08/09/2026
🚨NEWS | Um tucunaré-azul com nadadeiras extremamente alongadas surpreendeu pescadores durante um torneio de pesca esportiva no interior de São Paulo. O peixe apresentava uma mutação rara, conhecida popularmente como “efeito véu”, que deixou a cauda e as barbatanas muito maiores do que o padrão da espécie.
O exemplar foi capturado pelo pescador Ricardo Takarada, que percebeu a diferença assim que o peixe foi embarcado. “Na hora notamos algo diferente, começamos a rir, achamos que tínhamos pego um peixe mutante”, contou. Mesmo diante da surpresa, a preocupação foi preservar a integridade do animal, que foi solto no mesmo local onde havia sido capturado.
Comum em peixes criados em aquários, o “efeito véu” é incomum em animais que vivem soltos na natureza. Segundo o biólogo Leandro Sanches, as nadadeiras alongadas trazem algumas desvantagens para a espécie, podendo, inclusive, dificultar a fuga de predadores. “Ele se torna mais lento para fugir e f**a muito mais visível no ambiente. Por isso, dificilmente um peixe com essa mutação alcança a idade adulta”, explicou.
Este pode ser o primeiro registro documentado no Brasil de um tucunaré-azul com esse nível de desenvolvimento das barbatanas vivendo em habitat natural. Um registro raro que mostra como a pesca esportiva também pode revelar características pouco conhecidas da fauna brasileira.