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23/09/2026

Como construir culturas de bem-estar?

Se estamos vivendo tempos difíceis em relação à saúde mental, e a correlação com o trabalho já não se discute, inclusive com impactos claros nos negócios, como então reconstruir nossas culturas?

Superando a obrigatoriedade da NR-1 e entendendo sua nova redação como ferramenta e instrumento de mudança comportamental e organizacional, como aplicar novos modelos de gestão no dia a dia?

Inevitavelmente, passaremos por dois caminhos: processos e comunicação.

E as nossas lideranças estão no meio desses dois.

Afinal, são elas que imprimem, no dia a dia, aquilo que queremos ou entendemos como cultura.

Logo, não devemos apontá-las ou apartá-las dessa nova dimensão da gestão. Ao contrário, precisamos acolher, incluir e capacitar todo o time, especialmente as lideranças.

Porque não há como mudar cultura sem mudar comportamento. E tampouco exigir novos comportamentos mantendo os mesmos processos.

Um pouco do que dividi e conversei durante a minha palestra “Futuro da Saúde Mental: o que será tendência e o que ficará para trás”, no palco SulAmérica, durante o , com Wellz by Wellhub e Wellhub Brasil, meus parceiros, que também têm feito um trabalho superimportante e necessário para o tema da saúde mental.

Obrigado a todos que separaram um espaço na agenda e estiveram presentes comigo, trocando e ouvindo.

Gratidão 💙

Seguimos em frente.

25/08/2026

Mentoria exclusiva no estande da TOTVS durante o sobre como construir uma cultura de bem-estar organizacional.

Essa foi uma das minhas entregas no CONARH deste ano, ao lado da TOTVS, que vem testando esse formato mais próximo, mais intimista e que possibilita o contato direto entre as empresas e os palestrantes. Afinal, numa palestra, acaba ficando mais difícil ter esse nível de interação.

A experiência foi super positiva. Eu adorei.

Pude ouvir mais sobre as ações de bem-estar já criadas, os próximos passos das empresas, suas dores, suas fortalezas, os obstáculos acerca do tema, a saúde emocional das lideranças e, o mais importante, as intenções reais de construir ambientes de bem-estar.

E navegamos por esses assuntos: organizar tudo o que já existe, correlacionar com as dores reais da operação, testar, medir, repetir e escalar.

Porque, na prática, construir uma cultura de bem-estar também passa por entender o que já fazemos, o que funciona, o que precisa mudar e como tudo isso se conecta aos desafios reais do negócio.

Quero agradecer, mais uma vez, à TOTVS pela parceria e confiança. Em especial, à Marcella de Freitas, pela liderança desse projeto massa, e à Lorena Germani 🦊, Camila Bonetti Nunes | IA e RH, Sabrina Nicoli, Daniel K Cho e ari pela parceria de sempre.

Vocês são especiais 💙

Vamos em frente.

13/08/2026

Fui convidado pra falar de IA. Acabei falando de escuta.

Foi assim no primeiro episódio do Ainda Humano, podcast do Wellz by Wellhub que estreou essa semana. E acho que esse desvio de rota diz muito.

Porque quando a Renata Rivetti me perguntou qual habilidade a gente mais precisa desenvolver daqui pra frente, a resposta que me veio não foi técnica. Foi humana: escutar
mais.

Escutar as pessoas do time. Escutar a cultura que já existe antes de sair implementando.
Escutar quem está ao redor, dentro e fora do trabalho.

A gente perdeu isso, né? Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão pouco em conversa.

Me parece certa a ideia de que não existe ambiente de trabalho saudável que não comece pela escuta. Nenhuma ferramenta substitui isso. Nenhuma IA faz isso pela gente.

Foi uma honra dividir essa conversa com a Paloma Gonçalves. O episódio completo já está no ar, link na bio do Wellz by Wellhub. 💙

28/07/2026

Mais um trecho da minha entrevista à TV Câmara Campinas sobre saúde mental no trabalho e a suspensão dos efeitos da NR-1.

E, de fato, esperar que o Estado ou o Ministério do Trabalho e Emprego digam exatamente o que fazer ou qual metodologia adotar para a adequação à norma é um equívoco.

Por mais que essa barganha pareça “ganhar tempo”, na prática, ela representa perda de tempo, de oportunidades e de resultados para o negócio.

A folha de pagamento, os custos previdenciários, o absenteísmo, a produtividade e o engajamento já são impactados pelo adoecimento mental. Ainda assim, seguimos discutindo esses indicadores como sintomas, e não como parte do problema que precisa ser enfrentado.

Como subverter esses custos?

Como deixar de naturalizar o aumento das reclamações trabalhistas?

Como medir resultados a partir do bem-estar, do engajamento e da produtividade?

E, sobretudo, como fortalecer nossas lideranças, que também seguem adoecidas?

Talvez seja por aqui que devamos direcionar as nossas perguntas.

Porque a mudança é cultural.
E cultura se constrói aos poucos, todos os dias.

Faz sentido?

22/07/2026

Falei sobre a suspensão dos efeitos da NR-1 e saúde mental no trabalho para a TV Campinas.

Muito, mas muito importante que o tema da saúde mental continue chegando a espaços de fácil acesso, para que possamos, de fato, vislumbrar novas formas e modelos de trabalho. Afinal, o modelo atual tem nos adoecido.

No que diz respeito à suspensão dos efeitos da NR-1 — e não da norma em si —, acredito que ela revela uma das muitas formas equivocadas de enxergar o que já está posto na sociedade e, principalmente, na realidade operacional das empresas, onde os custos desse adoecimento já são evidentes.

Se estamos discutindo como reduzir o custo de aquisição de novos clientes e o churn, por que ainda não estamos olhando com a mesma atenção para os custos relacionados às pessoas?

É por esse caminho que encontraremos oportunidades reais de transformação, sustentabilidade e, consequentemente, melhores resultados para os negócios.

Este foi um trecho da minha conversa com o pessoal da TV Câmara Campinas, a quem deixo meu agradecimento pelo espaço, pela confiança e pela oportunidade de ampliar esse debate.
Que possamos continuar essa conversa.

Vamos em frente.

15/07/2026

Falei sobre saúde mental no trabalho no evento RH4B Experience | RH & Business, do querido Luis Filipe Galbis.

E, como já sabemos, o tema nunca se fez tão urgente e necessário para as relações e para a sustentabilidade dos negócios, afinal, temos vivido uma transformação dos jeitos e das formas de trabalho.

Não à toa, temos atravessado a vigência da NR-1 e toda a inflexão que essa transformação acarreta — boas e ruins, claro.

Entre prorrogações e suspensões, uma coisa me parece certa: os modelos de trabalho antigos já não funcionam mais.

Percorremos esse caminho de análise e chegamos a um ponto importante da discussão:

Nossas lideranças vão precisar de apoio, acolhimento e capacitação para compreender a complexidade do nosso tempo, a singularidade humana e, portanto, a humanização necessária para que os negócios permaneçam sustentáveis.

Porque, no fim, se estamos em adoecimento psíquico, nossas culturas organizacionais também estão, certo?

07/07/2026

De fato, precisamos criar e analisar dados para evoluirmos os temas de cultura.

E sabemos que isso, na prática, pode ser mais desafiador do que parece, afinal, ainda temos dificuldade em levar esse tema para as mesas estratégicas dos negócios.

E mais ainda quando o assunto é cultura de bem-estar, concorda?

Como medimos produtividade, inovação e criatividade? E, portanto, melhores resultados? Se, no fim, é isso que importa para os negócios: resultado.

Como mexer nesse ponteiro?

Que perguntas precisamos fazer? E quais precisamos responder?

Como conectar esses dados aos demais indicadores do negócio e correlacioná-los aos comportamentos que acontecem no dia a dia da operação?

Na prática, ainda mensuramos poucos dados qualitativos. E isso nos impede de analisar os reais problemas da operação, das áreas e da empresa, nos levando, muitas vezes, a uma lógica automática de pesquisas de clima que, na ponta, não geram confiança e nem transformação.

Daí, mais uma vez, a leitura do negócio acaba sendo de custo, e não de investimento.

Faz sentido?

30/06/2026

O que (ainda) esperamos da liderança?

Este é um ponto para o qual precisamos olhar com mais atenção, e discutir mais e mais vezes.

Primeiro, porque já sabemos que a liderança tem o mesmo impacto na vida das pessoas colaboradoras que cônjuges e terapeutas.

Segundo, porque ela também está adoecida.

E terceiro, porque é ela quem imprime a cultura da empresa na prática, no dia a dia.

E que cultura queremos continuar construindo, uma vez que ela é viva? Ou seja, percebida, praticada e evoluída todos os dias.

Entra gente. Sai gente. Comunica. Promove.

Redução dos custos previdenciários, passivo trabalhista, plano de saúde, rotatividade, absenteísmo, atração... ou simplesmente não pagar a multa da NR-1 por meio da protocolização de documentos e planilhas?

O que é melhor para a folha?

Que cálculo fizemos para chegar a essa conclusão?

No fim, é sobre essa reorganização dos modelos de trabalho, das relações e dos processos que temos atravessado, ao vivo, rumo a um mercado de trabalho mais saudável, produtivo e sustentável.

E fazer isso sem uma liderança forte não me parece o caminho mais estratégico. Nem o mais fácil.

O que tu pensa?

Vamos falar sobre isso?

24/06/2026

A saúde mental segue sendo uma pauta extremamente urgente e necessária para a sociedade, para as empresas e para o mercado de trabalho.

Mas, ao mesmo tempo, ainda ocupa um lugar periférico nas mesas onde as decisões estratégicas acontecem.

Na prática, reconstruir uma cultura orientada ao bem-estar requer tempo, requer teste e requer intenção.

Ou seja: ela não se transforma da noite para o dia.

Inevitavelmente, vamos mexer nos processos, nas maneiras como realizamos as tarefas e, principalmente, na forma como nos relacionamos uns com os outros.

O que podemos dizer ser difícil para caramba.

Porque, embora sejamos seres adaptáveis, também somos seres resistentes à mudança.

Afinal, toda mudança carrega um pequeno luto, simbólico.

E não estamos prontos para as perdas. Mas não tem jeito, precisamos avançar na pauta da saúde mental, porque, do jeito que está, não dá mais.

Estamos todos sujeitos a adoecer nos atuais modelos.

Concorda?

18/06/2026

Sobre a ação liminar que suspende parcialmente os efeitos da NR-1...

Devemos insistir nos indicadores do negócio para construir uma cultura de bem-estar. E de maneira bem urgente.

A norma segue sendo norma. E, no prisma jurídico, a discussão ainda tende a ser longa, pois existem interpretações e inseguranças relacionadas às lacunas e subjetividades da própria matéria.

“A expressão ‘fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho’ é, por si só, passível de ambiguidade e certa vagueza.”

“A ausência de tipicidade em matéria sancionatória viola frontalmente o princípio da legalidade (art. 5º, II, CF).”

Esses foram alguns dos trechos utilizados pela magistrada ao conceder liminar parcial suspendendo os efeitos sancionatórios da NR-1.

E, independentemente dos desdobramentos jurídicos, vale insistir em um ponto:
A discussão mais viável para transformar os ambientes de trabalho continua sendo sob o manto dos negócios, e da própria sustentabilidade deles.

Levantar os custos operacionais já existentes é um ponto de partida para todas as empresas.

Cruzar ações de bem-estar com produtividade, engajamento e resultado precisa deixar de ser discurso e passar a ser objetivo definido, perseguido e acompanhado, para que o tema da saúde mental consiga ganhar escala.

Do contrário, corremos o risco de reforçar exatamente a preocupação apontada na decisão:

“… embora meritório em sua intenção, carece de objetividade, podendo gerar dúvidas quanto à sua aplicabilidade.”

O tema precisa ser debatido como oportunidade de negócio — e não como algo periférico às estratégias centrais.

E nisso, ainda temos um bom caminho pela frente.

Concorda?

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Endereço

São José Dos Campos, SP

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