Revista Saúde e Sociedade

Revista Saúde e Sociedade 📕 Publicação da Faculdade de Saúde Pública da USP
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📖 Convidamos à leitura do artigo “Fentanil: uma ameaça para a sociedade brasileira ou um medicamento opioide de grande i...
01/10/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “Fentanil: uma ameaça para a sociedade brasileira ou um medicamento opioide de grande importância no gerenciamento da dor?”, de Gabriela Pereira Kuhn, André Luiz Bigal e Solange Aparecida Nappo (Unifesp), publicado na segunda edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“Aproximadamente 450.000 americanos morreram de overdose de opioides entre 1999-2018, caracterizando um dos piores problemas de saúde pública já enfrentados pelos EUA. Foi feita uma revisão bibliográfica narrativa com busca nas principais bases de dados. Foram selecionados 101 trabalhos que após análise foram reduzidos a 77 artigos que permitiram uma visão abrangente sobre o fentanil nos EUA e os fatores que desencadearam seu consumo de alto risco e os desdobramentos no Brasil. Identificaram-se três fases que contribuíram para a crise de opioides nos EUA: aumento da prescrição; uso de he***na associado a outras dr**as, principalmente fentanil e; o consumo de fentanil ilícito. No Brasil, contrastando com um histórico de opiofobia, houve aumento da prescrição de opioides e apreensões de fentanil ilícito. O impacto desse aumento é desconhecido em relação ao cenário de consumo de alto risco/dependência. Fentanil representa uma ferramenta valiosa no manejo da dor e não pode ser excluído da prática clínica. Isso se justifica pela responsabilidade social e bioética associada ao controle da dor. É fundamental estabelecer mecanismos de controle e de medidas de prevenção para assegurar o acesso ao medicamento e ao mesmo passo impedir a sua circulação ilegal.”

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Arte e Divulgação: Kris H. Oliveira

📖 Convidamos à leitura do artigo “‘A produção da saúde no território líquido amazônico: reflexões sobre as UBS Fluviais ...
29/09/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “‘A produção da saúde no território líquido amazônico: reflexões sobre as UBS Fluviais ao longo dos primeiros 10 anos”, de Maria Adriana Moreira (Sec. Mun. de Saúde de Manicoré) e colaboradoras/es, publicado na segunda edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“O texto busca analisar a Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) em Saúde, com foco nas regiões da Amazônia Legal e do Pantanal, utilizando como referência a experiência das Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF). Os dados foram produzidos por meio do método cartográfico, uma escrita narrativa e reflexiva da práxis em pesquisa, gestão e assistência na Amazônia. Os autores produzem essa narrativa implicados, desde a inauguração da primeira UBSF, em 2013, em Borba, Amazonas, financiada pelo Ministério da Saúde, os corpos dos autores estão em Educação Permanente em Saúde in ato pela Amazônia. Para a análise utilizou-se o pressuposto teórico do território líquido, categoria desenvolvida pelos autores que potencializa a compreensão da região. Evidencia-se que existem mais de 30 embarcações atuantes no país, o que amplia o acesso à saúde para as populações ribeirinhas; além disso, observa-se a promoção da integralidade e equidade no cuidado oferecido às comunidades. Desafios permanecem: o financiamento dessas unidades e a necessidade de ações contínuas de educação permanente para os profissionais, com vistas à promoção de saúde que respeite as especificidades do território líquido da Amazônia.”

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Arte e Divulgação: Kris H. Oliveira

📖 Convidamos à leitura do artigo “‘A condição genética me constitui, mas não me define’: uma biografia coletiva de pesso...
25/09/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “‘A condição genética me constitui, mas não me define’: uma biografia coletiva de pessoas com albinismo no Brasil”, de Daphne Sarah Gomes Jacob Mendes, Miguel Ângelo Montagner e Maria Inez Montagner (UnB), publicado na segunda edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“O albinismo é uma condição relativamente rara, não contagiosa, herdada geneticamente e ainda hoje permeada por discriminação e estigmatização. O objetivo desta pesquisa foi apresentar as experiências de vida das pessoas com albinismo e sua relação com a enfermidade, utilizando suas trajetórias e narrativas, na forma de biografia coletiva. Realizou-se uma pesquisa qualitativa, com as técnicas de entrevista focada de Merton e amostragem pelo método bola de neve. A biografia coletiva do grupo foi construída de modo a trasladar a trajetória e experiências do grupo, por meio de uma narrativa entrelaçada das falas dos participantes. Foram abordadas as experiências dessas pessoas nas dimensões nascimento e família; adolescência e o universo escolar; o mundo do trabalho e a jornada profissional; o cuidado em saúde e as estratégias de superação da própria condição. Ao longo da trajetória desse grupo, o preconceito e a estigmatização são experiências vivenciadas desde o momento do nascimento e se prolongam por toda a vida. Conclui-se que a falta de informações não só perpetua estigmas em torno da condição, mas também impede que essas pessoas tenham acesso a diagnósticos precisos e aos cuidados necessários. Isso ressalta a urgência de implementar políticas públicas que abordem as necessidades desse grupo.”

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📖 Convidamos à leitura do artigo “Caminhos que levam à/ao box: estudo socioantropológico sobre as motivações à prática d...
23/09/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “Caminhos que levam à/ao box: estudo socioantropológico sobre as motivações à prática do CrossFit®”, de Juliana Gonçalves Baptista (Colégio Pedro II), Guilherme Gonçalves Baptista e Elaine Reis Brandão (UFRJ), publicado na segunda edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“O objetivo deste trabalho é compreender e analisar as motivações que levaram os sujeitos de classes médias a aderir à prática de CrossFit na cidade do Rio de Janeiro. Adotou-se a triangulação de dados, a partir da observação participante de um box de CrossFit na cidade do Rio de Janeiro, da análise documental do “Guia de Treinamento de nível 1: CrossFit Training” e de entrevistas com praticantes de CrossFit da mesma cidade. Os principais resultados indicaram que as motivações estavam relacionadas à busca do capital corporal e de saúde, mediadas pela capacidade de desempenho e pela rapidez para alcance desses objetivos, e às interações e construções de vínculos sociais, através da dinâmica das aulas. Conclui-se que as motivações para a prática do CrossFit incidem em uma educação do corpo alinhada à rapidez contemporânea e ao desafiar-se como investimento necessário na construção identitária.”

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📖 Convidamos à leitura do artigo “Aborto legal: relatos de médicas em hospital de referência”, de Kétlen Almeida Martins...
18/09/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “Aborto legal: relatos de médicas em hospital de referência”, de Kétlen Almeida Martins e Daliana Cristina de Lima Antonio (UNIMONTES), publicado na segunda edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“Ainda que a legislação brasileira preserve o abortamento em casos de estupro, risco de mortalidade materna e anencefalia do feto, a pessoa médica é autoridade para o diagnóstico e orientação ao abortamento, assim como tem o direito da objeção de consciência reivindicado para recusar a execução o procedimento. Este artigo visa analisar relatos de seis médicas ginecologistas-obstetras entrevistadas em hospital especializado no procedimento de abortamento para uma reflexão sobre suas percepções. Foi possível avaliar que implicações socioculturais tensionam a perspectiva individual sobre a vitimização e o ab**to. E que as condições multiprofissionais para a atuação médica, diante da divisão das funções na estrutura hospitalar, afetam a prestação do serviço e são entendidas como incompatíveis com a formação acadêmica. Entretanto, a compreensão do crime parece prevalecer em prol dos cuidados com respeito à preservação do serviço de referência no atendimento às vítimas desta violência.”

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Foto: DC Studio/Freepik
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📖 A segunda edição de 2025 da Saúde e Sociedade está no ar e disponível para acesso!Este número reúne dezoito artigos or...
15/09/2025

📖 A segunda edição de 2025 da Saúde e Sociedade está no ar e disponível para acesso!

Este número reúne dezoito artigos originais, dois ensaios, uma revisão crítica e uma entrevista que refletem os múltiplos desafios e horizontes da saúde coletiva contemporânea.

Alguns artigos abordam a saúde e direitos da população trans, que exploram as trajetórias de cuidado de homens trans e pessoas transmasculinas durante a pandemia, o direito à saúde integral de pessoas trans na Argentina, e as práticas esportivas como forma de resistência e promoção da saúde.

Outros artigos aprofundam questões de cuidado e vulnerabilidade, incluindo relatos de médicas sobre ab**to legal, a atenção em saúde mental a pessoas com comportamento suicida, narrativas fotoetnográficas de mulheres institucionalizadas com esquizofrenia, experiências de mulheres sobreviventes de câncer de mama e a atuação das associações de pacientes de doenças raras na defesa do direito à saúde.

A edição também traz análises sobre política, história e práticas de saúde, como a dimensão política do trabalho de enfermagem, os impactos da saúde digital no cotidiano das agentes comunitárias, mudanças na expectativa de vida na Argentina, a formalização da medicina legal em São Paulo no início do século XX e estratégias comunitárias de enfrentamento da dengue, zika e chikungunya.

Nos ensaios, são discutidos o papel dos agentes comunitários de saúde nos territórios e os desafios das Unidades Básicas Fluviais na Amazônia. A seção de revisão crítica apresenta um debate urgente sobre o fentanil, entre o risco social e sua relevância como medicamento no controle da dor. Para completar, uma entrevista com o Prof. Titular Emerson Elias Merhy (UFRJ) destaca a presença de Georges Canguilhem na formação da saúde coletiva brasileira.

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Arte e Divulgação: Kris H. Oliveira

📖 Convidamos à leitura do artigo “‘Eu sei que a maternidade é um direito, mas vamos pensar na criança?’: agentes de esta...
01/09/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “‘Eu sei que a maternidade é um direito, mas vamos pensar na criança?’: agentes de estado nas encruzilhadas das redes de proteção frente às experiências de maternidades de mulheres em situação de rua”, de Gilney Costa Santos, Tatiana Wargas de Faria Baptista e Patrícia Constantino (ENSP/Fiocruz), publicado na primeira edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“As maternidades em situação de rua desafiam práticas profissionais e institucionais, apontando hiatos entre o que as redes de proteção ofertam e as necessidades dessas mulheres. Inspirados nas ideias de “travessias”, de Guimarães Rosa, e “encruzilhadas”, de Simas e Rufino, analisamos os sentidos da proteção operados por Agentes de Estado. As travessias foram realizadas entre os anos de 2019 e 2024 tendo como cenário o Fórum de Maternidades, Uso de Dr**as e Convivência Familiar e uma equipe de Consultório na Rua, ambos no município do Rio de Janeiro. Foram entrevistadas nove agentes de Estado, com inserção nos sistemas de saúde, assistência social e justiça. Nas travessias reconhecemos três encruzilhadas: “o Estado meio anjo, meio monstro”, o “falso dilema do mais vulnerável” e “a perversidade dos ‘atos do bem’”. Essas encruzilhadas remetem a argumentos paradoxais e em disputa institucional entre direitos da criança e das mulheres/mães, com tensões entre o reconhecimento da maternidade como direito e a criança como vulnerável. Os marcos jurídico-legais definem destinos, secundarizando o debate e o enfrentamento das condições sociais que marcam essas vidas. Dada a tradição escravagista brasileira, construir políticas reparadoras para essas mulheres e filhos/filhas demanda outra configuração de Estado, capaz de enfrentar as desigualdades estruturais.”

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📖 Convidamos à leitura do artigo “Luta política, religiosidade, direitos humanos e saúde: entrevista com Júlio Renato La...
25/08/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “Luta política, religiosidade, direitos humanos e saúde: entrevista com Júlio Renato Lancellotti”, de Danielle Ribeiro de Moraes (IFF/Fiocruz) e Júlio Renato Lancellotti (Igreja de São Miguel Arcanjo), publicado na primeira edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“Júlio Renato Lancellotti é uma das maiores referências brasileiras na luta pelos direitos humanos e, em especial, pelos direitos das pessoas em situação de rua (PSR). Pedagogo e padre católico desenvolve, em articulação com movimentos sociais, práticas de acolhimento, educação, saúde e defesa de direitos com as pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo. Nessa entrevista, Padre Júlio fala de uma trajetória de mais de 40 anos, atuando junto a "grupos desconsiderados" e marcados por situações de conflito; destaca aprendizados e as contradições que atravessam essa realidade e como novas pautas e lutas se somam; denuncia o cenário de especulação imobiliária na cidade e os impactos para toda população. Por seu posicionamento político, Padre Júlio sofre cotidianamente inúmeras ameaças, mas nada o impede de prosseguir de mãos dadas com seus irmãos, lutando por direitos, clamando por amor e reconhecimento de toda e qualquer humanidade.”

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Foto: Jamile Ferraris/MJSP/Flickr
Arte e Divulgação: Kris H. Oliveira

📖 Convidamos à leitura do artigo “A população em situação de rua chega ao Supremo Tribunal Federal: o caminho por direit...
22/08/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “A população em situação de rua chega ao Supremo Tribunal Federal: o caminho por direitos e reconhecimento a partir de uma audiência pública ‒ a ADPF 976”, de Taniele Rui (Unicamp), publicado na primeira edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“A vida nas ruas foi alçada o tema de interesse do Supremo Tribunal Federal. No ano de 2022, uma audiência pública foi proposta pela Rede Sustentabilidade, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que ajuizaram, no STF, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976. Nesta, pediu-se que a Corte determinasse aos Executivos federais, estaduais e municipais a adoção de providências em relação às condições de vida da população em situação de rua no Brasil. A audiência ocorreu em novembro de 2022 e foi considerada histórica por muitos participantes, por ser a primeira vez que o STF se abriu para a discussão do tema. Este artigo se debruçará em descrever essa audiência, com o intuito de compreender as principais pautas contemporâneas lançadas por essa população ao STF. Antes, porém, sistematiza um processo mais amplo de luta por direitos que alçou a população em situação de rua a agente de interlocução política. Argumento que o que passou permitiu a produção de demandas aos governos, com o intuito de avançar na proposição de articulação em nível nacional para políticas sobre o tema e tirar esse segmento social da invisibilidade jurídica e civil.”

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Arte e Divulgação: Kris H. Oliveira

📖 Convidamos à leitura do artigo “Direitos humanos e pessoas em situação de rua: reflexões a partir do lastro de um Bras...
21/08/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “Direitos humanos e pessoas em situação de rua: reflexões a partir do lastro de um Brasil escravista”, de Lidiane Bravo da Silva, Roberta Gondim de Oliveira e Mariana Vercesi de Albuquerque (ENSP/FIOCRUZ), publicado na primeira edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“Alçar a discussão acerca dos direitos humanos e pessoas em situação de rua - majoritariamente negras - no Brasil, requer debruçarmos sobre o crime jurídico antinegro, que se consubstancia a partir do aparato legal desde o período colonial. Bem como fazer uso de abordagens críticas, de leitura racializada, com vistas a romper com a falácia da democracia racial brasileira, sobre o lugar-comum - de igualdade e universalidade, entre negros e não-negros - em iguais condições de usufruto dos direitos e acesso às políticas públicas. Este ensaio busca trazer elementos que nos ajudem a lidar com a seguinte questão: a noção de direitos humanos, construída sobre a perspectiva do sujeito universal - tendo como referência implícita o branco europeu - que ancora as políticas públicas direcionadas à população em situação de rua no Brasil, contempla as questões raciais que condicionam, determinam a vida da população negra? Para tal, tomaremos, como aporte para reflexão, a discussão sobre colonialismo e colonialidade; formação social brasileira; a histórica violação dos direitos humanos da população negra; a abordagem dos direitos humanos presente em grandes marcos internacionais e nacionais; e epistemologias que contribuem com o debate de forma implicada ao falar do lugar da (re)existência.”

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Foto: Levi Meir Clancy/Unsplash
Arte e Divulgação: Kris H. Oliveira

📖 Convidamos à leitura do artigo “Crianças e adolescentes em situação de rua - tempos, contratempos e confluências nos p...
20/08/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “Crianças e adolescentes em situação de rua - tempos, contratempos e confluências nos processos de (des)encantamento das infâncias”, de Sônia Maria Dantas Berger (UFF), Paula Kwamme Latgé (BEMTV) e Filipi Dias de Souza Malta (CRAD), publicado na primeira edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“As questões sociais relacionadas às crianças e adolescentes em situação de rua e os processos vulnerabilizantes que incidem em suas vidas, violando direitos sociais, impossibilitando a construção de suas histórias e negando a possibilidade de futuro, como também do passado e da ancestralidade, são temáticas abordadas no presente ensaio. Buscou-se aprofundar reflexões teóricas dialogando com contribuições da Sociologia da Infância, considerando a intersecção entre o racismo, o adultocentrismo e capitalismo. A problematização do marcador geracional na herança colonial aponta para um frágil processo de universalização dos direitos das crianças e demonstra a insuficiência das determinações legais, quando entram em cena as desigualdades sociais, o que colabora para a produção de infâncias desiguais. No que se refere aos meninos, meninas e menines em situação de rua, na contramão de uma visão que os inviabiliza socialmente e criminaliza seus modos de vida, são destacados aspectos ético-políticos da incidência dos seus corpos-devires-crianças nos territórios que afirmam a potência da conexão entre o brincar e as culturas subalternizadas em seus modos gingantes e resistentes de ser. Diante dos inéditos viáveis que urgem serem sonhados e forjados coletivamente, aposta-se na ressignificação das infâncias vulnerabilizadas, de modo a ser assegurado espaço-tempo para suas existências enquanto Sujeitos.”

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📖 Convidamos à leitura do artigo “Entre leis, moralidades e éticas: direitos humanos, usuário de dr**as e política de re...
19/08/2025

📖 Convidamos à leitura do artigo “Entre leis, moralidades e éticas: direitos humanos, usuário de dr**as e política de redução de danos”, de Luzania Barreto Rodrigues (Universidade Federal do Vale do São Francisco), publicado na primeira edição de 2025 da Saúde e Sociedade.

“Neste artigo, o objetivo é cotejar as políticas de redução de danos à luz da ideologia dos direitos humanos. Concretamente, se os direitos humanos podem ser interpretados pela chave da ideologia da dominação do capitalismo financeiro, fortalecido inclusive pelo proibicionismo e suas estratégias de controle político, cabe averiguar em que medida eles operariam também na dimensão ética, enquanto política de cuidado de si, do outro e com o outro, isto é, a política de redução de danos. Como abordagem metodológica, após proceder à revisão teórica, foram retomadas anotações próprias de um caderno de campo, elaborado durante as décadas de 1990 e 2000, quando trabalhei com pessoas que faziam uso ou abuso de dr**as e se tornaram redutores de danos, em Salvador, no Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Dr**as (CETAD) e na Aliança de Redução de Danos Fátima Cavalcanti (ARD-FC), extensões permanentes da Universidade Federal da Bahia. As análises apontaram que Redutores de Danos e “usuários de dr**as” revelam-se ativistas nas disputas em torno de políticas sobre dr**as e controles de população, contestando a governamentalidade biopolítica do Estado brasileiro e dos governos do Estado da Bahia, que combinam baixo investimento em políticas assistenciais e de saúde, proteção do capital especulativo, letalidade e superencarceramento.”

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Foto: mindandi/Freepik
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