03/05/2026
𝘼 𝙁𝘼𝙓𝙄𝙉𝘼 𝘾𝙃𝙀𝙂𝙊𝙐 𝘼𝙊 𝘾𝘼𝘽𝙄𝘿𝙀 𝘿𝙀 𝙀𝙈𝙋𝙍𝙀𝙂𝙊𝙎 𝘿𝙊 𝙎𝙀𝙂𝙐𝙍𝘼𝙉𝘾̧𝘼 𝙋𝙍𝙀𝙎𝙀𝙉𝙏𝙀
𝙍𝙞𝙘𝙖𝙧𝙙𝙤 𝘾𝙤𝙪𝙩𝙤 𝙚𝙣𝙭𝙪𝙜𝙖 𝙎𝙚𝙜𝙤𝙫 𝙚 𝙂𝙎𝙄 𝙚 𝙡𝙚𝙫𝙖 𝙎𝙚𝙜𝙪𝙧𝙖𝙣𝙘̧𝙖 𝙋𝙧𝙚𝙨𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙚 𝘽𝙖𝙧𝙧𝙞𝙘𝙖𝙙𝙖 𝙕𝙚𝙧𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙖 𝙋𝙈.
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deu mais um passo na reorganização do Governo do Estado. Desta vez, a mudança chegou diretamente à área da segurança pública.
Por decreto, Couto transferiu o programa Segurança Presente, que estava ligado à Secretaria de Governo, a Segov, para a estrutura da Polícia Militar. A mesma medida também atingiu o Barricada Zero, que ficava sob responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional, o GSI. Agora, os dois programas passam a ser comandados pela Secretaria de Polícia Militar.
A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial e faz parte do movimento de enxugamento da máquina pública. Segundo as informações divulgadas, servidores, contratos, patrimônio e estruturas administrativas ligadas aos programas serão realocados. No caso do GSI, 27 unidades administrativas serão extintas.
Nos bastidores, a medida também tem leitura política. Investigações da Polícia Federal apontaram que parlamentares da Alerj buscavam indicar nomes para cargos no Segurança Presente, programa de policiamento comunitário com grande presença nas ruas e boa avaliação popular. Uma planilha apreendida com o ex-deputado Rodrigo Bacellar teria revelado pedidos de indicação para postos na operação.
Com a mudança, Couto tenta tirar os programas do campo das indicações políticas e colocá-los sob comando técnico da PM. O governo afirma que o Segurança Presente será mantido, mas com metas de produtividade, uso de inteligência policial e foco em eficiência.
Na prática, a transferência fortalece a Polícia Militar e esvazia áreas que, até então, tinham forte peso político dentro do governo. A Segov perde o Segurança Presente. O GSI perde o Barricada Zero. E Ricardo Couto reforça a imagem de que pretende continuar fazendo uma faxina administrativa no Palácio Guanabara.
A decisão também sinaliza que o governo interino quer dar uma nova cara à segurança pública do estado, com menos interferência política e mais centralização operacional na corporação responsável pelo policiamento ostensivo.
Resumo para Instagram
Ricardo Couto mexeu pesado na segurança do Rio.
O governador em exercício transferiu o Segurança Presente e o Barricada Zero para a Polícia Militar, esvaziando a Segov e o GSI.
A mudança acontece após investigações apontarem que cargos no Segurança Presente eram alvo de indicações políticas na Alerj.
Agora, o governo promete mais controle técnico, metas de produtividade e menos interferência política nos programas.
A faxina no Palácio Guanabara chegou à segurança pública do RJ.
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