04/06/2021
Tim Maia, morto aos 55 anos, em março de 1998, vítima de falência múltipla dos órgãos, deixou um imenso vácuo no universo da MPB, muita saudade entre os fãs e também um valioso acervo. Aos poucos, preciosidades escondidas no baú de relíquias começam a se tornar públicas. A descoberta vem sendo feita por Carmelo Maia, filho e administrador do legado deixado pelo cantor e compositor carioca.
Chegou recentemente às plataformas digitais Yo te amo, álbum que traz nove faixas, com versões em espanhol de sucessos, como Azul color del mar, Coroné Antônio Bento, Primavera, a faixa título e canções menos conhecidas, entre as quais Cristina, Fuiste tu e Risas. O disco foi gravado em 1970, quando Tim, em plena forma, brilhava com vozeirão e suingue impressionantes — principais características do seu canto.
Segundo Carmelo, faltou-lhe ar ao ouvir as fitas encontradas, por estarem naquele ambiente as falas, o jeitão, a respiração, os erros de gravação. O material recebeu tratamento especial, sendo restaurado e remasterizado pelo engenheiro de som André Dias, que precisou usar soluções de engenharia muito específ**as, com alto nível de complexidade, para reconstruir e restaurar partes perdidas e danif**adas do conteúdo.