11/09/2026
Quero crer, de verdade, que um dia a sociedade vai entender… que existem relacionamentos que são mais pesados do que qualquer solidão. E não, não falo daquela solidão que aperta o peito e pede companhia, falo da solitude, essa que é escolha, que é abrigo, que é silêncio fértil. Porque há relações que sufocam, que nos diminuem em prestações invisíveis, que corroem a alma enquanto, por fora, todos aplaudem o “casal perfeito”. E o mundo insiste em repetir que “é melhor estar acompanhada do que sozinha”, como se a solidão fosse castigo, quando, na verdade, o verdadeiro castigo é dividir a vida com alguém que não enxerga quem você é. Solidão não é ausência. Solidão escolhida é força. Mas relacionamento errado… esse sim é ausência travestida, de presença que não soma, é amor que não floresce. Então eu prefiro, e sempre vou preferir, a solitude que me devolve paz, à companhia que me rouba de mim. E sigo acreditando que um dia o mundo vai enxergar isso: que para muitas mulheres, ficar é prisão, e partir, ainda que doa, é o verdadeiro renascimento. É se permitir ao amor verdadeiro.
Vida de Mulher