08/09/2026
Sentido do 7 de Setembro
No dia 7 de setembro de 1945, o Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, sediou a última celebração do Dia da Independência realizada sob o Estado Novo.
Diante da multidão reunida no estádio, Getúlio Vargas discursou sobre as expectativas do país no cenário pós-Segunda Guerra Mundial. Com o fim do conflito na Europa, o ambiente político brasileiro enfrentava forte pressão: tropas do país haviam combatido regimes autoritários no exterior, o que tornou insustentável a manutenção de uma ditadura em solo nacional. Pouco tempo após esse pronunciamento, em 29 de outubro de 1945, um golpe militar destituiu Vargas da Presidência da República, encerrando o período do Estado Novo.
Esse trecho histórico integra o documentário “Imagens do Estado Novo: 1937-45”, dirigido por Eduardo Escorel. A obra reavalia a herança do período ditatorial de Getúlio Vargas ao reunir um vasto material de arquivo, que inclui fotografias, cartas, filmes familiares, produções de ficção, trechos de diários e canções populares da época.
A memória desse episódio histórico convida a uma reflexão sobre o significado do 7 de Setembro. Mais do que uma simples data festiva ou um marco congelado no tempo, a independência de uma nação é um projeto dinâmico e em constante transformação.
A transição vivida no final de 1945 demonstra que a verdadeira soberania e a força de um país não dependem da centralização do poder, mas sim da capacidade de sua população de defender a democracia e a cidadania. Quando os regimes autoritários chegam ao fim, o aprendizado que permanece é que a liberdade precisa ser cultivada e protegida diariamente.
Revisitar a história — observando seus desafios, memórias e momentos de mudança — é fundamental para compreender que o futuro do Brasil se constrói com maturidade crítica, garantindo que o respeito à vontade popular e aos direitos fundamentais permaneça inegociável