10/06/2026
VIVA O DESEMBARGADOR RICARDO COUTO.
O Governo do Rio retirou a escolta da ex-primeira-dama Analine Castro e dos filhos do ex-governador Cláudio Castro (PL) nesta semana, após decisão da Justiça que proibiu o uso de segurança institucional para familiares. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) comunicou Castro na segunda-feira (08/06), e a proteção foi encerrada na terça (09/06).
A ESTRUTURA RETIRADA Desde que renunciou ao cargo em março, para não ser cassado no TSE, Castro e a família tinham à disposição quase 50 seguranças. A estrutura voltada aos familiares era composta por 44 policiais militares do GSI, que atuavam em regime de escala 24 horas por 72 horas de descanso. O esquema incluía ainda cinco carros blindados usados no transporte do ex-governador, da mulher e dos dois filhos.
O CUSTO MILIONÁRIO A estimativa é que o custo mensal com a segurança de Castro e da família girava em torno de quase R$ 1 milhão dos cofres públicos. A DECISÃO DA JUSTIÇA A retirada ocorre após o Tribunal de Justiça do Rio derrubar, no mês passado, trechos de um decreto editado por Castro que permitia estender a segurança oficial a cônjuges e filhos de ex-governadores pela vida toda. O Órgão Especial do TJ entendeu que a ampliação do benefício ultrapassava os limites legais e não tinha respaldo na legislação estadual. Com isso, a segurança institucional passou a ser restrita exclusivamente ao ex-governador. Castro segue com escolta pessoal garantida por lei, com 20 seguranças e dois carros blindados, mas sem poder compartilhar o aparato com familiares.
O QUE DIZ CLÁUDIO CASTRO Em nota, Castro afirmou que “respeita a decisão judicial”. O ex-governador destacou que “a segurança institucional de ex-governadores e de seus familiares sempre foi tratada com base em critérios técnicos, legais e de avaliação de risco”, citando sua atuação no combate ao crime organizado. Ele também lamentou o vazamento de informações relacionadas à segurança de sua família.
CLAUDIA SACRAMENTO