Vida de Mulher

Vida de Mulher Terapeuta e Escritora. pag: Vida de Mulher.

Eu, Aurora Zanco, ajudo mulheres a saírem de relacionamentos tóxicos, abusivos, desenvolverem a solitude, amor próprio, amor saudável sem dependência emocional. É um convite ao despertar feminino.

08/06/2026

Vida de Mulher

"Algumas pessoas tentarão voltar para a sua vida depois que perceberem que você seguiu inteira sem elas. Não aceite de v...
07/06/2026

"Algumas pessoas tentarão voltar para a sua vida depois que perceberem que você seguiu inteira sem elas. Não aceite de volta quem se achou superior a você e subestimou a sua força interior."


Vida de Mulher

"O amor que cura... e que nos salva da nossa própria solidão emocional... não habita o território da conformidade. Ele é...
07/06/2026

"O amor que cura... e que nos salva da nossa própria solidão emocional... não habita o território da conformidade. Ele é, por excelência, um vaivém pulsional, um movimento que aperta o peito na mesma medida em que expande a alma. ​Não se curve à cópia barata do afeto. O amor verdadeiro exige a coragem de sustentar a falta e o vislumbre da beleza no caos do outro. Todo o resto é apenas a insistência ilusória de preencher um espaço que merece ser, genuinamente, iluminado..."


Vida de Mulher

Psi. Eli Reis.
07/06/2026

Psi. Eli Reis.

“A gente tá junto, mas ninguém se encosta. A sociedade virou isso.”  Sabe o que a pandemia fez com a gente? Escancarou o...
07/06/2026

“A gente tá junto, mas ninguém se encosta. A sociedade virou isso.” Sabe o que a pandemia fez com a gente? Escancarou o teatro. O casamento que acabou? Não foi o vírus. Foi a verdade. Porque, pela primeira vez, não tinha mais escritório, barzinho, viagem. Era só o outro. Ali. Cru. Sem filtro. E aí, mulher, você descobriu: você não casou com um homem real. Casou com um personagem. E a tecnologia que a gente achou que ia salvar... só afundou. Zoom, meet, live. A gente virou ícone. Bolinha verde. Cadê o abraço? Cadê o cheiro? A gente trocou presença por notif**ação. Dopamina imediata. Rola a tela, dá like, acabou. Não precisa mais sentir. Só consumir. Aí eu te pergunto: isso é solidão ou soliitude? Solidão é quando a cidade inteira te ignora. Soliitude é quando você escolhe f**ar só. Mas a sociedade não escolhe mais nada. A sociedade reage. Curte, comenta, compartilha. Vício. Ninguém para pra pensar: eu realmente conheço alguém ou só conheço o que ela posta? O Instagram virou praça. Açaí, academia, viagem, casal feliz. Só que por trás da foto... briga, traição, remédio controlado. A gente não aguentou o pós-pandemia porque a gente nunca aprendeu a conviver sem plateia. Sem like. Sem edição. E o pior: a sociedade criou um apartheid virtual. Separou quem tem bolinha azul de quem responde de verdade. Separou quem posta textão de quem sente calado. E a mulher? A mulher foi ensinada a performar. Sorriso no story, choro no banho. Cadê o outro como ele é? Sem idealização? A gente matou o outro. Botou ele dentro de uma tela. E agora a tela manda na gente. Sabe o que falta? Desligar. Olhar no olho. Sentar no silêncio. Porque enquanto a dopamina mandar, ninguém vai curar a solidão. A gente só vai anestesiar. E anestesia não é vida. É enrolação até o próximo colapso.


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Amar é bom? É. Mas é bom pra quem? Porque eu…  não sei amar igual todo mundo.  Meu jeito de amar é torto. Igual osso que...
07/06/2026

Amar é bom? É. Mas é bom pra quem? Porque eu… não sei amar igual todo mundo. Meu jeito de amar é torto. Igual osso quebrado que cicatrizou errado. E quando eu amo… vem um furacão. Mas não é daqueles bonitinho que você vê no Discovery, não. É daqueles que arranca telhado, que leva árvore pro espaço, que deixa casa sem energia por uma semana. E aí eu olho pra você e... PAH... o temporal já começou. Não avisa. É feito vendaval em dia de tempestade: quando cê vê, já tá no meio, já molhou os documentos, já perdeu a conta de luz.. Não consigo amar colorido. Pra mim amor ou é branco, ou é preto. Oito ou oitenta. Não tem meio-termo. Ou eu tô dentro de você igual água em pneu furado, ou eu sumo feito fumaça. Não tem pastel. Não tem degrade. É tudo ou nada... Então o que sobra? O que sobra é o cinza… esse cinza que vocês chamam de “vida normal”. Pra mim o cinza não é tristeza. O cinza é paz. O cinza é a calma que meu peito precisa pra não explodir. O neutro preserva minha sanidade. Porque se eu for pro preto ou pro branco, eu enlouqueço. E, “putz… eu queria amar igual todo mundo”. Aquele amor calminho, igual sopa no inverno. Queria ser desses que manda bom dia, que segura a mão no sofá, que vê Netflix sem querer interpretar cada frase igual linha de poema. Mas eu não consigo. Quando eu amo, eu traduzo. Eu ouço “oi” e já penso em despedida. Eu sinto cheiro de flor e já vejo enterro. Mas tem uma doçura nessa coisa toda também. Porque meu amor, quando é, é de verdade. É cru. É raiz. Não é postado. Não é filtrado. É aquele amor que vai no fundo do poço com você e te traz de volta mesmo que os dois saiam sangrando. Talvez o problema não seja amar. Talvez o problema seja que eu fui ensinada que amor de verdade não pode ser torto. Que amor tem que ser bonito. Mas quem disse? Quem disse que o certo é o suave? Quem disse que o errado é o que arde? É um jeito torto de amar? Mas é o meu jeito...


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Nada é para sempre? Porque tem coisa que eu jurei que ia durar pra sempre. Aquele amor que apertava o peito. Aquela amiz...
07/06/2026

Nada é para sempre? Porque tem coisa que eu jurei que ia durar pra sempre. Aquele amor que apertava o peito. Aquela amizade que parecia que veio de outra vida. Aquele cheiro de café com bolo de laranja na casa da minha avó. Acabou. Tudo acabou. Mas será que acabou mesmo? Pra onde vão os sentimentos sentidos? Tipo, cadê aquele frio na barriga do primeiro beijo? E os não vividos... esses são os que mais doem, né? Os amores que a gente não teve coragem. As palavras que f**aram presas na garganta. O filho que não veio. O perdão que nunca se pediu. Eles existem em algum lugar? Ou viram pó também? Acho que tô tentando racionalizar o que é feito de carne e silêncio... sei que carrego aqui tanta intensidade que seria difícil simplesmente deixar de existir. Porque tem coisa que virou morada. Não é que f**a pra sempre igual uma foto na parede. É que vira textura. A saudade vira jeito de olhar pro mundo. A perda vira cuidado com quem ainda tá aqui. O amor que acabou virou aprendizado, mas virou algo. E os sentimentos não vividos? Eles viram fantasia. Viram poema. Viram aquela música que você ouve e chora sem saber direito por quê. Talvez "pra sempre" não seja sobre duração. Talvez seja sobre profundidade. Um abraço de dois segundos pode ser pra sempre dentro de você. Uma despedida pode ecoar por décadas. A intensidade que a gente carrega... ela não some. Ela se transforma. Que nem dizia aquele velho poeta: "Tudo o que somos é memória. E tudo o que amamos vira saudade." Nada é pra sempre no sentido de f**ar igual. Mas tudo f**a. Tudo permanece. O que foi sentido ainda pulsa em algum lugar do seu corpo que você nem sabia que existia. E o que não foi vivido... ah, esse mora na imaginação. Mora nos devaneios. Mora naquele sonho que você acorda querendo voltar... O que eu quero dizer é... não tenha medo de sentir. Mesmo que acabe. Mesmo que não viva. Sente. Porque o que a gente sente não vai pro lixo. Vai pro chão. Vira raiz. E de raiz, pode brotar qualquer coisa. Até flor. Até recomeço.


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