11/03/2026
A coluna Mirelle Pinheiro apurou que o delegado federal Fabrízio Romano, preso na última segunda-feira (9/3) por suposto conluio com a facção criminosa Comando Vermelho (CV), teria feito favores a traficantes em troca da nomeação de sua esposa, Monica Gil Câmara Romano, para um cargo comissionado.
Evidências compiladas ao longo da investigação que culminou na operação Anomalia, deflagrada pela Polícia Federal (PF), demonstram que o delegado e o ex-secretário de Estado Alessandro Pitombeira Carracena teriam se aliado à advogada Patrícia Carvalho Falcão, também presa na segunda (9), para interferir num processo de extradição do traficante holandês Gerel Lusiano Palm.
O criminoso foi preso em 2021, no Rio de Janeiro, por tentativa de homicídio, porte ilegal de armas e tráfico de dr**as.
A PF aponta que Fabrizio atuou de forma incompatível com seu cargo, oferecendo influência interna na PF em favor do traficante. “Em consequência disso, o delegado solicitou “adiantamentos” financeiros e negociou a nomeação de sua esposa como contrapartida por sua atuação ilícita”, diz os documentos acessados pela coluna.
Prints compilados na investigação revelam conversas entre o delegado e o ex-secretário, em 13 de novembro de 2023.
Dois dias depois do primeiro contato, onde os dois conversaram sobre o processo do traficante holandês, Carracena enviou passagens com destino a Brasília a um terceiro investigado para que fosse realizada uma reunião no Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre a situação de Gerel. A investigação aponta que Patrícia teria sido responsável por comprar as passagens.
Após a reunião entre investigados, houve novas trocas de mensagens. De acordo com os registros analisados, Fabrizio perguntou a Carracena se o grupo havia sido bem atendido durante a reunião. O ex-secretário respondeu que sim e agradeceu.
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🤳 Reprodução/Web