21/07/2026
O subsecretário de Esportes do Município do Rio, Marcello Barbosa, fala sobre a relação entre a prática de atividades físicas e o diabetes.
O diabetes é um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. Quando não controlado danifica vasos sanguíneos e nervos, aumentando severamente o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal, cegueira e amputações. Também pode desencadear emergências fatais como a cetoacidose.
O exercício físico é um dos pilares mais eficazes para a prevenção e até mesmo para ajudar na reversão do pré-diabetes e no controle do diabetes tipo 2. Isso acontece porque a atividade física atua diretamente na raiz do problema: a resistência à insulina e o excesso de glicose circulando no sangue.
Quando nos exercitamos, os músculos passam a utilizar a glicose como fonte de energia. Com isso, o açúcar é retirado da corrente sanguínea de forma mais eficiente, ajudando a controlar a glicemia. Além disso, a prática regular de exercícios melhora a ação da insulina, reduz a gordura corporal, auxilia no controle do peso, diminui a pressão arterial e contribui para a saúde do coração.
Estudos mostram que praticar atividades físicas regularmente pode reduzir em até 60% o risco de desenvolver o diabetes tipo 2, sendo, em muitos casos, mais eficaz do que o uso isolado de medicamentos nas fases iniciais da prevenção.
É importante lembrar que o diabetes tipo 2 não surge por um único motivo. Fatores genéticos e ambientais estão fortemente implicados no desenvolvimento da doença. Ou seja, algumas pessoas têm uma predisposição hereditária, mas hábitos como sedentarismo, alimentação inadequada, excesso de peso, estresse e poucas horas de sono podem aumentar muito esse risco.
A boa notícia é que, mesmo para quem tem histórico familiar de diabetes, adotar um estilo de vida saudável faz uma enorme diferença.
Leia o texto na íntegra em www.conexaofluminense.com.br (link na bio).