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bienaldearteindigenarj Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de bienaldearteindigenarj, Criador de conteúdos digitais, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro.

A Bienal de Arte Indígena RJ reafirma o papel da arte para lidar com tais questões estruturais e flexibilizar os alicerces que idealizam que esses povos não fizeram parte da formação populacional, cultural e política do Rio de Janeiro.

Somos povos que habitam as terras desse continente antes delas serem chamadas de América do Norte, Central e do Sul. Som...
09/08/2022

Somos povos que habitam as terras desse continente antes delas serem chamadas de América do Norte, Central e do Sul. Somos povos com cultura, língua, modo de vida próprio, que foram aprendidos, passados e transformados ao longo de milênios e capazes de garantir aos mesmos conhecimentos profundos sobre o meio ambiente e o mundo. Desde a medicina natural até a matemática, astronomia, construção, artes e diversas outras áreas do saber.

A presença indígena no país está em todas as regiões, estados e municípios. É uma forte influência cultural que temos na cultura brasileira. Desde a nomeação de praticamente todos os animais, plantas e lugares do país pelas línguas indígenas, como também as relações com a terra e seu manejo, e hábitos simples do dia a dia como a alimentação ou tomar banho todo
dia e mais de uma vez por dia.

Quer conhecer mais sobre a verdadeira história indígena? Venha viver a I Bienal de Arte Indígena RJ. A exposição começa no dia 13 de agosto e segue até o dia 20.

Em breve vamos divulgar a programação completa!


Durante uma semana o Centro Cultural Municipal de Arte Hélio Oiticica vai receber conversas, proposições e artes visuais...
09/08/2022

Durante uma semana o Centro Cultural Municipal de Arte Hélio Oiticica vai receber conversas, proposições e artes visuais voltadas à cultura dos povos indígenas, em uma programação desenvolvida totalmente por profissionais indígenas.

Vamos nessa com a gente!? Envie essa publicação para seus amigos e vamos juntos ocupar o Centro do Rio de Janeiro com arte e resistência!

A Bienal de Arte Indigêna do RJ é um projeto contemplado pelo Edital FOCA 2021, através do patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura.


Se queremos furar a bolha para que nossa verdadeira história chegue aos ouvidos de todos, a arte é uma ferramenta fundam...
09/08/2022

Se queremos furar a bolha para que nossa verdadeira história chegue aos ouvidos de todos, a arte é uma ferramenta fundamental nos processos contra o racismo. Desse entendimento nasceu a I Bienal Indigena RJ.

Com a curadoria descentralizada do coletivo , nossa bienal está sendo produzida por muitas mãos para divulgar e apresentar trabalhos de artistas indigenas de forma dinâmica, imersiva e acessível.

Nosso maior desejo é promover o diálogo entre o passado e o presente buscando os acontecimentos da cidade e seus cidadãos para construir uma história para as futuras gerações.

Anota na agenda e venha viver esse momento com a gente!

A bienal vai acontecer entre os dias 13 a 20 de agosto no Centro Cultural Municipal de Arte Hélio Oiticica (.heliooiticica), co realizadora do evento!

A Bienal de Arte Indigêna do RJ é um projeto contemplado pelo Edital FOCA 2021, através do patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura.


A luta da Aldeia Maracanã remete ao final dos anos 1990 e início dos anos 2000, quando os indígenas exigiam espaços para...
09/08/2022

A luta da Aldeia Maracanã remete ao final dos anos 1990 e início dos anos 2000, quando os indígenas exigiam espaços para acomodar o grande contingente de indígenas residentes nos centros urbanos e para debater as políticas públicas pertinentes ao seu contexto. O prédio era a sede do Museu do Índio do Rio, até o final da década de 1970, quando todo o acervo etnográfico e de línguas indígenas foi distribuído entre o novo Museu do Índio, no bairro de Botafogo, o Museu Nacional e Brasília.

Em 2006, o edifício foi ocupado por um grupo de indígenas que pretendia criar um centro cultural no local. A ocupação ganhou manchetes internacionais em 2013, quando o governo do estado do Rio despejou o grupo com violência policial para construir um estacionamento para a Copa do Mundo.
Somente em 2016 houve a retomada e a reocupação.

O episódio da Aldeia Maracanã é um espelho claro da luta que os indígenas enfrentam no Rio e demonstra a falta de formulação de políticas públicas. Ao longo dos anos, ocorreram vários episódios de ocupação e despejo — e até prisão de lideranças indígenas —, onde hoje vivem cinco famílias de sete etnias.

A intenção é que a Aldeia Maracanã seja um nano território, que seja uma universidade dentro desse território, mas que seja um território indígena, porque é um patrimônio da união, é um patrimônio do povo brasileiro, é um patrimônio seu, é nosso!

O antigo Museu do Índio foi um marco para a história indígena no Rio de Janeiro. Fundado em 1953 sob orientação institucional do antropólogo Darcy Ribeiro, sediou importantes eventos, incluindo discussões para a implantação do Parque Indígena do Xingu, primeira terra indígena do Brasil, criada como parque nacional em 1961 no Mato Grosso. Também acolheu grupos indígenas de outras partes do Brasil durante vários eventos, incluindo a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio + 20, realizada 20 anos após a histórica Cúpula da Terra no Rio.

A batalha judicial pela Aldeia Maracanã é complexa e envolve a venda de um imóvel de 14,3 mil metros quadrados (dos quais o antigo Museu do Índio responde por 1.500 m2) do governo federal para o estado do Rio de Janeiro em 2012 e subsequente

A arte indígena é trabalho e ela é produzida em nossa cultura diariamente. A problemática é que não estamos inseridos na...
09/08/2022

A arte indígena é trabalho e ela é produzida em nossa cultura diariamente. A problemática é que não estamos inseridos nas estruturas dos brancos e isso complica mais ainda quando nos deparamos com a necessidade de gerar renda.

Inclusive, vale ressaltar que nosso trabalho enquanto artista é sobre continuar a resistir. É muito mais do que trabalho, é sobre nossa história, sobre uma luta enorme, é sobre manter os nossos vivos, é também sobre a nossa ancestralidade.

Na atualidade, observamos que a arte indigena cumpre a função de quebrar preconceitos e estereótipos por meio de nossos rostos e figuras. Nossa arte não traduz apenas o que vem nos acontecendo ou nossa história, com ela é possível criarmos novos futuros!

Nosso trabalho é construir um mundo em que os olhos se acostumem com nossos corpos sendo capazes, existindo e criando.


A reurbanização da cidade do Rio de Janeiro, ocorrida na última década do século XIX e nas primeiras do século XX, influ...
09/08/2022

A reurbanização da cidade do Rio de Janeiro, ocorrida na última década do século XIX e nas primeiras do século XX, influencia até hoje em nossos costumes e cultura. Nessa época, todo o Brasil foi marcado por tentativas de reurbanização modernizadora de algumas cidades. O caso mais notório foi no Rio, em que almejava transformar a cidade na da capital federal, criando assim um melhor cartão de visitas aos visitantes estrangeiros interessados em investimentos no Brasil.

A consequência disso, inclusive em um contexto nacional, são cidades brutalmente construídas. Todas as situações em que indígenas se encontram na cidade percebemos a falta de oportunidades e o sofrimento com o preconceito e o racismo estrutural.

A cidade do Rio de Janeiro abriga a quarta maior população indígena do país em área urbana, mas a presença e a história dos povos originários na cidade foram deliberadamente“apagadas” desde a colonização. Agora, nós indígenas lutamos para recuperar nosso patrimônio e o nosso lugar na cidade.

De acordo com o censo de 2010, pelo menos 850 indígenas (cerca de 13% do total) viviam nas favelas do Rio. Rocinha, a maior favela do país, localizada na região sul do Rio, era o lar de 60 indígenas — o maior número entre as 183 favelas onde o IBGE registrou moradores indígenas. (A cidade tem 763 favelas.) O Vidigal era o lar de 11 indígenas. Mas o número real é maior, visto que o IBGE não divulgou os números em alguns distritos censitários para preservar a identidade desses indígenas, já que eram muito poucos moradores na região, segundo critérios demográficos. Foi o caso no Morro do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho em Copacabana, por exemplo.

É importante frisar que nas cidades estão indígenas que saíram de suas aldeias para estudar e lutar pelos seus direitos ou trabalhar, e também tem aqueles que os pais já vieram de lá e portanto eles já nasceram na cidade e vivem nela. Muitas pessoas acreditam que indígena só pode estar no mato,mas isso não é verdade, uma vez que por conta de todas as coisas que nos aconteceram, não só estamos na aldeia, como também na cidade ou mesmo isolados.

Fontes: Descomplicando com Kaê Guajajara / Vrasil.mongabay.com

A primeira vítima de homofobia registrada no Brasil foi uma pessoa que nunca saberemos o real nome, pois foi genericamen...
09/08/2022

A primeira vítima de homofobia registrada no Brasil foi uma pessoa que nunca saberemos o real nome, pois foi genericamente chamada de Tibira, expressão usada também para “homossexuais”. Assassinado em 1614 com o apoio dos jesuítas em São Luís (MA), o indigena foi amarrado pela cintura à boca de um canhão e teve seu corpo destroçado sob o pretexto de “purificar a terra do abominável pecado da sodomia”, em um episódio de espetacularização
da morte de um “pecador”.

Em sua tese intitulada “Decolonizando sexualidades: enquadramentos coloniais e homossexualidade indígena no Brasil e nos Estados Unidos” o autor Estevão Fernandes discorre sobre como a pedagogia cristã de “domar a carne” foi especialmente perversa
contra pessoas indígenas, implicando em torturas físicas e psicológicas.

A imposição da heteronorma esteve imbricada a um feixe de outras imposições: desde a concepção de que haveria um único modelo familiar verdadeiro e legítimo até à imposição de um padrão de divisão de trabalho pautado em um binarismo sexual até então distante da forma comunitária nativa (FERNANDES, 2015).

Apesar de tudo, hoje indígenas homossexuais, bissexuais, lésbicas, e outras sexualidades, bem como transsexuais existem e enfrentam outras cargas de preconceito. Muitas vezes não são aceitos, sofrendo de muito preconceito e violência, até mesmo na comunidade de origem por conta do preconceito introjetado no seio das comunidades indígenas, ou então na
sociedade não-indígena.

É importante deixar claro que quem ditou regras de sexualidade foi a igreja. Nosso maior desafio, hoje, é fazer com que nossos parentes entendam que não é doença, é apenas a sexualidade.

Fonte: Descomplicando com Kaê Guajajara


A “I Bienal de Arte Indígena do Rio surge como um catalisador da arte contemporânea produzida por artistas indígenas do ...
09/08/2022

A “I Bienal de Arte Indígena do Rio surge como um catalisador da arte contemporânea produzida por artistas indígenas do RJ. Com curadoria descentralizada do Coletivo Azuruhu, a bienal reconhece a urgência de elucidar questões do passado colonial e dos violentos processos de genocídio, etnocídio e miscigenação que formaram o Brasil.

Importante frisar que não existe nenhum foco na educação anti ra***ta para a questão indígena nos espaços educacionais e artísticos no Rio de Janeiro.

A Bienal Carioca de Arte Indígena reafirma o papel da arte para lidar com tais questões estruturais e flexibilizar os alicerces que idealizam que esses povos não fizeram parte da formação populacional, cultural e política do Rio de Janeiro.

Durante uma semana o Centro Cultural Municipal de Arte Hélio Oiticica vai receber conversas, proposições e artes visuais voltadas à cultura dos povos indígenas, em uma programação desenvolvida totalmente por profissionais indígenas.

Vamos nessa com a gente!? Envie essa publicação para seus amigos e vamos juntos ocupar o Centro do Rio de Janeiro com arte e resistência!

A Bienal de Arte Indigêna do RJ é um projeto contemplado pelo Edital FOCA 2021, através do patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura.

A “I Bienal de Arte Indígena do Rio surge como um catalisador da arte contemporânea produzida por artistas indígenas do ...
09/08/2022

A “I Bienal de Arte Indígena do Rio surge como um catalisador da arte contemporânea produzida por artistas indígenas do RJ. Com curadoria descentralizada do Coletivo Azuruhu a, bienal reconhece a urgência de elucidar questões do passado colonial e dos violentos processos de genocídio, etnocídio e miscigenação que formaram o Brasil.

Importante frisar que não existe nenhum foco na educação anti ra***ta para a questão indígena nos espaços educacionais e artísticos no Rio de Janeiro.

A Bienal Carioca de Arte Indígena reafirma o papel da arte para lidar com tais questões estruturais e flexibilizar os alicerces que idealizam que esses povos não fizeram parte da formação populacional, cultural e política do Rio de Janeiro.

Durante uma semana o Centro Cultural Municipal de Arte Hélio Oiticica vai receber conversas, proposições e artes visuais voltadas à cultura dos povos indígenas, em uma programação desenvolvida totalmente por profissionais indígenas.

Vamos nessa com a gente!? Envie essa publicação para seus amigos e vamos juntos ocupar o Centro do Rio de Janeiro com arte e resistência!

A Bienal de Arte Indigêna do RJ é um projeto contemplado pelo Edital FOCA 2021, através do patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura.

Endereço

Centro Municipal De Arte Hélio Oiticica
Rio De Janeiro, RJ
20051-020

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 17:00
Terça-feira 10:00 - 17:00
Quarta-feira 10:00 - 17:00
Quinta-feira 10:00 - 17:00
Sexta-feira 10:00 - 17:00
Sábado 10:00 - 17:00
Domingo 10:00 - 17:00

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