05/06/2026
CASO HENRY BOREL | Depois de 11 dias de julgamento, o júri mais longo da história do estado do estado, o Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou, na madrugada desta quinta-feira (4), o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o "Dr. Jairinho", a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel Medeiros, de quatro anos, ocorrida em março de 2021. Já Monique Medeiros, mãe do menino, recebeu o perdão judicial e o crime de homicídio culposo foi desclassificado.
O julgamento, que começou no dia 25 de maio, foi finalizado pela juíza Elizabeth Machado Louro com a leitura da sentença. A juíza destacou a "violência desproporcional" e a "rara e desmesurada covardia" cometida por Jairinho contra uma criança de apenas quatro anos, descrita como doce e bondosa. Jairinho foi condenado por homicídio qualificado (com agravantes por meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa e com causa de aumento de pena por Henry ser menor de 14 anos), além de tortura e coação no curso do processo. Ele deve cumprir a pena inicialmente em regime fechado e ainda foi condenado a pagar R$ 400 mil em indenização por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel.
Ao ler a decisão em relação à Monique Medeiros, a juíza destacou o papel da mulher na sociedade. O Conselho de Sentença decidiu desclassificar a acusação de homicídio intencional para homicídio culposo e condená-la por apenas um crime de tortura por omissão. Ao aplicar o perdão judicial, a juíza Elizabeth Machado Louro justificou que Monique já sofreu um castigo severo o suficiente.
A juíza citou o "massacre nas redes sociais" e as agressões sofridas por Monique no cárcere e afirmou que ela foi alvo de uma perseguição implacável contra honra.
Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura, mas, como já cumpriu tempo de prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.