07/09/2026
Há quem viva na superfície das coisas.
E há pessoas como nós, que não sabe viver sem mergulhar.
Sinto enquanto penso
e penso enquanto sinto.
Eu não atravesso a experiência. É ela que me atravessa… e sempre, sempre, deixando perguntas, questionamentos e reflexões.
Talvez exista um preço em ser profundo.
Porque quem mergulha encontra beleza,
mas também encontra aquilo que a superfície consegue esconder: a sombra, os medos, as inseguranças.
Às vezes, gostaríamos de sentir menos.
Pensar menos.
Não perceber tantas nuances, tantos silêncios, tantas entrelinhas.
Ser um pouco mais rasos diante da vida.
Mas há oceanos que não aprenderam a ser poça.
E talvez amadurecer não seja diminuir a própria profundidade,
mas aprender a habitá-la sem se afogar.
É preciso saber quando mergulhar.
E quando voltar à superfície.
Mais que tudo, compreender que nem tudo aquilo que existe dentro de nós
precisa ser resolvido.
E está tudo bem, não ter tudo resolvido.
Algumas coisas precisam apenas de espaço e tempo.
Para nós, mulheres oceânicas.
Com carinho,
Carol Costa
Tarot Mãos de Luz