09/01/2026
*Leia em IstoÉ Dinheiro – O que esperar de 2026*
O ano à frente está marcado por acontecimentos na economia e na política, quadro que exige uma grande capacidade de adaptação e resistência a turbulências no ambiente de negócios. Com a intensa corrida eleitoral para o Planalto, Congresso e estados em 2026, o ambiente econômico estará sujeito a surpresas mesmo com o horizonte de baixa da taxa de juros básica no Brasil. Os agentes do mercado esperam que o Banco Central dê início ao ciclo de queda da Selic, hoje em 15% ao ano (o mais alto em duas décadas), ainda no primeiro trimestre. Paralelamente, o governo federal terá o pesado desafio de correr atrás do primeiro superávit depois da aprovação do arcabouço fiscal, em agosto de 2023. Bancos e consultorias acreditam, contudo, em um déficit de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), alguns deles prevendo que será necessário rever as metas ainda no começo do ano. O Planalto terá de acertar o passo das contas públicas para cumprir as metas se não quiser desestabilizar o ambiente econômico às portas das eleições de 2026.
No pleito anterior, em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era recém-libertado das condenações da Lava Jato quando surgiu como o candidato opositor favorito ao então presidente da República Jair Bolsonaro (PL), que buscava a reeleição com grau de reprovação de 53% da população. O quadro agora é diametralmente oposto: com Bolsonaro inelegível e preso, condenado a 27 anos por tentativa de golpe, Lula buscará o quarto mandato em meio à aprovação que oscila entre 48% e 50%, um empate técnico com a desaprovação – o que revela tanto resiliência quanto vulnerabilidade.
A edição traz ainda como f**a o cenário para investimentos, o plano dos Correios, o novo imbróglio no caso do banco Master e um retrato da Copa do Mundo de futebol, que pela primeira vez na história do torneio vai acontecer em três países ao mesmo tempo.