17/12/2025
Hoje, independente do placar, o Flamengo venceu.
Venceu porque o que aconteceu em campo foi maior do que resultado. Foi a prova viva de que ainda existe futebol de verdade enfrentando o futebol artificial.
De um lado, uma SAF bancado por dinheiro que brota do chão — petróleo, fundos, bilionários que decidem um clube como quem escolhe um ativo financeiro. Do outro, o Flamengo. Sem dono. Sem mecenas. Sem injeção milagrosa. Um clube que vive da própria grandeza.
O Flamengo vem do povo.
Vem da massa.
Vem da arquibancada.
É a nossa quantidade que obriga a TV a pagar mais.
É a nossa torcida que obriga patrocinador a abrir o bolso.
É o nosso consumo que sustenta o clube.
Isso é futebol.
O resto é planilha.
Enquanto alguns precisam ser comprados para existir, o Flamengo existe porque é amado. Enquanto há clubes que só respiram com dinheiro externo, o Flamengo caminha com as próprias pernas há mais de um século.
E ainda querem chamar isso de “igualdade”?
Qual a lógica de um regulamento que permite a um clube falido virar potência da noite pro dia só porque alguém decidiu comprar? Onde está o mérito esportivo nisso? Onde está a história? Onde está o risco?
Não está.
Por isso incomoda quando o Flamengo questiona imposto. Querem que SAF pague 5% como se fosse clube popular? Não. SAF deveria pagar 10%, 15%, 20%. Porque ela desequilibra o jogo. Porque esse dinheiro não nasce da torcida, nasce da caneta de um bilionário.
O Flamengo não pede vantagem.
O Flamengo pede justiça.
Hoje, numa final contra uma SAF petrolionária, o Flamengo mostrou quem é maior que o dinheiro. Mostrou que camisa pesa. Que arquibancada empurra. Que história entra em campo.
Se isso irrita quem virou clube-empresa, ótimo.
Sinal de que ainda dói.
Parabéns, Flamengo.
Campeão simbólico do povo.
Campeão sem dono.
Campeão raiz.
E quem virou SAF que engula seco.