26/05/2026
Em síntese, esta é a nossa tese: a defesa da família Bolsonaro mesmo após a exposição de provas documentais de suas condutas criminosas não tem a ver com incapacidade de compreender a realidade, mas com o desejo de não compreendê-la.
Não é uma questão de não conseguir entender, mas de não querer entender.
Reconhecer, a esta altura, que a família Bolsonaro mentiu o tempo todo representaria uma dor tão forte que a pessoa prefere negar a realidade, em vez de aceitá-la e sentir a “dor da traição”.
A traição é a “morte do ego”: ela não atinge apenas apenas o presente, mas as lembranças do passado e as expectativas do futuro. Dói demais.
Para não seguir a dor da traição, as pessoas escolhem, conscientemente ou não, a dissonância cognitiva.
Sendo uma questão de blindagem psicológica, o processo de convencimento não pode ser pautado apenas na argumentação racional: é preciso primeiro chacoalhar a membrana da blindagem para depois entrar com o argumento.
E isso não se faz com razão, mas emoção.
É como um lago. Se vc p**a de certa altura, a água pode ser como pedra. Mas, se antes de p**ar você joga uma pedrinha para movimentar a membrana da água, você mergulhará mais facilmente.
O primeiro vídeo, com linguagem firme, foi a pedrinha que chacoalha a membrana, focado em despertar a defesa apaixonada e automática.
Este segundo vídeo é o mergulho, o argumento racional, na esperança que foque aqueles que escolheram negar a realidade dolorosa em prol da uma crença política.
Após a campanha pretendo escrever um livro sobre o assunto.
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