09/09/2026
Viver sem acreditar em nada deve ser um exercício profundamente cansativo. Quem não acredita em nada deve ter uma vida insegura. Acreditar em algo é bom porque devolve o encanto ao cotidiano. É a fé que nos faz plantar uma semente minúscula na terra seca e, em vez de enxergar apenas lama, conseguir visualizar a árvore, a sombra e o fruto que virão dali a anos. Quem não crê vê apenas o agora, o palpável, o que já está pronto. Quem tem fé enxerga o invisível e, de alguma forma, ajuda a trazê-lo para a realidade. Há uma beleza quase infantil — no melhor sentido da palavra — em manter a esperança acesa. A fé é a teimosia do coração contra a lógica do mundo. Quando acreditamos em algo maior, o peso dos ombros diminui. O acaso deixa de ser uma sequência de acidentes caóticos e passa a parecer um roteiro que, embora a gente não entenda agora, vai fazer sentido lá na frente. A gente dorme melhor porque sabe que não precisa carregar o mundo nas costas sozinhos. Há algo cuidando do que foge ao nosso controle. No fundo, ter fé é escolher a luz em vez do ceticismo cinzento. É decidir que, apesar de todos os pesares, vale a pena continuar esperando o melhor das pessoas, da vida e do futuro. É o que nos mantém humanos, aquecidos e prontos para o próximo amanhecer. Certas pessoas precisam mudar o seu estilo de vida. Precisam se recuperar de uma negativa que carregam. Olham por baixo, desconfiam da sombra, tem uma aura pesada. Que Deus e as entidades de luz nos livre de todo o mal, amém.