24/01/2026
Era 17h31, do dia 16 de janeiro, sexta-feira, quando recebi o aviso da Defesa Civil no meu celular, sobre as fortes chuvas na Capital. Cerca de 40 minutos depois, recebi o primeiro vídeo, era da minha mãe dizendo que a rua dela, mais uma vez, tinha virado um rio.
Minha mãe mora há 37 anos na Cohab Adventista (Rua Marmeleira da Índia x Rua dos Mercantéis), passei minha infância e adolescência vendo o córrego Moenda Velha transbordar, levando tudo que encontrava. Foi lá que Erick Silva, jovem de 24 anos, teve seu carro levado pelas águas do córrego em 06/02/2025, seu corpo nunca foi encontrado.
Tenho certeza que o caso de Erick não foi o primeiro, mas conquistou relevância midiática, principalmente por conta das mídias comunitárias, como Capão Atento, Capão News e Vila Andrade News, que têm feito um papel importante utilizando as redes sociais para levar a público casos que antes não eram noticiados.
Mas, voltando à janeiro de 2026, infelizmente, um novo caso “ganhou” as manchetes dos portais de notícias, trazendo, mais uma vez, uma triste história: o carro do casal Maria Deusdete da Mata Ribeiro (37) e Marcos da Mata Ribeiro (68), que circulava na Av. Carlos Caldeira Filho no dia 16/01, foi tragado para dentro do córrego Morro do S. O corpo de ambos foi encontrado no Rio Pinheiros: o de Marcos foi localizado dia 18/01, dois dias depois do temporal, nas proximidades do Parque Burle Marx; o de Maria Deusdete no dia 19/01, próximo do Autódromo de Interlagos.
Os dois casos citados, em 2025 e 2026, aconteceram em um intervalo de 375 dias, ou seja, menos de um ano se passou do caso de Erick e a tragédia anunciada se repetiu, agora levando duas vidas.
Leia o artigo completo da jornalista Gisele Alexandre em jornalismo.mandanoticias.com.br