Senso Incomum

Senso Incomum Notícias e opiniões contra a corrente.

Navegando pelos escombros da modernidade. 🏛️

Artigos, podcasts, lives, cursos e leituras de literatura, filosofia, história e geopolítica contra a decadência do Ocidente.

Odisseu mente, inventa identidades, manipula aliados e inimigos — mas Homero não o transforma em vilão.Por que continuam...
27/08/2026

Odisseu mente, inventa identidades, manipula aliados e inimigos — mas Homero não o transforma em vilão.

Por que continuamos fascinados por um herói aparentemente sem virtudes?

No novo vídeo, falo sobre a *métis*: a inteligência astuciosa que fez Odisseu vencer quando a força já não bastava.

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Navegantes do Clube de Leitura da Formação Senso Incomum, como trocamos a plataforma de e-mails, é possível que o link p...
19/08/2026

Navegantes do Clube de Leitura da Formação Senso Incomum, como trocamos a plataforma de e-mails, é possível que o link para o encontro do Clube tenha ido para a aba "Promoções". Adicione o remetente para evitar o problema.

Encontramo-nos às 19h na Ilha dos Feáceos com Nausicaa!

Como você JÁ DEVERIA estar sabendo, a SensoLive agora será às SEGUNDAS-FEIRAS! E começamos agora o novo horário, como só...
17/08/2026

Como você JÁ DEVERIA estar sabendo, a SensoLive agora será às SEGUNDAS-FEIRAS! E começamos agora o novo horário, como sói, reclamando da decadência do Ocidente!

Ou, mais exatamente, de como os algoritmos estão determinando tudo, os comportamentos de todos - das pessoas no ônibus ou dizendo que estão lutando contra o sistema - mas estão todos em downscrolling eterno.

Venha para a live mais sensacional e PIDONA do Ocidente com Flavio Morgenstern às 20h e pouco em ponto, no canal do Senso Incomum!

27/07/2026

A direita pós-Olavo não fracassou apenas politicamente: seu fracasso é antes intelectual. O problema simples é que a direita parou de ler, de vencer debates, de saber mais do que a esquerda e o estamento.

Muitos acreditaram que o maior problema seria uma disputa pelo "legado" de Olavo de Carvalho. Esse foi o menor dos nossos problemas: o que dizer da nova direita que, hoje, é apenas fofoca e briguinha de quinta série na internet?

Sem alguém para lembrar constantemente das prioridades, boa parte da direita trocou literatura por militância, formação por algoritmo e cultura por reação instantânea.

Neste vídeo explico por que isso aconteceu — e por que nosso objetivo é formar leitores, e não apenas eleitores.

O artigo completo está disponível para os assinantes da newsletter do Senso Incomum.

📚 Os grandes lêem os grandes.

Entre nacionalismos, rivalidades e polêmicas, futebol foi sempre usado como soft powerA história é consabida: Guerra das...
20/07/2026

Entre nacionalismos, rivalidades e polêmicas, futebol foi sempre usado como soft power

A história é consabida: Guerra das Malvinas em 1982, gol da “mão de Deus” de Maradona em 1986, a maior rivalidade da Copa além daquela com o Brasil, Margaret Thatcher, vitória militar, derrota no futebol. Quando Inglaterra e Argentina se enfrentam, todos relembram da Guerra das Malvinas, especialmente a torcida da Argentina. Enquanto isso, a outra parcela de seres humanos que não nasceram na Argentina aproveitam o ensejo para demonstrar o quanto desprezam argentinos – nem sempre precisando conhecê-los.

Jorge Luiz Borges, escritor argentino neto de britânicos e que falava inglês em casa, caracterizou o conflito como “uma briga inútil de dois carecas brigando por um pente”. Apenas os próprios argentinos podem ter alguma lembrança positiva de uma das guerras mais sem noção já travadas no planeta.

Mas a história começa bem antes e termina bem depois. Porque Copas do Mundo, parafraseando Clausewitz, tem um pouco de “continuação da guerra por outros meios”. Quando Maradona fez o “gol do século”, esta rivalidade já tinha 20 anos.

Olimpíadas ou Copas do Mundo sempre – sempre, desde a Antiguidade, a Batalha de Maratona e a Trégua Sagrada (Ekecheiria) – foram uma continuidade de disputas que resvalavam para o conflito militar. O que a modernidade trouxe foram novas formas de soft power impensáveis antes, mas para o mesmo tipo de dinâmica: uma glória substituta, uma imagem auto-justificada perante inimigos, um triunfo ou vanglória usado por tiranos para legitimar seu poder.

Leia o artigo completo de Flavio Morgenstern na newsletter do Senso Incomum. Link nos comentários.

Criar um Clube de Leitura era um antigo desejo meu: reunir pessoas interessadas em conhecer e conversar sobre grandes ob...
20/07/2026

Criar um Clube de Leitura era um antigo desejo meu: reunir pessoas interessadas em conhecer e conversar sobre grandes obras, apenas pelo conhecimento. Coisa que nem a faculdade permite. Acredito que todos deveriam fazer parte de um clube de leitura.

Mas criar o Clube de Leitura da Formação Senso Incomum foi muito melhor do que o maior dos meus otimismos (que são bem escassos fora do âmbito cultural). Se tenho alguma ESPERANÇA coletiva, ela vem de ver médicos, advogados, programadores, produtores rurais e pessoas de áreas que poderiam ter uma carreira inteira longe dos livros dedicando suas noites de quarta a se reunir e ler livros complexos, extraindo sentidos, discutindo, tirando dúvidas e preservando nosso passado como a herança cultural que é.

Obrigado a todos vocês, amigos! Fiquei muito feliz e emocionado com o presente! E olhem só: saímos de um Arquipélago na Sibéria para outro, com destino em Ítaca... Obrigado pela companhia literária por estes anos! Vocês são simplesmente incríveis!!! 📚🫶❤️🏛️⚓

Você já fez parte de um Clube de Leitura? Resolvemos dar um presente para você.Clube de Leitura não é resumo de livro ne...
14/07/2026

Você já fez parte de um Clube de Leitura? Resolvemos dar um presente para você.

Clube de Leitura não é resumo de livro nem corrida de páginas. Também não é aulinha chata de colegial. É um espaço para falar de grandes idéias.

Clube de Leitura não é exatamente uma aula. Nem exige ter formação na área. Reunimos pessoas interessadas em fugir do ruído uma vez por semana para pensar nas maiores idéias da humanidade.

E para quem quer conhecer um Clube de Leitura, temos um convite: inscreva-se no novo site do Senso Incomum, e você terá acesso ao primeiro encontro do Clube de Leitura.

Venha descobrir como é ler A Odisséia com Flavio Morgenstern.

Basta se inscrever em nossa newsletter e preparar papel, caneta e, principalmente, seu espírito.

Inscreva-se no link nos comentários. E nos encontramos quarta-feira, às 20h.

Por que admiramos Odisseu mentir? - Os bad boys da literaturaOs gregos descrevem uma inteligência que torna Odisseu mais...
14/07/2026

Por que admiramos Odisseu mentir? - Os bad boys da literatura

Os gregos descrevem uma inteligência que torna Odisseu mais perigoso do que Aquiles

Na Odisséia, o grande clássico de Homero, surpreendemo-nos ao assistir ao herói Odisseu mentindo, trapaceando, enganando e cometendo atos bem pouco “heróicos”, ao menos no sentido medieval do termo. Em um dos diálogos mais dramáticos do livro, flagramos Odisseu tendo a pachorra de mentir até para Atena, a deusa da sabedoria, que tanto lhe protegeu. Qual a inteligência aí? Podemos comparar com situações modernas. Na série de TV The Big Bang Theory, testemunhamos 4 nerds capazes de entender como transmutar elementos químicos estáveis em instáveis com colisão de prótons em um acelerador de partículas subatômicas, mas são incapazes de lidar com sua vizinha bonitona. Já na vida real, estamos acostumados a observar pessoas com carreiras brilhantes e conhecimentos avançados, mas que cometem erros grotescos, às vezes pela ausência de algo trivial, como notar que alguém está mentindo.

O que une todos estes fenômenos? Existe um conceito em grego para a inteligência que muito nos faz falta – e pode explicar desde o motivo para admirarmos alguns bad boys no cinema e na literatura até como pessoas inteligentes conseguem escorregar em erros tão bobos constantemente.

A mais recente tradução da Odisséia em inglês, de Emily Wilson, utilizada por Christopher Nolan para sua adaptação hollywoodiana, chamou atenção já na primeira linha: o narrador invoca a musa, pedindo para que ela o inspire a cantar sobre um homem “polytropos” (πολύτροπος) – que Emily Wilson, a primeira mulher a fazer tradução completa da Odisséia para o inglês, traduziu por “homem complicado”. No original grego, o “homem que tem muitos tropos”, na verdade, carrega referência às muitos caminhos das erranças de Odisseu, mas principalmente às diversas vias e subterfúgios de que o herói (que Wilson prefere acentuar como anti-herói) se vale para atingir seus objetivos. “Complicado”, é claro, além de exagerar no reducionismo, ainda traz um caráter fortemente negativo.

Outro epíteto (“apelido”) de Odisseu no poema é polymetis (πολυμήτις), uma das palavras mais interessantes da língua grega. Odisseu, então, é aquele que tem muita (polys) métis, ou seja, muitos ardis, muita astúcia, muitos subterfúgios, muitas artimanhas. Mas o que de fato significa essa palavra que Odisseu tem muito, métis, na língua grega – e por que admiramos um traço de Odisseu que nem sempre é tão louvável?

Métis é a inteligência que poderíamos chamar de “não-linear”. Não é a inteligência do conhecimento, da lógica, dos livros ou da matemática. Estas são inteligências das regras, dependendo de um mundo estável. A objetividade nos permite contemplar, explicar e demonstrar. Métis, essa inteligência que os primeiros versos da Odisséia destacam em seu protagonista, é uma inteligência nem sempre precisa, que possa ser explicada ou ensinada. É a inteligência da habilidade, da astúcia, da prudência – e também a de criar planos, de escapar pela tangente ou de atacar o inimigo onde ele não espera.

Continue lendo o artigo de Flavio Morgenstern na nova newsletter do Senso Incomum. Link abaixo 👇

Por que a política tornou a convivência impossívelUma das maiores dificuldades da modernidade é conciliar desejos, ambiç...
10/07/2026

Por que a política tornou a convivência impossível

Uma das maiores dificuldades da modernidade é conciliar desejos, ambições e ideologias tão distintos dentro do mesmo corpo social. A política, a arte de gerir a pólis, deveria ser a arte do convívio harmônio entre divergentes – entretanto, nada tem dividido mais as pessoas do que a própria política. Mais do que um diagnóstico estanque, o clima de fragmentação violenta do corpo social parece mais indicar que estamos em uma panela de pressão.

Algumas questões realmente tensas do século XXI podem trazer um tempero ainda mais amargo para esta receita. Pense-se em imigração em massa, a disputa entre liberdade de expressão e regulamentação de algoritmos ou a sociedade “multicultural” tentando reunir feministas e muçulmanos do mesmo lado do espectro político. A resposta apressada à confusão, principalmente ligada à políticas “populistas”, pode apontar o problema, mas não amenizar a cisão interna.
Nunca se falou tanto em diversidade, e nunca tantos diversos pensaram tão roboticamente iguais, como numa linha de produção fordista de pensamentos. Quanto mais se fala em diversidade e mais se preconiza palavras como inclusão ou diálogo, menos as pessoas são capazes de, simplesmente, conviver e conversar. Não há maior desafio sociopolítico contemporâneo do que um algoritmo de rede social ou uma mera mesa de Natal reunindo a família.

A promessa de uma sociedade plural entrega um discurso homogêneo a ser repetido, e qualquer tentativa de alternativa passa a ser tratada como ameaça a todo o sistema – pior do que uma ameaça à vida.

Hoje, está na moda falar do paradoxo da tolerância de Karl Popper – como um regime livre pode tolerar idéias que não sejam livres? A “solução” oferecida nos últimos anos foi a promessa de um “totalitarismo light” até a exclusão de todos os “extremistas”. Bastaria um expurgo completo e viveríamos num paraíso de concordância entre o Femen e o Hamas, com a Democracia Feita Carne regendo a Terceira Sinfonia da Anitta ao fundo.

Continue lendo o artigo de Flavio Morgenstern no Senso Incomum. Link abaixo 👇

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