17/05/2017
Fora o drama angelino o que mais está em jogo na loteria do ? Clube a clube, vamos lá:
- Boston Celtics: o finalista da Conferência Leste pode ganhar na mesma semana também o direito de escolher o calouro número um deste ano. Na pior das hipóteses, terá o quarto da lista. Danny Ainge está numa posição bastante confortável, isto é. O importante aqui é ter em mente que uma escolha alta dá a Ainge a chance de barganhar para valer nas próximas semanas, se por acaso decidir que, ao seu núcleo jovem, vale mais acrescentar uma estrela já formada da liga do que um garoto de muito talento como os armadores Markelle Fultz e Lonzo Ball ou os alas Josh Jackson e Jayson Tatum. Tirada a sorte grande, poderá assediar Chicago (Butler) e Indiana (George) numa posição bem mais vantajosa.
- Phoenix Suns: o clube que já foi uma superpotência do Oeste não consegue chegar aos playoffs desde 2010, quando Amar'e Stoudemire ainda tinha dois joelhos, Steve Kerr era o gerente geral e Grant Hill, um dos titulares. O gerente geral Ryan McDonough já provou que pode garimpar talentos no Draft mesmo fora do top 10 (oi, Devin Booker), mas sem dúvida que a franquia ganharia um empurrão daqueles com a primeira escolha. Em que pese a gestão sovinas de Robert Sarver.
- Philadelphia 76rs: na melhor das hipóteses, pode sair do evento com picks número um e quatro. Na pior, sairia com o número sete. De qualquer forma, é mais uma brecha para o clube adicionar um ou dois atletas de projeção a um núcleo promissor – mas ainda envolto por densa névoa. Joel Embiid é um colosso, mas vai conseguir parar em pé? Ben Simmons também já ganhou seu asterisco. Em suma: Bryan Colangelo pode ter um esquadrão em mãos, usando o Draft deste ano como peças complementares. Ou, dependendo de sua enfermaria, o novato da vez possa ter mais responsabilidades.
- Orlando Magic: em escala menor, é como se fosse um Phoenix do Leste, num arrastado processo de reconstrução, sem ter agora nem mesmo um gerente geral para fazer a escolha mais adequada. Como forte apoiadora de Trump, a família trilhardária DeVos perde pontos aqui.
- Minnesota Timberwolves: com Towns e Wiggins, seria justo que os Lobinhos conseguissem mais uma escolha alta de Draft? Considerando que o clube não vai aos mata-matas desde que Kevin Garnett saiu de lá, não dá para ser tão duro assim com Thibs. Ficar em sexto ou sétimo, de todo modo, não seria o fim do mundo.
- New York Knicks: uma das poucas bem-sucedidas de Phil Jackson como cartola foi bancar Kristaps Porzingis dois anos atrás. Se pintar em NYC mais um novato de primeira, o Mestre (Nem Tão) Zen assim teria mais liberdade para enxotar Carmelo dali e, quem sabe, acalmar os tabloides locais.
- Sacramento Kings: fato é que o número um do Draft está fora de cogitação, já que seria endereçado ao Philadelphia. Então, para essa atrapalhada diretoria desgovernada por Divac e Vivek Ranadive, o melhor cenário seria assegurar o direito de escolher dois calouros no top 10 para reforçar seu projeto de longo prazo, neste mundo pós-Boogie. Isso, claro, se souberem aproveitar a chance.
- Dallas Mavericks: o ano sôfrego de Dirk Nowitzki bem que poderia ser recompensado com uma grande aposta do Draft. As chances matemáticas, porém, são mínimas. Qualquer agente dos jogadores mais bem cotados deveria torcer muito por Dallas como destino, esportivamente falando, devido ao fator Rick Carlisle. (Só Lonzo Ball não se daria com ele.)
- New Orleans Pelicans: como já dito, é top 3, ou nada. No caso de um salto improvável, o time teria a chance de escolher um armador talentoso para servir ao par Monocelha-Boogie. Seria demais – e um tapa estrondoso na galera de Sacramento.
- Charlotte: Kemba Walker precisa de ajuda no ataque. Simples assim.
- Detroit: Andre Drummond tem tudo para ser, mas aparentemente não vai se tornar um autêntico "franchise player".
- Denver: mais um projeto que merece sorte, recompensando seus scouts competentíssimos.
- Miami: toda a luta para chegar aos playoffs deste ano não seria em vão.