Medo: – Meus amigos, eu falava antes dos nossos dirigentes, dos nossos maus dirigentes. A tabela, o número de clubes e o regulamento do Campeonato Brasileiro foram mudados diversas vezes.

Garçom: – Até hoje se discute quem foi o campeão de 87: Flamengo ou Sport.

Id**ta da Objetividade: – E, por isso, quem deveria f**ar com a Taça das Bolinhas, Flamengo ou São Paulo. A CBF instituiu esta taça para f**ar com o primeiro clube que conquistasse primeiro três títulos seguidos ou cinco alternados. Mas isso, antes de reconhecer os títulos da Taça Brasil e do Robertão, pois se fosse depois, teria de f**ar com o Palmeiras.

Garçom: – Que confusão!

Sobrenatural de Almeida: – Assombroso!

João Sem Medo: – Eles ataram o nó e o futebol conseguiu f**ar mais desorganizado que o país naquela época. Depois da Copa do México, em 86, levaram todos os nossos jogadores para a Europa, com exceção do goleiro, e ficou por aqui o segundo escalão e as revelações. Não era mais possível aguentar competições deficitárias, nem estádios vazios. Aí veio o Clube dos 13, selecionaram 16 times, o que me pareceu certo, mas não era lá muito justo. Sport e Guarani resolveram melar a final do Grupo Amarelo e deixaram o juiz sozinho em campo. Enquanto isso, o Flamengo dava a volta olímpica no Maracanã carregando uma taça e o mérito de campeão brasileiro.

Alguns torcedores e ex-jogadores do Sport presentes protestam, mas João Sem Medo prossegue.

João Sem Medo: – Uma coisa é certa, foi justo virar a mesa e se insubordinar contra os campeonatos do Otávio Pinto Guimarães, Caixa D’Água, Rubens Hoffmeister e outros dirigentes que usufruíam do esporte na época todas as mordomias possíveis e imagináveis. O Clube dos Treze virou uma das mais sujas mesas da história de nosso futebol. O público prestigiou as duas partidas finais e deu o recado: queria assistir a grandes jogos.

Houve mais alguns protestos.

Id**ta da Objetividade: – Em 1986 a CBF declarou que não tinha dinheiro para organizar o Campeonato Brasileiro com 40 times. Os principais clubes do Brasil, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Grêmio, Inter e Bahia, então se reuniram, fundaram o Clube dos 13, obtiveram verba com patrocinadores e transmissão pela TV. Com o aval da CBF realizaram a Copa União, com mais três clubes: Goiás, Santa Cruz e Coritiba. Guarani, vice-campeão em 86, e o América do Rio, o quarto colocado, f**aram fora.

Ouvem-se protestos no público quando América e Guarani são citados.

Garçom: – Foi mesmo injusto com os dois clubes. Mas senhor…

Ceguinho Torcedor: – Id**ta da Objetividade, prossiga, por favor…

Id**ta da Objetividade: – A CBF montou um torneio paralelo, chamado de Módulo Amarelo, com os outros principais clubes, mas o América do Rio se recusou a participar. O Sport entrou no lugar do Inter de Limeira, campeão paulista do ano anterior. Para valorizar o seu torneio, a CBF sugeriu em reunião que o campeão e o vice do Módulo Amarelo disputassem o título brasileiro com o campeão e vice do Verde, que era a Copa União. O representante do Clube dos 13, Eurico Miranda, do Vasco, aceitou, mas a diretoria do Clube dos 13, presidido por Marcio Braga, do Flamengo, decidiu recusar a proposta. O impasse não foi resolvido até hoje.

João Sem Medo: – Acabou que o Sport e o Guarani disputaram a final da CBF, já em 88, e o time pernambucano foi o vencedor.

Garçom: – E os dois disputaram a Libertadores daquele ano, né?

Id**ta da Objetividade: – Sim, e oficialmente não foi aceito nem pelo Supremo Tribunal Federal a divisão do título entre Flamengo e Sport, proposto pela CBF em 2011.

Sobrenatural de Almeida: – Isso sim é assombroso.

Id**ta da Objetividade: – O campeonato de 88 também foi chamado de Copa União, teve a participação do América do Rio e serviu para apaziguar os ânimos. Ao todo, foram 24 equipes que disputaram a primeira divisão daquele ano.

João Sem Medo: – A competição também só terminou no ano seguinte e teve uma série de confusões.

Id**ta da Objetividade: – Sim, uma delas ocorreu logo na primeira rodada. A CBF decidiu o regulamento em cima da hora, com três pontos para o vencedor e dois pontos para o time que vencesse a disputa de pênaltis, no caso de empate no tempo normal. Fluminense e Botafogo, que jogaram no Maracanã, tentaram se insurgir e não fizeram a disputa depois do jogo terminar empatado em 1 a 1. Houve depois um acordo e os dois times voltaram no meio de semana ao Maracanã ap***s para a disputa de pênaltis.

Garçom: – Que confusão!

Sobrenatural de Almeida: – Assombroso!

João Sem Medo: – Uma barbaridade!

Ceguinho Torcedor: – Eu fui lá, os portões foram abertos e vi o meu tricolor vencer nos pênaltis. Se bem que eu já não precisasse dos portões abertos pra entrar no Maracanã.

Todos riem.

Garçom: – Bom, se o assunto voltou a ser pênalti, músicas não faltam. Vou colocar mais uma aqui pra tocar: se antes foi o artilheiro, agora é “O medo do goleiro diante do pênalti”, de e com Marco Ferrari.

Por Eduardo Lamas Neiva

/ Hora do Penalti

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10/10/2023

O embaixador da Palestina no Reino Unido, Husam Zomlot, deu uma aula ao jornalista Lewis Vaughan, da BBC, sobre o conflito entre Israel e o grupo armado Hamas nos últimos dias. Ele deixa claro que o debate mais importante sobre o episódio é “como impedir os massacres de Israel contra civis palestinos”.

O entrevistador ignorou o contexto histórico dado pelo embaixador e pediu para ele se limitar aos últimos dias de conflito, respondendo se apoia ou não o ataque promovido pelo Hamas.

“Essa não é a pergunta correta, Lewis. Não é uma pergunta importante. O Hamas é um grupo militante. Você está falando com o representante palestino. A nossa posição é bem conhecida e bastante clara”, responde Zomlot.

O jornalista insiste na pergunta e Zomlot lembra que Israel tem atacado civis “e isso não tem ocorrido só nas últimas 48 horas”. “Hamas não é o governo palestino, ok? O governo israelense está mobilizando seu exército organizado. Então, por favor, não trace uma falsa simetria aqui. Não equipare as duas coisas. Não há como traçar uma simetria. Não equipare o invadido e o invasor”, prossegue o embaixador.

Ele ainda deixa claro que ser obrigado a emitir uma manifestação sobre o ataque do Hamas “não é uma argumentação justa”. “A questão que realmente importa é: como nós interrompemos esse ciclo vicioso mortal?”, conclui.

Os ataques aéreos de Israel deixaram pelo menos 687 palestinos mortos e 3.726 feridos. Os bombardeios são uma resposta ao ataque promovido pelo grupo armado Hamas no último sábado (7), que matou mais de 700 israelenses.

Israel ainda promoveu um “cerco total” a Gaza, cortando o fornecimento de luz, alimentos e combustíveis. Após os ataques, um porta-voz da Brigada Al-Qassam, braço armado do grupo, prometeu executar um refém a cada ataque “sem aviso prévio” dos israelenses.

As medidas tomadas por Israel podem levar os hospitais de Gaza a um colapso e aumentar ainda mais o número de mortes na região. Médicos e organizações de saúde do território têm pedido auxílio para a comunidade internacional pressionar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a liberar a passagem de medicamentos e combustíveis.

Por Caique Lima

/ Certeiro

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Imagine o noticiário trazendo a informação de que o México decidiu aderir a uma aliança militar liderada pela China. Ato...
04/10/2023

Imagine o noticiário trazendo a informação de que o México decidiu aderir a uma aliança militar liderada pela China. Ato contínuo, o gigante asiático declara que a aliança enviará armamentos pesados para suprir uma base a ser montada no país da América do Norte.

A hipótese foi levantada durante entrevista ao Times Radio pelo linguista e sociólogo americano Noam Chomsky, que questiona: “qual seria a reação dos Estados Unidos (EUA) a isso?”. Chomsky é Professor Emérito em Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (IMT, na sigla em inglês).

O renomado pensador fez essa reflexão ao tratar da reação da Rússia às intenções de a Ucrânia aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Você sabe o que ocorreria com o México: seria arrasado”. Questionado se estaria comparando a Otan à Rússia e à China, Chomsky foi enfático.

“Não, não estou. A Otan é uma organização militar muito mais agressiva. Invadiu a Iugoslávia, invadiu a Líbia, ajudou a invadir a Ucrânia e ajudou a invadir o Afeganistão. No Ocidente não é permitido pensar assim porque todos nós devemos estar alinhados ao partido (em referência ao livro 1984, de George Orwell)”, disse.

Início dos anos 2000

Essa não foi a primeira análise feita à imprensa por Chomsky acerca do tema. No início dos anos 2000, ele já alertava a opinião pública para o avanço da Otan no Leste Europeu. Para ele, naquela época, a Rússia vinha cobrando diplomaticamente a Otan, mas logo trataria de outra forma o assunto.

Em outras palavras, o professor do IMT se mostrava preocupado com as consequências da política de expansão da Otan para países que compunham a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e do próprio Império Russo, derrubado em 1917 pelos bolcheviques.

Um avanço que leva à Rússia o mesmo tipo de ameaça bélica e à soberania que, na hipótese levantada por Chomsky ao Times Radio, levaria aos EUA a entrada do México em uma aliança militar exógena aos interesses da Casa Branca. Para Chomsky, não se trata de ser pró-Rússia, mas de analisar as consequências evidentes do que a Otan se tornou pós-Guerra Fria.

Dissolução da URSS

Chomsky lembra que como parte do acordo de dissolução da antiga URSS a Otan não avançaria para os países desmembrados do bloco soviético. Ocorre que a Otan foi criada em 1949, já no contexto da Guerra Fria, para estabelecer uma frente militar de países capitalistas ante à URSS.

Em resposta, se constituiu o Pacto de Varsóvia, uma aliança militar assinada em 1955, na cidade de Varsóvia, Polônia, entre a União Soviética e sete outras repúblicas socialistas do Bloco Oriental da Europa Central e Oriental. Esse pacto deixou de existir com a dissolução da URSS.

Chomsky volta a questionar: por que a Otan seguiu ativa se a sua razão de existir era a ameaça representada pela URSS? A Casa Branca enxergou na Otan a possibilidade de fazer frente ao multilateralismo das Nações Unidas e avançar bases militares pela Europa, Oriente Médio, Ásia e Norte da África.

Em 1991, quando a bandeira da URSS baixou e a da Rússia foi hasteada, a Otan deixou de se preocupar com o comunismo para voltar suas atenções a uma geopolítica não mais pautada pela bipolaridade, senão a partir de interesses econômicos e militares mais amplos sobretudo do país que lidera a aliança.

Chama a atenção o fato de que a Otan, que atravessa a Guerra Fria sem engajamento militar algum, tem um grande ativismo no período pós-Guerra Fria. A permanência da aliança transatlântica passa a ser fator fundamental para que a Otan assuma um caráter intervencionista, alheio aos seus fundamentos.

Por Renato Santana

/ Guerra na Ucrânia

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Em cartaz na Netflix, o docudrama alemão Cabaré Eldorado: O Alvo dos Nazistas, de Benjamin Cantu, vai surpreender muita ...
28/09/2023

Em cartaz na Netflix, o docudrama alemão Cabaré Eldorado: O Alvo dos Nazistas, de Benjamin Cantu, vai surpreender muita gente que acha que as questões de gênero surgiram agora. Está tudo ali, 100 anos atrás, na boate que dá nome ao filme e também nas ruas de Berlim nos anos 1920 e 1930: transe***is, bisse***is, homosse***is, lésbicas… Não há nada de novo sob o sol, nem mesmo a opressão sobre estas pessoas que virá com o nazismo. Presume-se que entre 10 e 15 mil homosse***is tenham sido enviados a campos de concentração.

A liberdade da cena q***r da capital alemã antes de Adolf Hi**er era tão grande que até mesmo um alto comandante nazista gay frequentava o Cabaré Eldorado. Ernst Röhm era o braço direito do führer e é apontado como um dos principais responsáveis pela ascensão do nazismo. Embora não escancarada, a homossexualidade dele era fato conhecido em Berlim. A imprensa publicava cartuns sobre sua vida privada e revelou cartas onde Röhm assumia ser “orientado para o mesmo s**o”.

No começo, Hi**er tolerava a homossexualidade de Röhm e fazia ouvidos moucos aos rumores sobre a broderadagem entre os rapazes das SA (Sturmabteilung ou “Tropas de Assalto”, a milícia paramilitar do nazismo), que ele liderava. Hi**er e Röhm eram tão íntimos que o comandante era um dos poucos oficiais, senão o único, a tratar o líder nazista pelo prenome du (você), por “Adolf” e até pelo apelido “Adi”, a ponto de surgirem rumores –nunca comprovados– de que o próprio Hi**er fosse homossexual.

Logo, porém, os nazistas adotariam a pauta moral como estratégia de poder e a homofobia como instrumento de manipulação das massas ao instigar pânico moral –alguém aí lembrou do bolsonarismo? Os homosse***is passam então a ser apontados como “depravados”, “anormais”, são caçados, presos, mortos ou enviados a campos de concentração. Lá, são submetidos a torturas, abuso sexual, castração e experimentos médicos macabros.

O fato de Röhm ser homossexual encaixava perfeitamente na trama urdida por seu rival Heinrich Himmler, chefe das SS (Schutzstaffel, a Polícia do Estado), para livrar-se dele: Himmler e Hermann Göring, líder do Partido Nazista, convencem o paranoico Hi**er de que Röhm conspirava para dar um golpe, destituí-lo do poder e assumir seu lugar. Hi**er autoriza então a eliminação do antigo braço direito por “traição”.

No começo, Hi**er tolerava a homossexualidade de Röhm e os rumores sobre a broderadagem em suas tropas. Logo, porém, os nazistas adotariam a pauta moral e a homofobia como instrumento de manipulação ao instigar pânico moral –alguém lembrou do bolsonarismo?

As tropas da SS vão encontrar o comandante das SA na cama de um quarto do aprazível Hanselbauer Hotel, nas cercanias de Munique. Preso, Röhm recebe uma pi***la Browning e o ultimato: ou se mata ou será fuzilado. Ele se recusou a dar cabo da própria vida. “Se é para eu ser morto, que seja pelo próprio Adolf”, teria dito. Foi fuzilado ali mesmo, na cela, por dois oficiais da SS. A desculpa para o fuzilamento foi sua homossexualidade.

Com o tenista Gottfried von Cramm a atitude de Hi**er foi oposta: mesmo sabendo que o número 1 do mundo em 1937 era bi*****al, o líder nazista tentou cooptá-lo para utilizar sua imagem para a propaganda do regime. Aristocrático, loiro, campeão de tênis, Gottfried era visto pelo hitlerismo como o atleta ideal para encarnar o símbolo da “raça ariana” diante do mundo, sem importar como levava sua vida privada.

Habitué do Cabaré Eldorado, o barão von Cramm era casado com Lisa von Dobeneck, também de linhagem nobre, mas mantinha, com consentimento da mulher, um romance com o jovem ator e cantor judeu Manasse Herbst. Quando começam as perseguições aos judeus, em 1936, Gottfried ajuda Manasse a escapar da Alemanha.

Assediado continuamente por Göring, o tenista se nega a colaborar com os nazistas. Recusa-se a fazer o Sieg Heil antes dos jogos ou a citar o führer em seus pronunciamentos públicos nas turnês internacionais. Só após rejeitar a aliança com os nazistas é que sua sexualidade diversa é utilizada contra ele; em 1938, Gottfried é preso, acusado justamente pela relação homossexual com Manasse e de financiar sua fuga. Libertado seis meses depois devido à indignação que sua prisão gerou, é obrigado pelos nazistas a lutar na guerra entre 1940 e 1942.

Mesmo sabendo que o número 1 do tênis mundial era bi*****al, Hi**er tentou cooptar Gottfried von Cramm para utilizá-lo na propaganda do regime. Só após rejeitar a aliança com os nazistas é que sua sexualidade diversa é utilizada contra ele, e em 1938 Gottfried é preso.

O mais triste é que o tenista sobreviveu ao front de batalha, mas continuou a ser vítima, no pós-guerra, do infame artigo 175 do código penal alemão, vigente desde 1871. O artigo, que penalizava “os atos se***is contra a natureza (…), sejam entre homens de s**o masculino ou entre homens e animais”, foi piorado pelos nazistas em 1935 com um parágrafo que punia os “transgressores” com p***s de um até 10 anos de trabalhos forçados, e só foi revogado em 1994.

A “ficha suja” impediu que Gottfried von Cramm pudesse competir em vários torneios internacionais importantes, como o de Wimbledon; após o término do conflito, ele chegou a recorrer à corte alemã para que a prisão fosse excluída de sua ficha, mas a petição foi negada. Ele volta a competir em Wimbledon ap***s em 1951, quando já estava com 42 anos.

A manutenção do artigo 175 na íntegra pela Alemanha Ocidental –a Alemanha Oriental suprimiu o parágrafo agravante adicionado pelos nazistas– levou à prisão de pelo menos 100 mil homosse***is entre 1945 e 1969, e à condenação de 50 mil por homossexualidade. Estas pessoas só obtiveram o perdão oficial do governo alemão, por incrível que pareça, em 2017 –ou seja, mais de 70 anos depois do fim da guerra.

“A reabilitação dos homens que foram levados ante os tribunais por sua homossexualidade deveria ter sido feita há muito tempo”, declarou na época o ministro da Justiça, Heiko Maas. “Foram perseguidos, castigados e desonrados pelo Estado alemão ap***s por seu amor por outros homens. Os homosse***is condenados não têm de sofrer mais este estigma, que, em muitos casos, destruiu sua trajetória profissional e sua vida.”

Por Cynara Menezes

/ Direitos Humanos

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26/09/2023

O deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) fez uma forte fala contra o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e botou o militar contra a parede.

O parlamentar evangélico relembrou o papel de General Heleno como um dos principais ideólogos da extrema-direita. Após f**ar em silêncio depois dos questionamentos do deputado Rogério Correia (PT-MG), Augusto Heleno teve que ouvir um show de lógica do pastor.

O deputado relembrou que Augusto Heleno disse que "eu estou entre aqueles que não reconhece o resultado eleitoral" em dezembro do ano passado.

Vieira também relembrou o papel do ex-ministro como a favor da ditadura, lembrando que Heleno chama o golpe civil-militar de 1964 de "movimento". "Acredito que o senhor está do lado dos torturadores e eu estou do lado dos torturados", afirmou o deputado carioca.

Ele também relembrou que Heleno manteve a fala de que "bandido não sobe a rampa". "Então temos um fato político interessante: uma das maiores expressões da extrema-direita bolsonarista e golpista está dizendo textualmente que Lula não é um bandido porque ele subiu a rampa e você sabe disso", afirmou.

Além disso, ele relembrou que Mauro Cid ouviu as reuniões de Bolsonaro com o Exército. "É evidente que Bolsonaro tentou dar um golpe e não respeitou o processo eleitoral. Uma delação premiada desmente, mais uma vez, o senhor", completou o parlamentar do PSOL.

Heleno afirmou que Vieira não queria inquirí-lo, ap***s acusá-lo.

Confira o corte do enquadro que Henrique Vieira deu no general Augusto Heleno na CPMI dos Atos Golpistas dessa terça-feira (26):

Por YURI FERREIRA

/ CPMI Dos Atos Golpistas

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