Paradigma Editora

Paradigma Editora Paradigma Editora se propõe a realizar todo o trabalho para a edição de sua obra: capa, ficha catalográfica, ISBN, revisão, diagramação, tradução.

Imprimimos sob demanda. A paradigma Editora nasceu para atender o público de autores independentes. Muitas vezes o autor tem seu livro pronto, mas não sabe como fazer o trabalho de finalização. Para isso contamos com uma equipe profissional em todas as áreas da edição. Desde a capa, passando pela ficha catalográfica, do ISBN à revisão ortográfica, da diagramação à revisão final, tudo é pensado para que a obra do autor seja valorizada.

10/05/2022

O melhor amigo dos invisíveis

Nada que vivencio nas ruas é tão ruim quanto a solidão que corta como o vento frio da madrugada.
Por mais humilde que seja a casa, por mais que os familiares não se dêem bem, o simples fato de ter um lugar, de ter um rosto conhecido por perto é reconfortante.
É por esse motivo que muitos dos habitantes do País dos Invisíveis tem sempre consigo um cachorro. Eles são a família que perderam, os amigos que se foram. É para eles que são destinados todo o amor que antigos companheiros renegaram. Seus animais são filhos, irmãos e amigos.
Vivem por e para eles.
Muitos deixam de comprar a própria comida para comprar-lhes ração, outros tantos dividem as quentinhas com seus pets, os colocam dentro de suas barracas, embaixo de seus cobertores.
Sofrem na pele todas as vicissitudes, mas evitam que os seus amigos sofram qualquer coisa no pelo.
E se sentem recompensados pelo amor que recebem. O olhar sem julgamentos. Os beijos em forma de lambidas. E sorriem como se tudo estivesse na mais perfeita ordem.
Uma senhora resumiu essa dedicação:
" Meu jovem, quando estou doente, ele não sai do meu lado, se estou triste ele me chama para brincar, se estou com frio, ele chega bem perto como se estivesse me abraçando me aquecendo com seu corpo. Ninguém nunca olhou para mim como ele me olha, ninguém nunca me protegeu como ele me protege, ninguém nunca me amou como ele me ama. E eu também nunca vivi por pessoa alguma, como vivo para ele. Isso só pode ser amor. E é recíproco".
"Quem dera um dia as pessoas pudessem ser puras como são os animais".
Alek Honse é jornalista filósofo e escritor autor de Dani, um mosaico de Canções em volta do fogo, Amor é Solidão, Marquises entre outros.

22/04/2022

Vida de cão
Eu estava observando um homem treinar um labrador. Mandava-o sentar, deitar, rolar e a cada movimento feito correto lhe dava alguma coisa para comer. Não percebi quando ela se sentou ao meu lado no banco da praça onde eu aquecia meu corpo gelado pela madrugada ao sol da manhã.
Ela calçava chinelos de dedo o que deixava a mostra pés muito sujos, uma calça legging que já conhecera melhores dias, uma camiseta puida e um casaco 4 vezes maior que seu tamanho. Nas mãos uma caixa com balas de goma. Não deveria ter mais que 10 anos, mas sua aparência e desenvoltura lhe atribuíram mais.
Eu estava observando um homem treinar um labrador. Mandava-o sentar, deitar, rolar e a cada movimento feito correto lhe dava alguma coisa para comer.
- Deve ser bom né tio?
- O quê?
- Ser cachorro.
Olhei espantado para a pequena.
-Nao sei, nunca pensei no assunto. Por quê pensa isso?
- Olha só? Ele está bonito, pelo lustroso, até gordinho, dá pra ver que come bem e todo dia. Seu pelo é bem aparado, está limpinho, aposto que até cheiroso. E a cada gracinha que ele faz ganha uma guloseima. Além do que deve ter uma cama quentinha e recebe carinho o tempo todo.
-Olgando assim não me parece nada mau.
- E não é. Olha para mim. Estou suja, meu cabelo duro, as roupas que visto são as que ganho por aí. Comer só como quando consigo vender as balas, cama só quando tenho dinheiro para uma pensão. Faço malabares no farol e quase nunca me dão uns trocados. E carinho tio, ninguém me dá.
Eu já estava em prantos. Abracei a pequena e tentei -lhe dizer algo que não consegui. Queria dizer que era b ser gente também.
Foi ela que quebrou o silêncio:
- Chora não tio. Eu rezo toda noite pra na próxima vida ser cachorro. Vou rezar para você ser um também.
Deu-me um beijo no rosto e se foi sem que ao menos eu pudesse saber seu nome

21/04/2022

Lindamorte: amortesalva eBook : Honse, Alek: Amazon.com.br: Livros

15/03/2022

Uma história do meu livro Pramilla e outras histórias para ser feliz para inspirar a todos os amigos.
O amor é cego.

Um casal vivia o Sacramento do Matrimônio muito bem, vinte anos de casados. Um dia aconteceu um incêndio violento na casa. Os vizinhos chamaram os bombeiros, a mulher e o marido foram ao hospital. Dias depois, os médicos disseram ao marido:

- Nós conseguimos salvar a sua esposa, mas ela está irreconhecível: da cintura pra cima é um engruvinhado de pele, a boca deformada, perdeu um pedaço do nariz, da orelha. Vai ser difícil ajudarmos sua mulher a retomar a sua vida.

Ele disse com voz baixa:

- Eu também sofri muito com esse fogo. Afinal, estou cego.

Foram para a casa que ganharam com a ajuda dos parentes e amigos, mas não saíam de casa. Ela ficou totalmente deformada. Viveram juntos mais dezessete anos, quando a esposa veio a falecer.

No velório, qual não foi a surpresa dos parentes e amigos! Ele estava sem os óculos e sem a bengala: não tinha ficado cego. Mas ele sabia que aquela esposa jamais conseguiria sentir-se verdadeiramente amada se soubesse que ele estava enxergando a sua deformidade.
Amar é isso: amar é ter coragem de fazer-se de cego para que o outro enxergue a luz."
Amar...
É parar de enxerga defeitos nos outros, pois muitas vezes o nosso é maior ou até pior que o dos outros.
Amar...
É amar seu próximo mesmo com tantos defeitos.

https://www.amazon.com.br/Pramilla-outras-hist%C3%B3rias-para-feliz-ebook/dp/B09S28NF95/ref=mp_s_a_1_5?crid=QE6GFT1LCG9&keywords=alek+honse&qid=1647317677&sprefix=alek+hon%2Caps%2C579&sr=8-5

08/03/2022

Dia internacional da mulher é absurdo
- Alek, o que você acha de um dia internacional da mulher?
- Acho injusto?
- É mesmo? Difícil encontrar alguém que tenha coragem de dizer isso nestes tempos de politicamente correto.
- E você? O que pensa a respeito?
- Eu penso que é absurdo, afinal não existe o Dia internacional do homem
- Concordo. É absurdo mesmo ter UM dia internacional da mulher.
Bebi um pouco d'água e olhando nos olhos do meu interlocutor prossegui:
É um absurdo mesmo. Enquanto houver uma mulher proibida de estudar no mundo, tido dia deveria ser dia da mulher, enquanto houver uma mulher proibida de escolher seu marido, deveria ser dia da mulher, enquanto houver uma mulher que seja agredida física, emocional, econômica ou moralmente, deveria ser dia da mulher. Enquanto existirem autoridades eleitas que procuram frases como " Não te estupro porque você é feia" ou "Elas são fáceis porque são pobres", deveria ser dia da mulher. Enquanto uma mulher for estuprada e ouvir comentários do tipo " também, com essa roupa?" Deveria ser dia da mulher.
Após o silêncio que seguiu concluí:
- Sim meu amigo, é um absurdo que todo dia NÃO SEJA DIA DA MULHER.
Alek Honse é filósofo jornalista e escritor, autor de Só Podia ser mulher- lugar de mulher é onde ela quiser,
https://agbook.com.br/book/333007--So_Podia_Ser_Mulher_
Tudo começa com um grito-do androcentrismo ao feminicidio
https://agbook.com.br/book/344833--Tudo_Comeca_com_Um_Grito, entre outros.

20/02/2022

Jogando a toalha
Não é difícil perceber quando o fim está próximo. É uma questão de sensibilidade apenas.
Quando as portas se fecham, por mais que se bata, ninguém as abre.
Quando a fome bate, o estômago reclama e fica-se no limite da indignidade.
É quando o telefone não toca nem por engano. O mundo que se conhecia já não lhe reconhece.
A calçada dura como colchão, o céu como cobertor.
Não importa quantas coisas boas se fez, a verdade é que ninguém está contando.
Os títulos acadêmicos, os idiomas que aprendeu, a inteligência tão valorizada na infância, a leitura que se faz do comportamento humano. Nada importa. Do muito que se leu, do pouco que se sabe, nada resta.
É neste momento que se pensa seriamente em jogar a toalha. Se há um fim, que seja breve, se há um recomeço, que seja mais leve.
Jogar a toalha pode ser a única saída.
ALEK Honse é jornalista, filósofo e escritor, autor de Dois Monges e outras histórias em busca de Ananda, Dani um mosaico de Canções em volta do fogo, Pramilla e outras histórias para ser feliz entre outros.

12/02/2022

Viagem marcada
Nossa viagem está marcada e tudo será deixado para traz:
a praia guardada e nunca usada, a toalha bordada ganhada no casamento, os planos a longo prazo, os sonhos adiados.
Também ficarão as dividas ou as aplicações no banco.
A casa sempre impecável que não permitia ver o sol nascer ou se por de tantas tarefas, o carro novo financiado ficará na garagem, as panelas ficarão sem arear na pia, as Tupperware não terão mais tampa nem serventia, as roupas no varal.
A viagem está marcada.
Os títulos acadêmicos, os aplausos, as lágrimas, as calúnias sofridas e a arrogância que proferimos.
O nosso mau humor de manhã, o estresse do meio dia, a briga no final do dia. Nossas atitudes grosseiras, nossa falta de empatia. Nossa gentileza e carinho, amor e sabedoria.
A viagem está marcada e nada poderemos levar.
Todos os problemas reais ou imaginários não serão mais resolvidos.
Iremos embora e em pouco tempo será como se nunca tivesse nos estado aqui, talvez nunca estivemos mesmo, talvez supervaloriza os nossa importância.
A viagem está marcada. E nada do que pensávamos ter era nosso de fato.
O cão logo estará apegado a novos donos, a companhia estará em outros braços, o amigo encontrará um novo melhor amigo, nosso cargo na empresa será ocupado.
Coisas que não deixamos ninguém tocar serão vendidas, doadas ou mesmo lançadas fora por ter pouco valor. Na verdade nada tem valor.
A viagem está marcada, só não sabemos para quando, mas um dia, sem mais nem por quê embarcamos no trem que nos levará ao esquecimento, a irrelevância e ao silêncio.
A viagem está marcada, mas enquanto não embarcamos, o que estamos fazendo na grande viagem da vida?
Quantos sorrisos fizemos brotar hoje nos lábios de quem amamos?Quantos bom dia distribuímos para os que ocupam cargos abaixo de nós?
Quantos Invisíveis conseguimos consolar com doações, olhares, preces silenciosas, sorrisos, atenção e palavras de conforto?
Vamos vestir a nossa melhor roupa para ir a padaria? Vamos ouvir aquela canção que amamos e dançar no meio da rua? Vamos ligar pedindo desculpas para alguém? Perdoar quem nos magoou? Vamos quebrar a dieta e tomar aquele sorvete, comer aquela pizza, andar descalço na grama, deixar a chuva cair sobre nós?
Se a viagem marcada fosse hoje, com certeza gostaríamos de ter mais tempo que dinheiro, mais amigos reais que virtuais, Valorizariamos cada segundo na jornada da vida, correriamos menos, andariamos mais leves.
Até porque a viagem está marcada.

ALEK Honse é jornalista, filósofo e escritor. Autor de Tudo começa com um grito - do androcentrismo ao feminicidio, Dois monges e outras histórias em busca de ananda, Pramilla e outras histórias para ser feliz entre outros.

Imagem:
Aquarela de Lila Esther D'Alessandro

10/02/2022

Nascer em um mundo inóspito com tantas diferenças e desigualdades e ainda assim ser feliz. Este é um desafio hercúleo a que poucos no final da estrada podem dizer que obtiveram sucesso.

Notamos, porém que mesmo aqueles a quem a felicidade se resume a dinheiro e poder acabam por serem infelizes, os viajados nunca estão satisfeitos, os humildes estão estressados, os titulados tornaram-se arrogantes.

As histórias aqui reunidas procuram tratar deste caminhar, da forma como a maioria de nós está levando a existência.

É preciso que encontremos o meio termo entre o que desejamos e o que realmente precisamos.

Sêneca o filósofo escreveu “O que não é necessário, mesmo que custar um tostão, é caro”.

Pramilla e outras histórias para ser feliz trata da nossa capacidade em buscar os objetivos que traçamos para nossa vida, mas sem deixar que eles nos façam perder a vida.

Todas as histórias visam inspirar os leitores para que encontrem sua própria felicidade, seja ela qual for.

https://agbook.com.br/book/424233--Pramilla
Ou pelo whatsapp 11981518718

27/01/2022

Onde voce mora.
Casa é uma construção de cimento e tijolos.
Lar é uma construção de valores e princípios.
Casa é o o abrigo das chuvas, do calor, do frio.
Lar é o abrigo do medo, da dor e da solidão.

Casa é o lugar onde as pessoas entram para dormir, usar o banheiro, comer. Onde temos pressa para sair e retardamos a hora de voltar.

O lar é o lugar onde os membros da família anseiam por estar nele, onde refazem suas energias, alimentam-se de afeto e encontram o conforto do acolhimento.
É onde temos pressa de chegar e retardamos a hora de sair.

Numa casa criamos e alimentamos problemas.
O lar é o centro de resolução de problemas.

Numa casa moram pessoas que mal se cumprimentam e se suportam. Num lar vivem companheiros que, mesmo nas divergências, se apoiam e nas lutas se solidarizam.

Numa casa desdenha-se dos nossos valores.
No lar sonhamos juntos.

Numa casa há azedume e destrato.
Num lar sempre há lugar para a alegria.
Numa casa nascem muitas lágrimas.
Num lar plantam-se sorrisos.

A casa é um nó que oprime, sufoca.
O lar é um ninho que aconchega.

Se você ainda mora em uma Casa, seja ela como for é hora de mudar. De transformá-la, com urgência, em um lar.
Ninguém merece viver assim. Ser um sem teto de afeto em sua própria casa.
Alek Honse é escritor, autor de melancolia, Akek no país dos invisiveis, Goles de Solidão e Poesia entre outros.

21/01/2022

Queridos amigos leitores. Este é o meu mais novo trabalho. Se puder, adquira um exemplar e ajude um autor independente. Também ajuda muito se publicar em suas redes sociais e compartilhar com seus amigos. Toda a ajuda na divulgação será bem vinda. Muito obrigado. Este é o quarto livro da série os Invisíveis. Em Alek no país dos invisíveis, narro o inicio da minha saga pelas ruas de São Paulo contando além da minha própria história outras de pessoas que cruzaram meu caminho. Em Crônicas do país dos invisíveis trago relatos de pessoas que chegaram ao submundo da pirâmide social e uma ponta de esperança que os cercam. Em Melancolia como o próprio nome diz os textos refletem a o desamparo e o olhar soturno de quem está a passos de perder a esperança (ou já a perdeu) perante a indiferença do mundo. Agora em Fratura Exposta- a vida nas ruas sob o olhar de um Invisível, as reflexões são pautadas pelo fim do sonho de sair das ruas. São relatos, histórias e impressões daqueles que já perderam completamente a esperança em sair das ruas. Os relatos de humilhação, julgamentos, abandono e falta de empatia estão mais presentes e marcantes que nunca. Ninguém está na rua porque quer. O que a sociedade não consegue entender é que a rua é como um moedor de cana. Uma vez que se chega aqui, o suco dos nossos sonhos, ilusões, planos e desejos vão sendo moídos e escorrem lentamente pelo ralo da indiferença, da falta de empatia, do olhar julgador da sociedade. E o indivíduo vai tornando-se uma sombra de si mesmo. Um bagaço. Com o passar do tempo, nada sobra.

17/01/2022

A humanidade evoluiu. Muitas descobertas cientificas transformaram o planeta em um lugar mais confortável, ainda que pese haver atualmente muitos locais no planeta que se assemelhem aos primórdios da civilização. Com tudo isso é simplesmente lamentável que ainda tenhamos que nos deparar com notícias diárias de violência contra a mulher. E toda a violência começa da mesma maneira.
Tudo começa com um Grito.
O desenho é sempre o mesmo. O agressor tem o mesmo modus operandi. Da primeira vez que perde o controle da situação ele não bate, ele não segura a vitima pelo braço, não a chacoalha, não joga um objeto em sua direção ou ao chão. Ele grita! E ele vai tentar justificar. Vai arrumar desculpas, ora será o trânsito, ora a bebida, ora um colega do trabalho, o salário que não deu para pagar as contas, o filho, um amigo. Sempre haverá alguma coisa, alguém que será responsável pela perda do controle. A própria vitima será muitas vezes a responsável pela explosão dele. Sempre um elemento externo é a causa de sua ira, sempre a mulher, a companheira, a namorada será seu alvo. A culpa nunca será dele.
Tudo começa com um grito.
Esse grito pode ser nosso. Meu, seu. De qualquer homem que não aceita, que se indigna com esse determinismo que nos trouxe a esse estado de barbárie perante as mulheres.
Sim! Tudo começa com um grito.
O nosso grito, será o grito de basta!
https://agbook.com.br/book/344833--Tudo_Comeca_com_Um_Grito

16/01/2022

Hospital Ipiranga na UTI

Há um ano a hastag mais comentada, curtida, compartilhada no país era . Milhões de pessoas que tiveram a oportunidade de se vacinar exaltavam o melhor serviço de saúde publica do mundo. Fotos, vídeos, mensagens e agradecimentos fizeram parte desta epifania.
Hoje um ano depois parece que tudo isso ficou no passado. Brasileiro não tem memória?.
A empatia para com os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem) parece, caiu no limbo do esquecimento por falta de profissionais e de uma política equivocada no trato com as instituições. Talvez a meta do governo estadual seja sucatear o serviço para que a população compre a ideia de que a saída seja a terceirização.
Ninguém se preocupou com a manutenção dos serviços. Hoje, em meio ao surto da H2N3 e da variante Omicron, a população coloca o peso nas costas dos profissionais de saúde.
Há algumas semanas no Hospital Ipiranga um paciente invadiu o consultório de uma médica porque seu atendimento demorava. Há poucos dias a policia foi acionada por outra paciente porque não conseguia ser atendida na hora que queria, ignoram que na rede particular a demora também é grande. Em novembro fiquei 6horas entre a abertura da ficha e o diagnóstico de minha acompanhante no hospital Santa Catarina. Em nenhum momento houve um surto raivoso por parte dela ou dos outros pacientes.
Neste mesmo hospital Ipiranga sob a tutela do Estado, há cerca de 4 anos haviam 6 médicos por plantão, hoje são dois.
Ninguém cobra as autoridades. O governador que teve papel fundamental na pandemia faz ouvidos moucos e olhar de paisagem para o problema e a população bate no lado mais fraco desta corda esticada: as equipes de saúde.
Sonho com o dia que o povo se organize e feche as marginais, a 23 de maio, a radial leste cobrando melhores condições de atendimento no SUS, que fechem a Avenida Paulista como faz para defender seus corruptos de estimação, não me importa se vestirão verde e amarelo ou vermelho, quero a avenida fechada com placas dizendo “VIVAO SUS’, MAIS MÉDICOS’, SAÚDE É O QUE INTERESSA” e outras variantes.
Não adianta ir ao hospital e brigar com a atendente, com a enfermeira ou ameaçar o médico. Precisamos cobrar os políticos, os que mandam e gerenciam.
Se isso não ocorrer, daqui a pouco o hospital Ipiranga, Brasilândia, Jabaquara e outros fecharão seus PS’s e a população ficará a míngua.
Para vencer essa batalha é preciso lutar contra as pessoas certas. Os profissionais de Saude estão ao lado da população. O inimigo sempre foi outro, o governante da vez.
E privatização é piada pronta. Só ajuda a por mais dinheiro no bolso de quem quer se perpetuar no poder. O povo que precisa, continuará em macas nos corredores sem atendimento adequado, sem exames ou remédios.
Viva o Sus, mas um SUS com qualidade. Merecemos respeito.
Alek Honse é jornalista, professor doutor em filosofia e escritor.

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01319000

Telefone

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