04/04/2026
Aquele que não tinha onde reclinar a cabeça também não teve um túmulo próprio. Seu corpo foi colocado em um sepulcro que lhe emprestaram. Sempre foi assim. A manjedoura onde nasceu não era dele. O jumentinho também não. O barco também era emprestado. E até na morte, nada era dele. Sua entrega foi total. Ele nunca precisou possuir nada para transformar tudo. E no terceiro dia ele devolveu o túmulo emprestado, porque já não precisava mais.