27/03/2020
O rapper de Jundiaí, veio do ano de 2077 para nos mostrar sua sonoridade futurista, que flutua com influências que vão desde do rap, soul à música eletrônica, que muitas vezes soa com uma estética cyberpunk. Nill surpreende na sua escrita, falando assuntos poucos abordados e de forma criativa, sem limites na mensagem. Ele literalmente saiu da caixa em seu mais novo lançamento, o Lógos, o sucessor do disco Regina. Para todos que achavam que não tinha como superar o clássico, o nill veio e surpreendeu mais uma vez o cenário musical, com sintetizadores, vozes robóticas, melodias frias, sentimentos as vezes mecânicos, que se intercala com o universo criado pelo artista, que realmente criou o seu mundo e seu espaço tempo, onde tem liberdade de criação e é o deus de sua obra.
Cada segundo de música é diferente aqui na terra dos meros mortais, lá no mundo de lógos os padrões de tempo são quebrados, as ondas são nada lineares e a obra por completo é uma obra de arte, com começo meio e fim, um experiência completa, de imersão, desenvolvimento e desfecho, em cada entrelinha você descobre um pouco do Nill, não só como artista, mas a pessoa em si, e ali dentro você encontra o nill e conversa com o O Adotado (nome que utiliza como produtor).
Daria para falar por horas, pois cada detalhe é um universo compreendido ou não, por exemplo o disco Regina, que entendemos uma parte mais familiar e pessoal do artista, ou no Good smell, que é um outro espaço tempo criado por ele, outro universo, onde a sociedade está se auto ajustando, e mulheres negras comandam grandes impérios. Não deixe de escutar todos os trabalhos do Nill e da gravadora que ele faz parte Sound Food Gang.
Lógos: https://open.spotify.com/album/50ymvLZKKjwpANkiMd25ll
Regina: https://open.spotify.com/album/04zQ2qk2AsRPZppeI6TvWl