HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE LONTRA / MG
Lontra tem sua história ligada aos tropeiros e boiadeiros que trafegavam em trilhas improvisadas, chamadas Estradas de Boi, com destino a Montes Claros, Januária e outras cidades circunvizinhas que serviam também de trilhas históricas dos personagens do Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa. Os primeiros habitantes a se fixarem aqui, por coincidência histórica, eram todos parceiros de uma só geração e contemporâneos do futuro, por isso não mediram esforços para viabilizar a criação do povoado. Com o poder da fé, construíram uma Capela, que ficava localizada na atual Praça Januário Veloso, bem como uma escola, e um cemitério. Sua cultura é marcada pela influência do rio São Francisco, expressando-se através da música sertaneja e regional, do artesanato de cerâmica, da produção de contistas, trovadores e poetas. Com a emancipação de São João da Ponte em 27 de maio de 1930, Lontra passou a pertencer ao novo município e foi elevada a condição de Vila do Distrito de Santo Antônio da Boa Vista. Em 1953 Lontra foi elevada à condição de Distrito, por esse fator ficou fazendo parte de sua jurisdição o povoado de Umbuzeiro. Naquele tempo Lontra era um povoado do distrito de São João da Ponte, por isso todos os impostos eram pagos naquele município e o povo fazia esse percurso normalmente no lombo de animais ou a pé. Como as terras eram doadas para a Santa (patrimônio da igreja) as pessoas iam se instalando no povoado. Essas pessoas chegavam com esperança de uma vida nova, uma vida melhor. O terreno era doado, embora para se instalar corretamente o proprietário ou morador teria que registrar essas terras com o Bispo e posteriormente documentá-las no cartório. O município de Lontra foi desmembrado de São João da Ponte e emancipado em 1992. Atualmente Lontra conta com 18 comunidades: Barreirinho, Brejão, Buritizinho, Extrema, Flores, Gangorra, Lagoa, Novo Horizonte, Palmital, Poção, Roçadinho, Santo Antônio, São José, Sussuapara, Tabocas, Tauá, Vila União e Distrito de Umbuzeiro.