03/11/2025
A morte nos ensina muito sobre a vida.
Ensina que viver é urgente!
Que não somos especiais porque passamos por tempos difíceis.
Que não é porque você é bom, que coisas ruins não vão acontecer.
Ensina que o amor é bonito, mas ele dói.
Ensina que a vida é agora e acontece no simples, no trivial, na loucura da manhã, na mesa do jantar feito na pressa.
Ensina que a felicidade não é um grande acontecimento, mas sim na capacidade de ter o olhar atento ao pequeno.
Se me perguntarem o que mais sinto saudades do meu pai hoje è quando ele nos acompanhava até o portão fechar quando íamos embora da casa dele. É de quando ele falava: Renata, cadê meus netos? Cuida direito dos meus netos! De chegar na casa dele e ter pão caseiro. De reclamar que ele mexia no celular e assistia tv ao mesmo tempo. De pedir uma opinião e já saber que seria diferente da que eu queria ouvir. Do olhar dele pra mim no dia da minha defesa do mestrado. Da dancinha da felicidade. Dos espirros escandalosos. De curtir todas as vontades aleatorias de comida que ele tinha e acompanhar em quantas eu pudesse. Até das viagens intermináveis de carro que fazíamos.
Hoje eu vivo buscando o caminho de continuar vivendo esse amor sem a dor da ausência física. Vivo tentando convencer minha mente que sua casa agora é dentro de mim. Que a morte é a libertação da alma e a sua merecia vôos maiores. Que todos os meus dias felizes irão caminhar ao lado da tristeza e que sim, as duas emoções podem viver em harmonia dentro do meu coração.
E que a saudade, é o azar (ou a sorte) de quem viveu com uma pessoa tão incrível.
Que saudades ❤️❤️❤️