22/07/2026
Recentemente, conversei com uma mãe sobre diversos assuntos relacionados à pauta LGBT, especialmente sobre crianças trans. Durante a conversa, ela me disse que não acredita que existam crianças trans. Eu, respeitosamente, expliquei que existem, sim, crianças que podem expressar, desde cedo, uma identidade de gênero diferente daquela que lhes foi atribuída ao nascer.
Isso não significa pressionar ou incentivar uma criança a seguir um determinado caminho. Criança precisa ser criança. Precisa brincar, crescer, se desenvolver, fazer perguntas e descobrir quem é ao longo da vida.
O nosso papel, enquanto sociedade e, especialmente, enquanto comunidade LGBT, é acolher. Acolher não significa induzir ou decidir pela criança. Significa escutar, respeitar seus sentimentos e garantir que ela não seja vítima de bullying, preconceito, discriminação ou rejeição.
Se uma criança expressa dúvidas ou sentimentos relacionados à sua identidade de gênero, isso merece ser ouvido com respeito e sensibilidade. Da mesma forma, qualquer questão relacionada à saúde deve ser tratada de maneira individualizada, responsável e com acompanhamento de profissionais qualificados, levando em consideração a idade e o desenvolvimento de cada pessoa.
Também precisamos entender que uma criança pode, ao longo da vida, continuar se identificando como trans ou compreender sua identidade de outra maneira. E tudo bem. O importante é que ela tenha liberdade para construir sua própria história sem ser pressionada.
Acolher não é incentivar. Acolher é proteger. ❤️🏳️🌈
É garantir que toda criança cresça com amor, segurança e respeito, independentemente de quem ela venha a ser no futuro.
Nosso papel não é decidir o futuro de uma criança. É garantir que ela tenha um presente seguro e uma vida onde possa ser respeitada e amada.